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Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010

Abraçar uma Árvore

            Sou um amante de árvores, adoro árvores. E passarinhos a cantar pela manhã, e á noite.

            Já há muito escrevi que as árvores são Deusas. Majestosas, Impunentes, superiores ao mundo, quem sabe cinicas, indefesas mas intocáveis.

           

            E há anos que acho que não se faz justiça à alma das árvores. Os humanos julgam que as árvores têm uma vida absorta (vegetal, portanto), que não sentem, não pensam. Que sabemos nós sobre elas? Será que não sentem mesmo? Ou não sentem como os mamiferos sentem? E mesmo fisicamente, se cortarmos um ramo não sentem nada? E pensar, quem me pode garantir, estamos no corpo delas?

            Não, há algo de mágico e sublime numa árvore. Uma beleza reconfortante. Sinto-me como uma criança pequena que sente a proteção do pai, dando-lhe pela cintura. Forte, bela, serena, transmite paz.

 

            O meu sonho para a terra é reflorestar os desertos do mundo.

            Uma vez lia numa banda desenhada de ficção cientifica, uma acção passada no futuro, onde o deserto do Saara tinha sido todo reflorestado. Seria magnifico, o novo jardim do Éden.

            Eu próprio estou em falta, nunca plantei uma árvore.

 

            Pese embora haja grandes esforços e programas de reflorestação e anti-desflorestação, a verdade é que ainda há mais árvores a serem cortadas do que aquelas a nascerem.

 

            Moro numa zona arborizada, numa grande cidade. É um privilégio enorme. Todas as semanas me lembro disso, quando vou à varanda.

 

 

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publicado por antiego às 12:02
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Sexta-feira, 22 de Janeiro de 2010

Coeficiente Familiar Francês

            Consultando este documento pdf:

 

            Para quem não sabe para o que serve o coeficiente conjugal, lê-se:

 

<< O legislador português, por sua vez, adoptou o sistema de coeficiente conjugal, ou seja, para efeitos de determinação da taxa divide-se por dois a soma de rendimentos da família e, após aplicar a taxa resultante a metade dos rendimentos, volta-se a multiplicar por dois para chegar à colecta de IRS.>>

 

            O Coeficiente familiar funcionaria do mesmo modo: dividir a soma pelo coeficiente familiar, e após aplicar a taxa de IRS resultante, voltar a multiplicar pelo coeficiente familiar.

            Os franceses cometem esta loucura (lendo na mesma página):

 

<< A solução poderia ser, à semelhança da opção francesa, definir um coeficiente familiar que resultasse do número de elementos que constituem o agregado familiar. A título de exemplo refira-se o actual sistema de tributação francês: para efeitos de determinação da taxa, o rendimento tributável é dividido por um certo número de partes da seguinte forma: por um se for um só sujeito passivo, por dois se se tratar de um casal sem dependentes, por 2,5 se o casal tiver um dependente, por 3 no caso de dois dependentes, e por 4, 5, 6, etc se o casal tiver a seu cargo 3, 4, 5, etc dependentes. >>

 

            Para começar, nem é preciso tanto. Porque esta merda iria dar um rombo do caraças no pobre estado português, inibindo a criação de muitos jobs for the boys.

 

            Vamos imaginar que o estado português define como meta que cada casal tenha 3 filhos. O IRS apoiará o casal até aos 3 filhos e depois deixa o casal por sua conta e risco, para o resto dos filhos. Em caso de o casal ter mais de 3 filhos, sempre sobram os restantes apoios, como a segurança social.

 

            Em vez de definir, como no caso francês, que cada filho representa a soma de 0,5 no coeficiente familiar, que sejam 0,1 apenas. E como o estado só apoia até aos 3 filhos, o máximo coeficiente familiar seria apenas 2,3.

 

            Só isto seria muito mais justo e sensato que a palhaçada do coeficiente conjugal do CDS (ver post anterior). Aquilo é uma farsa, não é nenhum coeficiente, é uma simples percentagem.

 

            Seguindo a tabela de escalões de IRS de 2008.

 

Rendimento colectável

Taxa 

Parcela a abater

 Menos  de  4 639 €

 10,5 %

-

 4 639 €  a  7 017 €

 13,0 %

115,97 €

 7 017€  a  17 401 €

 23,5 %

852,77 €

 17 401 €  a  40 020 €

 34,0 %

 2 679,86 €

 40 020 €  a  58 000 €

 36,5 %

 3 680,36 €

 58 000 €  a  62 546 €

 40,0 %

 5 710,39 €

 62 546 €  e  mais

 42,0 %

 6 961,31 €

 

 

            Dê-mos como exemplo uma familia com marido, mulher e 3 filhos.

