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Sábado, 21 de Novembro de 2009
Temas para Posts

            Já referi aqui as enormes potencialidades que tem um blog, o que pode trazer a mais que nenhuma outra publicação traz. Referi isso no post O Verdadeiro Blog.

 

            Os bloggers podiam ver os eu blog como um espaço de partilha. Parilhar as suas ideias, as suas histórias, a sua vida. Partilhar até coisas que nunca partilhou com ninguém, por prezar a sua intimidade. Aquelas coisas que nem ao nosso maior amigo contamos, nem ao nosso querido confidente. Porventura algumas coisas que nem um psicologo.

            Mesmo com o nosso melhor e mais querido amigo, aquele com quem nos sentimos completamente à vontade, nós temos uma imagem a manter. Sabemos que com aquele não podemos contar certas coisas porque ele pode fazer juizos de valor ou mal interpretar. Mais tarde até nos pode atirar à cara aquela inconfidencialidade.

 

            Gosto de ver este espaço como uma conversa de mesa de café. Como se estivesse a conversar com amigos, a beber umas cervejas.

 

            Vamos lá, então não têm histórias da universidade para contar? Não têm para contar um cromo com quem namoraram? Não tiveram namorados?

            Uma bebedeira de caixão á cova que apanharam e as figuras tristes que fizeram. Aquele exame em que copiaram. Aquela entrevista em que vocês se enterraram. Aquela entrevista ou exame em que vocês não percebiam nada e safaram-se. You Lucky Day: aquele dia em que vocês podiam ter sido vitimas de uma tragédia e tiveram o maior piço do mundo (piço = sorte, pra quem não sabe).

            Aquela pessoa que vocês ficaram com uma péssima primeira impressão e vieram a descobrir que, afinal, essa pessoa era altamente, até quase uma alma gémea.

 

            Mas não, parece que os blogs são uma coisa mais libidinosa que vivencial.

 

            Tá a parilhar malta, tá a partilhas. Eu tenho vários cromos para a troca neste blog.




Quinta-feira, 19 de Novembro de 2009
Homofobia

            Vou escrever um texto para fazer as delicias dos moralistas e aquelas pessoas que gostam de apontar logo falhas, contradições, em que tudo tem que seguir uma lógica certinha.

            Embora eu seja um acérrimo defensor do casamento homossexual, eu tenho a minha boa de homofobia. Eu tenho amigos gays, frequentam o meu lar, já dormi em casa deles, já passei férias em casa deles.

            Faço piadas sobre gays, e até quando me iro com algum tipo pela sua estupidez, sou capaz de praguejar com um “aquele paneleiro”. Aliás, esta era a forma carinhosa que tinhamos, na universidade, de nos referirmos quando um amigo nosso tinha um comportamento menos de amigo ou de alguma maneira o queriamos deitar abaixo.

            Eu tenho uma forte aversão ao acto homossexual masculino, é algo que me choca muito e na realidade, parece-me um pouco contra-natura. Ou seja, tal como os outros homens eu tenho medo da minha homossexualidade e acredito que ninguém é 100% heterossexual. Quando era miúdo e ignorante eu achava a homossexualidade uma coisa completamente contra-natura. Mas, desde o momento em que acho que toda a gente tem algo de homossexual, já não o posso achar absolutamente contra-natura.

            O meu amigo gay uma vez disse-me porque tinhamos nós de achar que o sexo foi criado para procriar e não para ter prazer? Ninguém pode saber para que fim foi criado o sexo. Para mim tem toda a lógica que tenha sido para procriar e o prazer ter sido a forma de fazer com que a vida se perpetuasse. Mas não querendo ser o quadradão lógico, é bastante aceitável que tenha sido criado com os dois fins. Porque há-de um imperar sobre o outro?

 

            Curiosamente, depois de muitas conversas com amigas, constatei um facto: a mulher, na generalidade, tem mais fobia à sua homossexualidade que o homem. Pela minha estatistica pessoal, segundo as pessoas que conheci, a mulher repudia mais prontamente a sua homossexualidade e o lesbianismo do que o homem (não, não façam piadas com o homens lésbicos).

