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Terça-feira, 19 de Outubro de 2010

A Psicologia que se Pratica

Caramba, eu tenho que desmascarar esta palhaçada. Andamos aqui a brincar aos psicólogos. Vou aqui passar um exemplo da psicologia imbecil que se faz em Portugal.

Neste Blog aparece a carta de N escrita a uma psicóloga que tem ar de ter um alto consultório no centro de Lisboa. Segue-se a resposta inócua, inútil e cliché dela (será copy/paste de texto?), e segue-se depois a minha, feita à pressa, eu que nunca tive alguma formação de psicologia e na área da saúde, só tive uma espécie de disciplina cultural no 9º ano:

 

Razão para viver


<<Boa tarde,

Não sei se geralmente responde a este tipo de questões mas de qualquer forma resolvi tentar.

Tenho 28 anos, sinto que não tenho qualquer razão para viver, já ando assim há algum tempo, sem sentir satisfação com nada, sem vontade de sair de casa de estar com os amigos, muitas das vezes sem vontade sequer de falar, estive medicado há pouco tempo e sinceramente não senti grande diferença. Sinto que só faço as coisas fáceis que não me dão trabalho ou que exigem um pouco de esforço da minha parte, a maior parte das vezes faço tudo e dou milhares de voltas só para não fazer o que necessito mesmo de fazer. 
Fico fechado em casa a pular de uma actividade sem interesse para a outra, pareço perpetuar os meus vícios e pareço não conseguir sair deste ciclo. Não tenho vontade de estar com os meus amigos, sinto que não tenho nada de interesse para dizer e tenho receio de falar sobre aquilo pelo que estou a passar, sinto que ando assim há alguns anos,  aos altos e baixos, mas neste momento sinto-me mesmo no fundo de um poço e não sei o que posso fazer para me ajudar.
Não consigo ter um interesse constante pelas coisas, interesso-me tão facilmente como me desinteresso, pareço não conseguir levar nada a cabo, sinto que pioro de dia para dia e já não sei mais o que posso fazer. Não tenho motivação nem qualquer objectivo na minha vida neste momento, nem sei ao certo se quero sair desta situação, pareço não ter força para viver a vida, parece que me falta algo e não consigo perceber o quê.

Agradecia se me pudesse ajudar, seja de que forma for, de qualquer forma compreendo senão obtiver resposta.

Atenciosamente,

N.>>

 

Resposta da Douta psicóloga:

 

<<Caro N.,

 

a sua falta de interesse  e falta de vontade de viver pode ser uma fase passageira mas precisa reagir com força e energia construtiva. O seu problema está relacionado com a falta de um sentido para a vida.

 

A principal força motivadora de todo o ser humano é a busca do significado de sua vida. O homem sempre procurou dar um sentido à sua existência. A frustração dessa necessidade gera o vazio existencial e uma crise de identidade. Procure ouvir a sua voz interior e seguir a sua indicação. O sentido da vida consiste em realizar valores e para tanto é necessário conhecê-los. Cada indivíduo possui sua própria escala de valores. Para uns, o que importa é possuir poder, “status”, bens materiais ou seja: ter. Para outros, o que importa é “ser” e não ter. Para estes a realização pessoal consiste em descobrir o verdadeiro sentido em suas vidas, em adotar uma série de valores coerentes com sua realidade pessoal e com a realidade do mundo em que vivem eassim têm possibilidade de serem felizes.

 

O sentido da vida pode ser encontrado naquilo que fazemos, naquilo que vivemos e nas atitudes que tomamos perante as circunstâncias da vida. Cada um, não apenas, mas pode exercer poderosa influência sobre sua existência. Descubra o verdadeiro propósito da sua vida e poderá ser feliz e viver em harmonia.>>

 

Case, tenha filhos, e vote com consciência (ou outro horóscopo qualquer)

 

A minha reposta:

 

Caro N, o que relata aqui é deveras preocupante. Isto é um quadro de depressão. É claríssimo como a água. Não de depressão major, mas tem características leves de depressão major que até poderão evoluir para ela.

Algo tem que ser feito para sair desta inércia. Há quanto tempo, mais exactamente, se sente assim? Há quantos meses se sente assim? Quantas horas tem passado na cama?

Necessita de consulta psiquiátrica urgente. Se os medicamentos não resultaram, outro tratamento se adequará melhor. Outra medicação e/ou uma psicoterapia. O psiquiatra será o especialista creditado para lhe fazer um diagnóstico e prescrever-lhe o tratamento adequado. No caso de lhe receitar uma psicoterapia, quer lhe calhe uma psicóloga idiota (92% de odds) ou uma psicóloga inteligente, certamente ficará a conhecer-se melhor.

Para vencer o inimigo precisa de o conhecer. Precisa de conhecer o que está mal consigo, precisa de se conhecer. Não basta pensar: ai, sinto-me mal, tenho que fazer algo pela minha vida. Passe por uma fase de despiste, dê uma oportunidade á medicina. Veja se há mais casos parecidos com os seus e como eles lidaram com essa situação. Veja se o seu caso foi estudado e sistematizado pela ciência para que possa ser ajudado por ela.

Lembre-se que há milhares de pessoas na mesma situação que você, e, sobretudo, que estes estados de alma são passageiras. Mas não actuar pode ser a diferença entre durar 1 ano ou 2 meses. Procure ajuda. Caso lhe seja diagnosticada uma depressão, a terapia de grupos de auto-ajuda é das terapias mais eficazes e menos dispendiosas. Cada vez mais existem associações, em forma de IPSS’s, com grupos de auto-ajuda, até para doenças raras.

E agora com a internet, a vida está facilitada com a informação sobre os nossos inimigos. Procure em motores de busca, pessoas que estejam a passar ou já tenham passado pelo que você passou. Aliás, pensando melhor agora, porque raio no ano 2010, com a internet, você escreve a uma psicóloga quando podia procurar por grupos de auto-ajuda na net de pessoas que não lhes apetecem fazer nada ou pessoas que não têm razão para viver?

publicado por antiego às 10:58
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