 

1º Rendimento = 1000 euros brutos cada um ó 28 000 € anuais.

 

            Precisamos de deduzir as contribuiões para a segurança social para atingir rendimento colectável, que são 11% do salário. 28 000 – 3 080 = 24 920.

 

            Como o coeficiente conjugal é 2, dividimos o valor por 2:

 

1)      24 920 € : 2 = 12 460 €

2)      Aplicar taxa de IRS => 12 460 * 0.235 (23,5%) = 2928,1 (ver na tabela, em que valores está compreendido o nosso valor calculado).

3)      Subtrair parcela a abater => 2928,1 – 852,77 = 2075 €.

4)      Multiplicar de novo pelo coeficiente => 2075 x 2 = 4150 euros.

 

            Este é o valor que a familia pagaria de IRS, o que é igual a que um casal sem filhos pagaria.

 

            Seguindo o coeficiente familiar = 2,3 (1 por conjuge e 0,1 por filho):

 

1)      24 920 € : 2,3 = 10 834 €

2)      10 834 x 0.235 = 2 546

3)      2 546 – 852 = 1 694

4)      1694 * 2,3 = 3 896

 

            A diferença entre o anterior 4150 e 3896 é 254 euros. Dividindo por 14, dá 18 euros a mais por mês no salário.

 

            Bem, isto foi mais para ensinar quem não sabe calcular o IRS, a fazê-lo.

 

            O que interessa aqui é que há uma maior justiça e razoabilidade na cobrança de impostos atendendo ao rendimento per capita, do que um que não tem em conta o número de pessoas que vive á custa desses rendimentos.

            Dentro do IRS, como se poderia ir buscar o dinheiro perdido pelo estado? Aos mais ricos. Baixar os limites inferiores dos escalões maiores e quiça criar uma taxa de 45%. É caso para um grande estudo estatistico e matemático, a nivel nacional.

 

 

            Bem, na verdade, agora que vejo bem as contas, neste sistema francês, o que proponho, quem ganha mais vai acabar por beneficiar mais. Mas isto é que é um verdadeiro coeficiente !!!

 

            Isto da natalidade, da familia e de criar filhos pode ser visto na perspectiva desta página do CDS. Não concordo com o coeficiente familiar do CDS, mas concordo com o conceito coeficiente familiar.

 

            Trata-se de fortalecer a classe média, não a penalizando na natalidade.

            Nos depoimentos da página do link referido, pode-se ler o texto de André Ribeiro de Faria, que começa com as seguintes linhas:

 

<< Para a maioria dos casais, é um custo de oportunidade ter filhos. Ou porque deixam de ter dinheiro para consumir, tempo para fazer outras coisas, em suma, é um projecto de vida. Como tal o aspecto cultural tem muita importância na gestão da vida familiar de um casal. Curioso seria verificar que é nas classes mais baixas que a natalidade é maior, ou seja, o problema nao é exactamente financeiro mas sim de custo de oportunidade, que para um casal de classe média é substancialmente maior. >>

 

            O estado não desejará incentivar em demasia a natalidade entre casais que não tenham condições para criar e educar crianças. Isto, sob o risco de proliferarem Frank Gallagher’s. Ou seja, pais absolutamente irresponsáveis que nunca deveriam ter procriado, e cujos filhos vivem à sorte da seleção natural (como ele defende), sendo apenas apoiados pela segurança social.

            Frank Gallagher é uma personagem ficcional da série britãnica Shameless, que na 5ª temporada, tem 6 filhos da sua mulher, 2 filhos de uma namorada posterior ao casamento, e actualmente a sua mulher está grávida do 7º filho. O cromo é desempregado, tem horror ao trabalho (nem o procura), vive da segurança social e passa todos os dias bêbado no pub da zona. Os filhos que se desenrasquem, é a lei da vida.

 

            Para gente como Frank Gallagher, não há muito a perder na vida. Ter filhos ou não ter, não vai alterar nada o seu estilo de vida. Aliás, naquele bairro da série, ter filhos representa mais dinheiro da segurança social.