            Mais facilmente um homem aceita a homossexualidade e até a sua homossexualidade, que a mulher.

 

            Aliás, isto lembra-me uma história passada há muitos anos atrás. Nos nossos 24 anos. Estava eu a conversar com um colega meu de apartamento e a sua namorada. Este namoro já tinha mais de 3 anos (mais tarde deu em casamento, filhos, forever). Falavamos de homossexualidade e ela estava muito intrigada em como faziam as mulheres. Pois, os homens está-se mesmo a ver. E as mulheres, não têm nada para meter !!

            Vai daí eu falei em Heterossexualidade. Bolas, não é que não sabiam o que era? Lá tive que os ensinar. E lá  estava ela num processo de assimilição da nova palavra, dizendo coisas como:

- Faz-me impressão esta palavra.

            E vai daí formula um corolário:

- Quer dizer, nós os 3 somos heterossexuais… (Ela sabia que eu queria comer a irmã dela).

             Ao que me apeteceu responder:

- Eu sou, vocês não sei.




Terça-feira, 17 de Novembro de 2009
Referendo, porque não?

            Ontem vi o prós e contras, na RTP 1, sobre o referendo ao casamento homossexual. Ok, eu pertenço à facção que é a favor do casamento, mesmo assim não é que todo o interveniente do eixo do mal (os do contra tal ignóbil casamento) tinha umas trombas de fugir a 7 pés !!! Ou seja, o pessoal do eixo do mal é mesmo o pessoal mais feio e antipático.

            Se eu fosse juíz de tribunal, ao ver uma pessoa a falar com demasiada paixão e raiva, iria desconfiar do juízo dessa pessoa, da sua sensatez. Não me teria tanto crédito do que uma pessoa mais sóbria. Recordo-me também de a grande reportagem de ontem na SIC, sobre a alienação parental que cada vez mais os progenitores preconizam. Ou seja, progentiores alienados, loucos, resolvem alienar o outro progenitor ao seu filho, parecendo isso o seu único objectivo na vida. Estamos a falar de casais divorciados.

            (Cada vez tenho derivado mais nos meus artigos, eu que sou grande defensor de artigos não longos. Já deu para perceber que tenho visto muita TV).

            O primeiro caso que mostrarem nessa reportagem era sobre um caso de um pai que lutava para ver as filhas e chegou a ficar um periodo de 2 anos sem nenhum contacto. De um lado via-se o pai, a falar serenamente, com alguma mágoa. Do outro lado via-se uma mulher que metia impressão. Uma gaja desvairada completamente tresloucada. Olhando para aquela mulher. a maneira brusca com que falava, a raiva que transbordava da sua cara, estavamos concerteza na presença de uma mulher perturbada, doente.

            Cada qual com a sua versão. Nem olhando para outros testemunhos, não era dificel eu escolher, pelo menos, o que melhor me parecia capaz de tomar conta dos filhos.

 

            Voltando aos bruxos do mal que não querem o casamento homossexual, esse acéfalos, portanto. Defendem eles o referendo porque consideram esta uma arma da democracia, provavelmente a sua melhor arma. Sim, o referendo é a coisa mais democrática que existe, o poder ao povo, o povo que decida, o povo que governe. O povo é soberano.

            Esta merda só me faz lembrar a justiça popular. Sim, deixem o povo lincharem os criminosos, fazer justiça pelas próprias mãos.

            O Povo ao governo, referendos para que vos quero. Referendemos, pois então. Nada mais limpido e justo. Eu até já tenho tema para os próximos referendos, pode ser um por cada Domingo:

 

  1. Sim ou não à pena de morte?
  2. Sim ou não à expulsão de todos os ciganos do nosso país?
  3. Sim ou não à castração quimica dos pedófilos?
  4. Sim ou não ao corte de 50% em todos os impostos?

