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Terça-feira, 1 de Março de 2011

Mais Sorte que Juízo

            Dá-me impressão que nos anos 90 havia a moda de o pessoal se queixar da falta de sorte. Nos anos 90 uma pessoa dizer que tinha sorte ou era feliz, era o mesmo que dizer que era um pobre idiota com a vida facilitada.

            Lembro-me de na altura ter uma colega de trabalho que com os seus 25 anos, sentia uma profunda saudade pelos seus tempos de estudante, do género: “ai, os melhores anos da minha vida já passaram”. Eu, para combater esta nuvem negra, cheguei a afirmar-lhe que me considerava um gajo com sorte. “Ai é? Olha, eu não tenho sorte nenhuma na vida”. Não ser católico convicto e considerar-se uma pessoa com sorte, é ter mesmo muita sorte ou ser muito pateta.

            Eu, então, não era um gajo feliz, mas nesta questão da sorte eu tinha que ser imparcial. Não queria lamechice barata só porque sentia alguma insatisfação. Ao observar a vida racionalmente, eu concluía que no meio daquela salganhada toda, eu tinha tido uma sorte apreciável. Como bom adolescente dramático, era do género: ó pá, grande acidente de carro, mas que sorte teres escapado com vida. Foi-se o carro, passaste um ano de cama, mas não houve danos irreversíveis. Ou como o Cabeça Gorda ir jogar com o Benfica e reconhecer que tiveram sorte em apanhar só 4-0. Ou seja: com o que há, não foi assim tão mau.

 

            Passados 20 anos, fazendo nova reavaliação da sorte na minha vida, eu só posso concluir que sou um grande piçudo.

 

            Esta é a melhor maneira para eu definir a minha sorte: por diversas vezes eu fiz disparate, merda da grossa. E em vez de acontecer o óbvio – eu lixar-me com a displicência, acto irreflectido, impulsivo, asneirada valente, não! Ainda saio a ganhar da inconsciência que tive.

 

            Eu dou um exemplo prático: Falhei a inspecção da tropa. È pá, enganei-me só em 1 ano! Quando fui a ver, estava um ano atrasado para a inspecção. O risco era ser declarado desertor o que podia incorrer inclusive em prisão. Bem, acho que também seria um exagero. Se calhar foi um adulto mais mauzinho a me meter medo.

            A sorte é que a tropa tinha começado a suavizar exponencialmente. Lá foi marcada uma inspecção extra depois de explicado o acontecido, com a boa vontade dos militares.

            No meio da inspecção, há um doutor que pergunta:

- A si, interessa-lhe ir à tropa?

            Eu disse-lhe que não, que estava a trabalhar no estrangeiro e que não me convinha. Não, não era cunha alguma, um grande azar foi ter nascido numa família que não tinha grande influência. A tropa estava a ficar frouxa mesmo.

 

            Resultado: se tivesse tido tino e ido na data devida, provavelmente teria feito a tropa. Como faltei à inspecção e fui um ano depois, não só não me declararam como desertor como ainda me livraram da tropa.

            A minha vida está cheia destas histórias, e esta da tropa está longe de ser aquela em que lucrei mais por ter feito asneirada. Como é que eu posso sonhar que me saia o Euro milhões?

            Não convém abusar. Muito respeitinho com as voltas do mundo.

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publicado por antiego às 10:58
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3 comentários:
De tou anónima, não me chamo helena a 1 de Março de 2011 às 16:02
A minha vida é feita de histórias dessas, cada desgraça ou "azar" ou asneirada que faço acaba por ser resolvida por acasos que surgem e que trazem muito mais beneficios do que os que teria se não tivesse acontecido o malogro.

A do acidente do carro tira-me do sério quando se diz "tiveste sorte podias ter morrido" ao fulano que esta com a cabeça atada, as duas pernas partidas e a mijar por um tubinho.
Até já ouvi dizer pior em relação a um acidente de mota em que o condutor teve morte imediata porque uma besta saiu de mão e lhe bateu: "teve sorte, não sofreu". Sorte?! É um azar do caraças. É mesmo estar no sitio errado à hora errada!

~Para o euromilhões a minha estrelinha ainda não serviu. Mas se calhar estou como o outro que se estava a afogar em alto mar e pedia a Deus para o salvar. Apareceram 2 barcos e ele mandou-os seguir porque Deus iria salva-lo. Acabou por se afogar. Chegado ao ceu: - Meu Deus, porque me abandonaste tu?
-Abandonar-te??? Mandei-te 2 barcos enormes!!!!
Acho que tenho de jogar para dar uma hipótese à estrela.....:)
De antiego a 1 de Março de 2011 às 17:39
Bem, o Optimismo tem limites, sob risco de se tornar em patetice. E quem está de fora, consegue sempre ver melhor o positivo da situação.
Ainda bem que ainda não te saiu o euromilhões porque senão o dinheiro já te tinha estragado.
De tou anónima, não me chamo helena a 1 de Março de 2011 às 22:59
Há uns anos atrás era capaz de estragar mesmo. Agora já não. Dou muito valor ao dinheiro só porque passo o tempo a ter de fazer malabarismos para viver com o que tenho. Mas não tenho aspirações materiais de milionária.
Nem nunca pensei no que faria ou comprava se me saisse uma batelada, costumo só pensar no que teria de deixar de fazer para chegarmos ao fim do mês de barriga cheia e contas pagas. Não sinto falta de dinheiro por não poder comprar, sinto por não poder pagar....

Assim por alto, se fosse mesmo muito, comprava uma casa com terreno fora da cidade, montava um negócio para eu trabalhar, gastava o que fosse nos estudos dos miudos, comprava um bom carro a nivel de segurança e conforto e não pela vista, uma tonelada de livros e viajava sempre que pudesse. Ajudava um bom numero de pessoas e vivia feliz e contente por poder viver o dia a dia sem ter de dar tanta importancia ao dinheiro...porque não lhe sentia a falta.
Lol...parece conversa de Miss.

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