 

            Mesmo para um casal com um rendimento apreciável de 2 mil euros limpos por mês, ter um filho pode significar ter que comprar um apartamento de 70 m2, em vez de um apartamento de 100 m2. Faço questão de apontar a ironia desta decisão: considerando ter um filho era suposto ter mais espaço em casa, e é quando temos que ter menos.

 

publicado por antiego às 14:25
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Quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010

Coeficiente Familiar do CDS

            A questão é: qual é a familia mais rica. Uma familia com um rendimento de 5 mil euros por mês que tem 10 filhos, ou uma familia com um rendimento de 3 mil euros por mês que tem um filho?

            Por isso existe o conceito de rendimento per capita. A segurança social atribui o abono de familia tendo em conta este conceito, entrando em linha de conta com o nº de filhos para calcular o escalão. O IRS está muito atrás na justiça social.

 

            Em Portugal há o coeficiente conjugal. O rendimento dos casados é somado e dividido por 2. Dá o tal rendimento per capita. Com esse valor vai-se determinar o escalão do IRS. Mas os filhos não existem para o calculo de um rendimento per capita, no IRS. Tudo o que o IRS faz, em relação aos dependentes, é devolver um determinado valor por cada dependente do agregado familiar, tanto a uma familia que ganhe mil ou uma familia que ganhe um milhão de euros.

            Na França existe o coeficiente familiar que tem em conta o nº de dependentes do agregado familiar.

 

            O IRS também tenta ser justo socialmente. Quanto mais se ganha mais percentagem de imposto se paga sobre o valor que se ganha a mais. De facto, quem tem rendimentos suficientes para ter todos os bens básicos da vida e em boa qualidade, como habitação, alimentação, roupa, mais dinheiro para boas actividades de lazer e ainda lhe sobra dinheiro para poupar, deve contruibuir com mais dinheiro para o país.

            A quem ganha pouco deve-se tirar muito menos.

 

            PS e PSD devem ter em conta esta justiça social Robin Hood mas estão-se a cagar se uma familia tem 0, 1 ou 7 filhos.  

            Só o CDS tem este cuidado. Felismente o PSD está a negociar o orçamento de estado 2010 com o CDS, e este ultimo partido tenta fazer vencer este conceito.

 

            Qual é a proposta? O Desconto no IRS, de 0,1% por cada filho, no ano de 2010, com uma subida progressiva até aos 0,5%. Que tal, melhor que nada? Sim, mas melhor que nada pode ser muito pouco.

            Pior que esta misera percentagem é a ausência de justiça social para quem tem baixos rendimentos. Isto está completamente ao contrário – os mais ricos vão ganhar mais com esta lei, ganham mais, e como a percentagem é igual para todos, logo vão pagar menos IRS.

            Isto é ainda pior do que quando o abono de familia era igual para todas as crianças, para todas as familias. Fosse a familia do Belmiro de Azevedo ou a familia da barraca, o abono de familia eram 3 contitos.

 

            É evidente que tem toda a lógica que o coeficiente familiar fosse aplicado à semelhança do coeficiente conjugal. Os rendimentos familiares deveriam ser dividos, talvez de uma forma ponderada, pelo nº de elementos do agregado familiar. Segundo esse valor apurado iria-se determinar o escalão de IRS.

            Os mais pobres seriam mais ajudados.

 

            Qual é o problema do coeficiente familiar, tanto nos moldes do CDS, como nos moldes que apresentei? O Estado perde dinheiro, uns bons milhões de euros. Daí que o CDS proponha também colmatar esse buraco com a redução da despesas. Sim, seria o ideal. Mas o ideal é muitas vezes o Irreal. Muito mais fácil que isso, seria fazer uma reforma aos escalões do IRS e ao seu cálculo. De tal maneira que o estado não perdesse dinheiro com esta ajuda à familia e à natalidade. Resumindo: quem contribuiria para os filhos da nação, acabariam por ser quem não os tem. O IRS aumentaria um pouquito para os trabalhadores sem filhos ou com um filho, e diminuiria para os trabalhadores com mais de um filho.

            Xiça! Isto é uma cena do caraças para se dizer, principalmente vinda de um pai de uma familia com mais de duas crianças.

            E como seria se eu fosse solteiro e não tivesse filho algum?

 

            Os outros têm filhos e ando eu aqui a pagar para a educação deles !! Não, ando eu aqui a contribuir para a educação dos filhos do meu país. Mais a mais, daqui a uns anos vou-me reformar e gostava que a segurança social tivesse dinheiro para a minha reforma. E são estes putos que vão gerar riqueza no país.