 

            Quanto aos defensores do casamento homossexual, acho que cometeram um erro. Ao aperceberem-se que o maior argumento dos homofóbicos é a directa ligação do casamento homossexual à adopção por casais homossexuais, fartaram-se de repetir que uma coisa não tem nada a ver com a outra. Foi demasiado. Apenas uma vez, um da facção pró-casamento admitiu que as coisas estão intimamente ligadas e falou sobre isso. Os outros, parecem ter medo desse argumento e que esse argumento vá retirar muitos votos. Votos daquele pessoal que possa pensar “quero lá saber se as bichonas se casam ou não, não os quero ver é a educar crianças”.

           

            Não era necessário demarcarem-se tanto da adopção. Na realiadade, uma coisa implica a outro. Eu teria dito que o que estava em discussão era o casamento homossexual, que mais tarde poderia-se abrir a discussão da adopção, admitiria a relação entre as duas e teria afirmado que, pessoalmente, não vejo porque homossexuais não possam adoptar crianças.

 




Sábado, 14 de Novembro de 2009
Os Marcianos não bebem leite

            Cuidado com as Medicinas Alternativas, elas fazem parte do livro “o livro negro dos esquemas e fraudes”, financiado pela Comissão Europeia.

            Eu já caí neste conto do vigário numa casa de produtos naturais. Uma senhora fez-me um exame à Iris e foi incrivel a quantidade de coisas que descobriu sobre a minha saúde. Ela pôs-se a tirar o curos de Homeopatia por uma grande causa – ajudar o marido que tinha problemas de saúde. O mais irónico desta história é que ela dizia algo do género:

- Andam aí pessoas que tiram cursos e enganam as outras receitando-lhe uma enorme quantidade de medicamentos que vendem nas suas lojas. E fazem muito dinheiro assim.

 

            Só mais tarde aprendi a regra número um de como desvendar o grande mentiroso: muitas vezes o grande mentiroso auto-enfia a carapuça ao referir exactamente o que está a fazer. Quando alguém vos disser “eu não estou a mentir”, é de desconfiar. È porque muito provavelmente está a fazer isso mesmo ou então não o estaria a referir sequer como hipótese. É uma maneira de também descobrir vigaristas: “Este negócio é perfeitamente legal” – como diz o livro, se fosse legal não sentiriam necessidade de o afirmar.

 

            A grande ironia é que a senhora fez precisamente o que os vigaristas que ela falava faziam. Foram vinte e tal contos em medicamentos na loja dela, todos indicados pela sua dona, médica.

 

            Lembrei-me de escrever isto depois de ouvir uma história muito engraçada que a minha mulher me contou. Foi a uma massagem chinesa, e eis que a certa altura surge uma espéie de guru, com a cor de pele verde, afirmando com todo o seu saber:

- Você não pode beber leite.

 

            Como é que alguém vai levar a sério um gajo com um aspecto tão doentio que a cor da sua pela é verde, aonselhando a não beber leite?


 




Quinta-feira, 12 de Novembro de 2009
A Mulher que comeu o Homem

            Só há uma maneira de uma mulher comer um homem: é mesmo através de um acto canibal.

            Sim, eu também uso expressões do género “aquela gaja comeu aquele gajo”, mas quando o faço, claro que é num sentido metafórico.

 

            Meninas, é impossivel uma mulher comer um homem, sexualmente. Eu sei que grande parte das mulheres têm esta atravessada na garganta. Primeiro não percebiam porque  o homem usa a expressão “comer gajas”, e se divirtiam a valer com ela. Elas Ficavam perplexas a cismar do porquê dessa expressão. Estavam capazes de escrever uma tese de Mestrado sobre o assunto, apoiada em factores biológicos, anatómicos e antropológicos, para provar que aquilo não fazia sentido nenhum. Deixem-se disso, o homem é mesmo assim: parvo, não liguem. Entretanto, eles continuavam a rirem-se de prazer, ás gargalhadas, falando de comesainas.

