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Sexta-feira, 5 de Agosto de 2011

Herói Moral D. Pedro

         O Homem que declarou a independência do Brasil, tornando-se no seu imperador D. Pedro I e, mais tarde, D. Pedro IV de Portugal tendo doado o seu coração á cidade do Porto, bem que pode ser considerado um Herói moral, até porque o foi considerado na época. Um verdadeiro Homem de gandes causas e que qualquer causa o queria como seu Homem, pelos vistos.
         É das personagens mais fascinantes da história portuguesa, porque a uma alma bondosa, desprendida e idealista (embora terrivelmente impetuosa), se alia um vivacidade invejável pelo próprio Eros. Se Eros vivesse apenas 36 anos, teria encarnado nesta vida. Os seus feitos e legado são colossais.
         Como bondade, vivacidade e poder podem conviver no mesmo homem que não se interessou por ser um dos homems mais poderosos do mundo, tendo recusado as coroas de Espanha e Grécia e tendo abdicado das coroas brasileira e Portuguesa.

         Os relatos sobre ele chegam a inspirar ternura, ficando-nos a ideia de que, afinal, o homem caprichoso só queria ser amado (e não ser o todo-o-poderoso): "Não era o desejo de D. Pedro I imperar como um déspota, pois "sua ambição era ser guardado pelo amor de seu povo e pela fidelidade das suas tropas e não impor sua tirania".


         Transcrito da internet:

         <<Em 1826, os liberais espanhóis ofereceram a coroa de seu país a D. Pedro, a quem consideravam um "bem-feitor dos Povos" e muito "digno".>>

         <<Mas, como todas as naturezas espontâneas, tinha um fundo de grande bondade. Herdou do velho Rei seu pai a liberalidade […]. Tinha, da mãe, sobretudo, a impetuosidade. Foi essa impetuosidade, aliada ao seu estabanado cavalheirismo, que o levou a libertar dois povos.
            Um punhado, largo, de boas qualidades: bravura, honestidade, desprendimento pessoal, idealismo. E um acentuado desejo de bem fazer – o que o não impedia de ser, muita vez, injusto e agressivo até com os seus melhores amigos.>>

          "O príncipe era extremamente simples, e enquanto a sociedade da época como um todo considerava qualquer forma de trabalho manual algo relegado somente a escravos, D. Pedro não se importava em trabalhar com as próprias mãos.[8] Fazia questão de manter uma relação direta com o povo, e sentia prazer em estar entre gente comum.
          D. Pedro I não acreditava em diferenças raciais e muito menos em uma presumível inferioridade do negro como era comum à época e perduraria até o final da II Guerra Mundial. O Imperador deixara clara a sua opinião sobre o tema: "Eu sei que o meu sangue é da mesma cor que o dos negros".[14] Era também completamente contrário a escravidão e pretendia debater com os deputados da Assembleia Constituinte uma forma de extinguí-la."

         São estes heróis morais que deviamos dar a conhecer aos nossos filhos, como este que tinha "um acentuado desejo de bem fazer"
         Veja com os seus próprios olhos o Coração de D. Pedro.

publicado por antiego às 17:24
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