            Além de que, como é óbivio, isto seria um incentivo à natalidade.

 

            Demos, agora, um exemplo da proposta do CDS. Uma familia ganha 1500 euros iliquidos por mês (cerca de 1155 euros liquidos, 231 contos). Por cada filho que tenha passa a ganhar mais 1,5 euro por mês, o que dá para comprar um brinquedo na loja dos 300.

 

            É preciso ganhar 5 mil euros brutos por mês para se ganhar mais 5 euros/mês por cada filho que se tenha. É preciso ter 10 filhos para se ganhar mais 50 euros por mês. E tenhamos visão a longo prazo: daqui a 4 anos, passa a ser 0,5% por cada filho.

            Uma familia que ganhe mil contos por mês e invista agora em ter gémeos de 9 em 9 meses, até perfazer 10 filhos, vão começar a ganhar mais 0,5% x 5 mil x 10 = 250 euros = 50 contos por mês !!!

 

            O que o CDS nos quer dizer é: não tenha 1, 2 ou 3 filhos, tenha 10, se ganhar milhares de contos por mês!

 

            Deixemo-nos de merdas, 0,1% é um milésimo. O que significa que por cada mil euros que ganhes passas a ganhar mais um euro pelo teu filho. Para atingires um digno por cento (1%) tens que ter 10 filhos. De quê que estás à espera?

publicado por antiego às 10:59
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Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010

Clique em Adoptar Criança

            Pode-se ler na página do Diário de Noticias

 

Número de crianças adoptadas cresceu 76% num só ano

            Como podem ler, se clicarem no link, isto deveu-se a um ganho de uma maior sensibilização por parte dos Juizes e com a ajuda das novas tecnologias, pela criação de uma base de dados a nivel nacional.

            Congratulo-me pela noticia e pelo facto de a minha area estar a prestar serviço humanitário e à humanidade, em todas as areas.

            Já há muitos anos atrás, nos meus 17, eu contava a um colega meu um sonho copiado de outras pessoas. As novas tecnologias iriam libertar o homem para o lazer, para a doce filosofia ao estilo da antiga Grécia onde o ócio era o pai da Filosofia, para a Arte, enfim, para actividades menos repetitivas e de escravo, para actividades mais agradáveis e sublimes.

            Ele respondeu-me que eu pertencia a uma nova religião. Devia ser a religião que acredita que os computadores, robots, maquinas, vão devolver o homem ao jardim do Éden.

 

            Esta cena superou as minhas parcas expectativas e até me deveria sentir envergonhado por isso. As novas tecnologias trazem mais justiça, salvam vidas e são um instrumento poderoso do conhecimento e tudo o que lhe é consequente.

 

            Isto volta sempre à questão básica: seremos mais felizes hoje em dia do que nos anos 80? Bem, há sempre a questão da idade. Seria mais justo colocar a questão deste ponto de vista: seriamos menos felizes hoje em dia se tivessemos apenas a tecnologia dos anos 80?

 

            Eu penso que sim, só que é impossivel nós nos apercebermos disso. É impossivel porque é sempre um se, e porque a felicidade não costuma se instalar de um dia para o outro. Poderá ser como nós não notarmos os nossos filhos a crescer, mas uma pessoa que não os vê há 1 ano, já ter dificuldade em os reconhecer.

 

            Depois há sempre aquela intrinseca caracteristica humana: “I Can’t get no satisfaction”.

            Eterna insatisfação que tirou a Eva e o Adão do 1º jardim do Éden.

            E enquanto houver uma pessoa mais feliz que eu, eu não vou descansar.

 

            O que é mais concreto é que essas crianças adoptadas serão mais felizes do que quando não tinham uma familia que lhes desse mimos e cuidassem delas.

 

Terça-feira, 19 de Janeiro de 2010

Médicos nos centros de Emprego

            O bastonário da Ordem dos Médicos diz que um novo curso de Medicina irá gerar desemprego na classe.

 

            Parece que o Bastonário anda muito preocupado porque, no futuro, imagine-se, podem haver médicos no desemprego.

 

            E eu digo: Òptimo! Será um bom sinal. Prefiro 100 mil desempregados com formação em Medicina do que 100 mil desempregados com formação em Comunicação Social, Relações Internacionais,  Psicologia, Latim, Relações Públicas, Relações Púbicas, e outros cursos superiores da treta.