            Xiça, se os não consegues vencer… depois, o modo que encontraram para ultrapassar esta sua neurose foi começar a usar a expressão também.

            Nunca se vão aperceber o quão ridiculo isto soa na boca de uma mulher. Uma mulher comer um homem é como eu engravidar, começar a sentir enjoos matinais e descer sobre mim aquela doçura celestial própria que acompanha a maternidade.

 

            Só há um tipo de homens capazes de se sentirem comidos pelas mulheres: aqueles que ainda não descobriram a sua homossexualidade.

 

            Até era caso para dizer: Chupem! Mas não vou dizer isso.


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Quarta-feira, 11 de Novembro de 2009
Por um mundo mais Belo

            Abri o blog em destaque “Os meus gostos…” recordando-me da minha adolescência e de como o pessoal lutava por se afirmar através dos seus gostos.

            Deparo com o artigo BeautifulPeople.com, a rede social onde os feios não entram…, e a coisa morre mal à nascença quando leio que, nesta rede onde só entra gente bela, a Paris Hilton faz parte dela.

 

            A propósito de beleza, já há muito que quero contar uma história que se passou numa conferência. Uma médica dava um exemplo de um paciente, salientando o seu visual:

- Era um rapaz muito giro. Mas andava desajeitado, era desleixado. Ainda senão fosse bonito… era uma pena não se arranjar mais.

 

            Pois, isto vem no seguimento do ultimo artigo “Mulheres com Potencial”. Tenho que chupar estes comentários.

            Na altura insurgi-me contra este ripo de raciocionio. E partilhei-o com um amigo meu:

- Que raio, então só porque o tipo é giro é uma pena não andar bem arranjado? Pena dos tipos giros, e nós? Nós é que precisamos de andar bem arranjados. Um tipo bonito pode andar todo roto que toda a gente repara nele, para que precisa de se arranjar? Nós é que temos de andar bem vestidinhos, tomar banho todos os dias, usar perfurmes, andar no ginásio… se queremos ter esperança que reparem em nós.

- Ó Ó, o dinheiro que eu não pouparia.

 

            Acho bem que se criem clubes de gente bela, há toda a legitimidade. Os feios, coitados, são tão tristes que até eles gostam de estar rodeados por gente bela e não por gente da espécie deles. Não venham é conspurcar visisualmente o ambiente.

            Acho demasiado é ter pena de um rapaz belo. Ainda se fosse de uma rapariga de boa fé sub-aproveitada...




Terça-feira, 10 de Novembro de 2009
Referendo sobre Casamento Homossexual

            Referendar sobre o Casamento Homossexual é equivalente a chamarem-me a votar sobre o casamento no distrito de Bragança. Nota: eu não pertenço a esse distrito. Como é que eu sou chamado a decidir sobre o destino de outras pessoas?

           

            Referendar sobre o casamento é equivalente a perguntaram-me se eu deixo casar o João e a Maria.

            Se eu tivesse com grandes dificuldades de afirmação e tivesse sedento de poder, muito bem, iria. Ao olhar para a noiva, reparando que ela é muito formosa, não pude suportar a imagem de um casamento feliz, de um homem cheio de satisfação, realizado, com um sorriso de orelha a orelha.

            Que egoismo! Como ousais ser felizes num mundo repleto de sofrimento? Tenho que promover o bem-estar global. Vi-me forçado a impedir aquele casamento.




Segunda-feira, 9 de Novembro de 2009
Ajudar e apanhar na Pinha

            Como se sente uma pessoa que ajuda outra e acaba por levar na pinha dessa pessoa que ajudou?

            Coitadas das pessoas que ajudam, precisam de se sentir bem com elas próprias a ajudar alguém. Há aquelas pessoas que apelam ao que de melhor há em nós. São aquelas pessoas ideais para nós mostrarmos às outras e sobretudo a nós próprios e a deus, que nós somos pessoas boas e de grande coração.