 

            Toda a gente terá um amigo médico a quem pedir conselho de saúde e poupar chatear a saúde 24 ou os médicos do centro de saúde.

 

            Nada como uma pessoa ter medo do desemprego para se tornar num trabalhador mais atencioso e dedicado. Quanta mais concorrêcia houver, mais o cliente lucra. Como em qualquer outra profissão, que haja seleção natural. Que haja mérito e mantenham emprego os competentes e os médicos incompetentes que vão para uma caixa do continente ou fiquem numa recepção de centro de saúde.

 

            Agrada-me ver o ensino da medicina mais massificado. Não acredito na justiça de um curso em que a média de entrada seja 19. O que me diz isso sobre a qualidade dos profissionais que vão sair dali? Que são uma cambada de marrões.

 

            Quanta gente com grande competência não deve ter ficado de fora do curso de Medicina e que era muito melhor que um marrão de 19? Já para não falar das falcatruas e compadrios que devem ter ocorrido para meter o afilhado em medicina, de que nós só sabemos daqueles dois ministros que se demitiram por terem falseado a entrada da filha de um deles.

 

            É desumano que exijam que a entrada num curso superior seja apenas tirar uma média de 19. Ok, é o numerus clausulus, a média de entrada é fixada pela menor nota dos alunos selecionados, mas como dá sempre essa merda, é o alvo para que os alunos apontam.

 

            Poderiam-se criar mais parametros de avaliação que isso? Penso que não, ainda daria mais azo a embustes.

 

            Com a criação de mais vagas para medicina, serão dadas mais oportunidades a pessoas que têm talento mas o azar de não conseguirem serem perfeitos num exame escrito de admissão a essa elite que é o curso de Medicina.

 

            E claro, mais médicos por milhares de habitantes, estejam eles empregados ou não.

Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2010

Cartão de Crédito

            Num daqueles programas de tv da tarde apareceu uma senhora formada em ecomomia, quiça até professora que havia lançado um livro que era uma espécie de gui económico pessoal.

            Dizia ela que muita gente lhe perguntava o que ela fazia com as suas economias, pois parecia ter mais dinheiro que outras que ganhavam quanto ela, inclusive outras colegas, economistas. Daí que resolveu lançar um livro para ajudar o mundo a gerir melhor o seu salário.

            Porém, a gaja não me convenceu na entrevista. Todas as dicas que deu eram muito evasivas, nada concretas, como o ultimo gajo que eu vi a ler as cartas do Tarot, deixava tudo no ar, à interpretação do cliente. Ou seja, não se queria compremeter em nada e ainda dava um ar de grande sabichão.

            Dou um exemplo. À pergunta se uma pessoa deve usar um cartão de crédito, ela responde com estas sábias palavras:
- Desde que a pessoa tenha consciência do que gasta.

 

            E todas as dicas e observações dela eram uma espécie de “Depende”, clichés, frases-feitas, acabando por remeter para o ouvinte a responsabilidade das suas finanças. Basta ter dito, à questão “como deve gerir uma pessoa o seu ordenado”?

- Com bom senso.

 

            Meus amigos, deixemo-nos de merdas. Vou dar aqui o meu testemunho, e armar-me em escritor de livros sobre Economia. Vamos é a coisas práticas e concretas. Comecemos pelo exemplo do cartão de crédito:

 

            Não peça um, não use, se o seu banco lhe enviar um pelos correios, rasgue-o prontamente, com raiva, e ameaçe o seu banco com um processo judicial que nunca levará para a frente porque não vai gastar dinheiro nessa merda. Tem dinheiro, compra. Não tem, não compra. Poupa, até ter dinheiro para comprar.

 

            Só num caso de extrema necessidade eu admitiria o uso de cartão de crédito. Exemplo: o seu computador avariou e você não pode passar sem um, por necessidade profissional ou por lazer. Já vi lojas que vendiam computadores ou electrodomesticos a prestações a 0% de juro. Verifique as facilidade de venda de computadores de todas as lojas. Alguma terá a prestação mais baixa e desconfio que o juro será mais baixo que o cartão de crédito.

            Em ultimo caso, já que o cartão se justifica para um caso muito esporádico, peça um crédito pessoal para a compra do computador. Ter crédito à mão, assim pegando apenas num cartão mágico, só dará azo a merda.

 

            O Ideal, e isto não é tão dificel de conseguir, é ter uma poupança previdente para dias chuvosos. Acredito muita boa gente, se se esforçasse um pouco, apenas tendo bons hábitos, conseguiria poupar algum, nem que fossem 20 euros por mês. Esses 20 euros devem ser vistos como uma despesa como outra qualquer, de preferência imediatamente transferidos, automaticamente por ordem bancária, no dia em que recebe o vencimento.

 

            Se tem um certo desafogo financeiro e lhe dá jeito o cartão de crédito para, por exemplo, fazer compras na internet, opte pelo pagamento a 100%. Ou seja, não é cobrado juro. Geralmente, no dia 1 de cada mês, o dinheiro gasto com o cartão de crédito será retirado da sua conta à ordem.

            De qualquer modo, com a MBNET, criam-se cartões de crédito virtuais, que podem ser usados na net, e com muita maior segurança. E Cada vez mais, os serviços portgueses na internet proporcionam o pagamento por referência bancária.

 

            Cartões de crédito? O melhor é não ter nenhum. Vade retro satanás.



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Segunda-feira, 11 de Janeiro de 2010

O Milagre do Bacalhau

            Já referi aqui que o meu post favorito de sempre é o Alerta bacalhau!, do blog que eu considero o mais engraçado: Chispes e Couratos.

 

            No outro dia vi a noticia mais entusiasmente sobre este assunto e queria partilhar a minha alegria, sobretudo, com os brilhantes autores do blog gastronómico.

            Portugal, após 11 anos, vai ter direito, de novo, a pescar bacalhau na Terra Nova! Está certo que a quota portuguesa é coisa pequena, mas é uma garantia de mais bacalhau e quiça a melhor preço.

            Ainda melhor noticia que esta é o facto de que os bacalhaus naqueles mares andaram a fornicar a valer. De tal maneira que a população ascendeu de uns 5 milhões de toneladas a 80 milhões de toneladas. Palavras para quê? É o verdadeiro milagre da multiplicação.

 

            E eu a pensar que com todo o mal que o homem anda a fazer ao mundo, todas as espécies estavam a diminuir em população, caminhando para a extinção, e, afinal, o bacalhau ri-se do aquecimento global e do homem predador, divertindo-se a valer em alto mar, como se todo o amanhã fosse deles. Possivelmente o motivo de tanta boa disposição é eles saberem, de alguma forma misteriosamente cósmica, que são o alimento predilecto de um povo que tanto mar deu ao mundo.

Sábado, 9 de Janeiro de 2010

A união de Parceiros

            O PSD apresentou uma contra-proposta ao casamento Gay onde o casamento entre homossexuais se chama união e os conjuges se chamam parceiros. Que engraçado, é como dizer que a cara de um cão se chama focinho, e não cara. Qual é a ideia, um gay pedir a pata em casamento ao futuro sogro? Perdão, ao parceirogro.

 

            Intrigante é a APFN, a Associação de Familias Numerosas Portuguesa, da qual fazemos parte, se envolver nesta questão de corpo e alma. Entre propaganda aos associados, pediam que assinassemos a petição a favor do referendo. Depois haviam uns links para propaganda americana anti-casamento gay, num certo estado dos EUA. Os spots publicitário eram ridiculos, logo, vale a pena ver. Bem, imagino que o receio da APFN seja, como de tantos outros pró-vida e pró-familia, que os gays conquistem o mundo e a familia acabe. Mais vale sermos invadidos por extra-terrestres disfarçados de humanos, à velha maneira da antiga série de ficção cientifica “V”. Descansem, mesmo que o pessoal vire todo gay, e de facto eu próprio já ando preocupado comigo, pois tenho um fraquinho pelo concorrente do Idolos, o Carlos Costa, o futuro da raça humana não está posta em causa.

            Lembrem-se que a vida sempre encontra uma solução, é uma força teimosa à brava. Nós, no futuro, os gays, havemos de encontrar formas de nos reproduzirmos. Barrigas de aluguer, inseminações artifciais. Cada Casal masculino terá, pelo menos, um casal feminino amigo. Assim, dará para trocar bébés. Os dois homens sexuais engravidam as duas mulheres sexuais. No fim, as bichonas dão um dos bébés aos panilas. Bem... isto dava pano para mangas, mas é melhor ficar por aqui, até porque aperecebi-me que cada vez mais os meus posts são longos e não gosto nada disso.

 

            Quanto à APFN, depois de receber mais um mail deles anti-casamento gay a pedir a assinatura da petição, resolvi responder-lhes:

 

“O que vem a ser a isto senão a sequência de videos mais patéticos que alguma vez vi.