            A gente ajuda uma pessoa em necessidade, carente, só, ela acha que nós somos muito fixes, quer mais ou pelo menos que as coisas continuem desse modo. A nossa ajuda acaba por ter limites. E à primeira nega, à primeira rejeição, a nossa amiga revolta-se e diz cobras e lagartos de nós. Os U2 já dizem “Amigo é alguém que te deixa ajudá-lo”.

 

            Uma gaja telefona a um tipo que mal conhece, mas até simpatizam um com o outro, às 5 da manhã. Diz que se vai suicidar. Pede-lhe para vir ter com ela. O gajo lá se levanta para a boa acção do dia e apanha um táxi para outra ponta da cidade. Lá a acalma e trá-la para casa. Dá-lhe o sofá para ela dormir e se recompor. Dá-lhe de comer. Ela alegra-se, fica melhor e entusiasma-se de tal maneira que já fala em ficar lá em casa a morar. O tipo ainda vai embalado orgulhoso com a sua benfeitoria. Com tanta simpatia nem se pensa muito.

            Mais tarde põe-se a pensar sobre o assunto e chega à conclusão que partilhar a casa com uma meia-desconhecida com tendências suicidas talvez seja demasiada bondade e que não será isso que o vai contar no dia do juizo final.

            Acaba por lhe telefonar e dizer-lhe que não dá. A gaja passa-se da cabeça e só não vai à casa dele talha-lo às facadas porque isso dá prisão.

            E não, a gaja era feia e gorda comó caraças! Se calhar é por isso que não era boa ideia ficar lá a viver.

 

            Uma samaritana acolhe um pedinte esfomeado na rua e dá-lhe guarida durante 4 semanas. Sente-se como se estivesse a salvar uma vida. Começa a saturar-se de tanta bondade, o tipo tem uns hábitos esquisitos, é pouco asseado, não tem modos à mesa. Congratula-se por já ter feito a parte dela por um mundo melhor. Convida-o a sair de casa e dá-lhe boas indicações para ele procurar ajuda junto às autoridades. Instituições de acolhimento, locais da sopa dos pobres, etc. O tipo revolta-se, queria mais, queria continuar. Como alguém pode ser tão cruel que ponha um sem-abrigo fora de casa? Acaso não tem coração?

 

            Terá ele razões para se revoltar? Segundo a torta lei dos casamentos, tem. Então a gaja habitua-o a um nivel de vida e depois tira-o, sem mais nem menos !!!

 

            Pois, isto liga-me a esta questão dos fabulosos divórcios que dão direito a uma pensão de alimentos ao conjuge menos favorecido materialmente.

            Como é que é possivel uma pessoa casar com alguém e depois se ver obrigado a pagar-lhe uma pensão vitalicia só porque habituou-a mal, a um melhor nivel de vida?       

 

            Já não é suficiente uma pessoa gozar do alto nivel de vida da pessoa com quem se junta, enquanto vive com ela?

            Isto é um negócio da China. Aliás, chegaram-me a contar que isto já era um esquema nos EUA. Gajas à caça de ficarem bem na vida, ganhando uma reforma vitalicia ainda jovens.

 

            Há quem defenda que é bem melhor viver sempre na merda do que conhecer o paraíso e depois o tirarem. Nada mais idiota. Isto é de pessoa que nasceu rica e depois ficou pobre.

            Acreditem que preferia viver um ano de paraíso e depois voltar ao inferno do que viver sempre no inferno sem nunca ter provado o paraíso. Ou seja, não tenho dúvidas que “mais vale ter amado e ter perdido do que nunca ter amado”.

 

            Há um tipo romantico que se apaixona por uma mulher com a vida desfeita. Casa com ela, refaz-lhe a vida toda, dá-lhe carinho, amor e todas as condições. Mais tarde a gaja farta-se dele e a coisa dá em divórcio. E o gajo fica a sustenta-la para o resto da vida. Tudo defendendo que é pecado uma pessoa melhorar a vida de alguém e depois deixar de alimentar essa vida. Pois, quem dá e tira merece… as crianças sabem deste ditado.