Que ideia mais idiota é essa de pôr as coisas de pernas para o ar, afirmando: "O Casamento não tira os direito aos homossexuais".

Devem estar a brincar. Uma coisa é certa: fazem-me sentir vergonha de pertencer à APFN.

Não tenho receio nenhum de os meus filhos virem a conviver com filhos adoptivos de homossexuais, de resto até acho que vai ser enriquecedor para eles aprenderem sobre tolerãncia, estando à frente de preconceitos estupidos.

Mais vos afirmo que uma das nossas filhas é afilhada de um homossexual casado (obviamente num país civilizado que já permite casamentos com pessoa do mesmo sexo).

Ter uma familia numerosa não significa que sejamos tradicionais até à estupidez do preconceito, ao ponto de defendermos a descriminação e não a igualdade de direitos humanos.

São estes os filhos que querem que criemos? Filhos intolerantes que não aceitam as diferenças.”

 

            Agora, quem quiser galhofa a valer, veja os links recomendados pela APFN com o mote “A fim de melhor se perceber as consequências da pretendida redefinição de "casamento"”

 

http://www.youtube.com/cidadaniaecasamento#p/u/4/DQUmRuwVgYQ

http://www.youtube.com/cidadaniaecasamento#p/u/0/i-ftoiIbRyk

http://www.youtube.com/cidadaniaecasamento#p/u/2/FuyRh-WRLBs

http://www.youtube.com/cidadaniaecasamento#p/u/3/Yc5Rgfk82WQ

http://www.youtube.com/cidadaniaecasamento#p/u/1/Aj8cKaID3hc

 

Sexta-feira, 8 de Janeiro de 2010

O pequeno Eros

            Nestes idolos que se iniciaram em 2009, o Manuel revela-se o juri mais iluminado. Mais que uma vez as apreciações do restante júri se modificarem após o Manuel falar. O restante júri, que ainda não se tinha pronunciado, acaba por se ver iluminado pelo Manuel, e copia-o na critica. Aliás, já vi isto a acontecer noutros concursos televisivos.

 

            Contudo, na ultima sessão, o Manuel acabou por ter a atitude mais estúpida, também, e por sinal, quando divergiu do todo o restante júri, que já tinha opinado.

            Bem, o homem passou-se da cabeça, perdeu o controlo, foi londe demais.

            Foi após a actuação do Carlos Costa, aquela em que o concorrente resolve ir cantar para o meio do público. A Brasileira, o elemento simpático do júri, adorou, como era de esperar. Os outros dois, à sua esquerda, aplaudiram mas com uma grande dose de ironia. Um deles pintou bem a situação “passou por aqui um Tsunami”, mas deu uma alfinetada no rapaz de 17 anos com um “Isto é que um um idolo precisa de ter”. Como quem diz a uma mulher pintada com muito mal gosto e com ar de vaca “Parabéns, tu és a prostituda ideal!”.

 

            Para quem não viu, o meretissimo juiz Manuel desancou no Concorrente Carlos Costa. Ora, o Carlos é o queridinho do público. O público não gostando que dissessem mal do seu menino, como era de esperar a 100%, assobiou. O Manuel não gostou das assobiadelas e passou-se dos cornos a atirar para todos os lados, e estava a ver que aquilo não parava.

 

            Quando o Manuel tomou a palavra, cometeu vários pecados. O pecado do Orgulho. Quiz se afirmar, sentiu a necessidade de ser único, vincando uma opinião completamente contrária a todo o júri e público. O Manel quer ser o Idolo. Devia-se lembrar que está ali para eleger um. Foi prepotente e paternalista mandando calar o Carlos, quando este ía responder naturalmente - “Ei miúdo, cala-te aí, que agora falo eu. Tens mais é que me ouvir, que eu já ando aqui há muitos anos”. Cometeu o pecado da Ira. Irou-se com o Carlos, irou-se com o público, se calhar com a sua própria vida.             Cometeu o pecado daquele que se considera impune e foi uma vitima virgem violada - Entrou naquela discurso pateta de que “estamos numa democracia, eu tenho direito á minha opinião”. Meu amigo, isto é um concurso do povo. Tu criticas um concorrente, mas o povo não te pode criticar a ti? Ó meu, tu estás no show-bizz, já és demasiado grandinho para não aguentares que o público se manifeste. Daqui a bocado estás como aquele jogador de futebol do Sporting que aconselhou os adeptos que assobiaram a equipa, a ficar em casa.