 

            que  o homem continua a proporcionar um minimo nivel de vida á ex-mulher, devia também evigir um minimo de nivel de vida que tinha quando estava casado com ela:

- Ok, eu pago a pensão de alimentos, mas a verdade é que também estou mal habituado. Esta gaja habituou-me a ter sexo 2 vezes por dia. Ela dar-me sexo 2 vezes por semana não é pedir demais.

 




Sorte Cedo Demais

            Há canções pelas quais nos apaixonamos e ficam a fazer parte de nós. E essas canções são tão ricas que acontece passarem anos até nos apercebermos que elas têm outra leitura. Podem passar anos e eureka! Conseguimos compreende-las melhor, descobrindo uma nova interpretação, com algo que vimos ou vivemos no mundo real. São canções que são um tratado e uma lição de vida.

            Uma canção não se pode chamar canção senão tiver uma boa letra.

            Descobri os Pulp quando fui viver para Inglaterra. Boa batida, bom pop Alternativo, nem considero a voz muito boa, é normal. Letras muito bem escritas e aquela enignmática recomendação em todos os CDs:

- Não leia as letras enquanto estiver a ouvir as canções.

 

            È um grupo que tem a preocupação e sabe que tem boas letras.

            Uma das emoções que os Pulp cantam muito é a obessessão. Ela é relatada, por exemplo, em Countdown. É uma história ofegante de um rapaz que procura a sua ex namorada. É uma canção Come back to me/I Want you back  ou, como dizem os GNR, I want your back. Só que gajo está completamente flashado, já a procura por tudo quanto é Reino Unido e a coisa era para ontem. Mais grave só o Jay-Jay Johanson, que só por uma troca de olhares, apaixona-se e procura uma gaja pelo mundo inteiro em Jay Jay JohansonMilan, Madrid, Chicago, Paris.

 

            No refrão, ele canta esta frase:

 

Time, of my life, oh I think you came too soon.

 

            Qual é a coincidência com a vida real? É um gajo conhecer demasiado cedo a mulher ideal. Imaginem-se com 17 anos e a vossa primeira namorada é uma rapariga de sonho. Querem casar com ela? Toda a gente diz que somos uns bébés para isso. E se tiveres 24 anos? Eina, tão cedo, só uma namorada… quero conhecer mais do mundo, sou muito novo para me enforcar. Que raio de Curriculo, Namoradas: uma. O mais engraçado é que como tive só uma namorada, naturalmente imagino que todas são assim.

            Vou partir, quero conhecer mundo, o futuro a deus pertence, isto há-de aparecer outra namorada, talvez melhor. É tempo de circular. Também já estava a ficar farto, até tem a sua piada.

 

            É uma questão de saber dar valor.

 

I've got to meet you and find you and take you by the hand oh my God my God
You've got to understand that I was seventeen

 


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Sexta-feira, 6 de Novembro de 2009
Quem tem medo de Baladas?

            As rádios e muitos programas do audio-visual seguiram a receita do Herman José: convidar cromos.

            Já ouvi 2 entrevistas do José Cid na rádio. Na ultima, na Antena 3, fiquei siderado com o nome do novo album do artista: “Quem tem medo de Baladas”. Desmanchamo-nos a rir, compulsivamente, só com o titulo.

            Não há palavras. Ando eu aqui a esforçar-me para sacar uns risinhos aos internautas e chega um gajo, depretensiosamente, com a sua esmagadora naturalidade e espontaneidade, e com um simples “Quem tem medo de Baladas” remete-me para a minha mediocridade. Estamos perante, claro está, um génio do humor.

            É o que eu digo: mais vale caír em graça do que ser engraçado.

 

            De resto, devo declarar que eu gosto do José Cid. Ou seja, eu gosto das canções do José Cid. Fizeram parte da minha infãncia, e continuo a curti-las.

 


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