           

            Olhemos agora para a critica do Manel. O Manuel detestou a actuação do Carlos. Chegou mesmo a dizer, não no calor do seu discurso louco, mas uma meia-hora depois, já mais para o fim do programa, que tinha sido a actuação que menos tinha gostado.

            Tudo bem. Mas a única razão que apontou para o seu grande descontentamento foi: a seleção musical do Carlos. O Manuel acha que todo o conjunto de musicas que o Carlos escolheu Cantar, é foleiro. O gajo deu-se ao trabalho de parafrasear esta sua opinião. “A música que escolhes é foleira, em brasileiro diz-se Brega, em num sei quê diz-se... blá blá”.

            Curiosamente a única música que o Manuel diz ter sido a excepção àquele vendaval de foleirice, foi uma do Michael Jackson. Foda-se! Realmente, como é que um foleiro é capaz de selecionar uma música de um autor de criações tão elevadas.

 

            Neste concurso é importante as musica que se escolhem cantar na medida em que há umas de mais dificil ou fácil interpretação. Se o concorrente escolhe uma canção de fácil interpretação, o júri não poderá avaliar da potêntica da sua voz.

            O Júri não deve olhar ao gosto musical do concorrente. É dificil, eu sei, mas deve-se abstrair se gosta ou não da musica. O que há a avaliar é o performer. A sua voz, as suas expressões, a sua roupa, a sua imagem, a sua dança, a sua graça.

            O Júri profissional deve-se abstrair da suposta qualidade da musica original. O público já não se abstrairá. Daí, que nesta fase em que o público vota, é importante escolher o tema musical em função dos gostos do público. Daí que estou certo que a razão da eliminação do Salvador prende-se a ele ter escolhido uma canção muito chocha do Rui Veloso - “Jura”. Mais valia ele ter escolido um “Não há estrelas no céu”. Os Idolos é um concurso mais para o festivaleiro. De referir que acho que o Salvador também se queimou quando teve aquela tirada arrogante, que até atacou um membro do júri “O Rui Veloso iria dizer que a minha versão era melhor que a dele”.

 

            Eu estou com o Manuel, aliás, eu digo pior que o Manuel. A seleção musical do Carlos está nos antipodas da minha, e muito menos o Michael Jackson se safa. O Carlos devia levar uma grande ensaboadela de boa musica, todos os dias, antes das refeições.

 

            Se me apetece vomitar ao ouvir as musicas que Carlos gosta ou escolhe, é irrelevante. O que interessa é que o Carlos Costa não é o melhor Idolo desta edição... ele é o melhor Idolo de sempre do concurso Idolos, em Portugal.

 

            O Tipo é portentoso em palco. O gajo irradia luz. Ele é um pequeno Eros. O gajo canta com emoção, é ele próprio, vibra, faz vibrar o público. É energia vital.

            A maior prova de que ele é o melhor, é que ele consegue me fazer gostar de musica que eu detesto, porque as suas interpretaçãoes e actuações são de fazer render o público, a mim inclusive.

            Eu, que sou um gajo que com a sua dose de snobismo, geralmente faço questão de demarcar do gosto banal popular, congratulo-me ao reparar que, desta vez, eu e o povo temos o mesmo gosto e o mesmo entusiasmo. O Carlos é uma estrela. Só é pena é que não goste de boa musica. Mas com 17 anos ainda se pode endireitar e ver a luz.

 

            Qual é o problema do júri com ele? Bem, desta vez vou ser um cliché, e daqueles milhentas vezes já batidos: Inveja.

 

            O Júri não suporta o Carlos por inveja, porque se apercebe que o puto arrebata o público e que é, lá no fundo, mesmo bom. E também há uma boa dose de homofobia nesta aversão do júri ao Carlos, mormente do júri que fica mais à esquerda. O tal que o acha irritante e que ele é muito estrogénico em palco.

 

            O Júri farta-se de dizer que o concurso é para eleger um Idolo Pop. Qual é a dúvida? Pop é alegria, é dança, é espetáculo em palco. Se fôr só voz, prefiro comprar o CD.

            Achei também demasiado injusto o Júri ter afirmado que o Carlos usa uma estratégia. Ou seja, tudo aquilo que ele faz... tenham cuidado, é com um grande calculismo, tudo programado. O Rapaz é um crápula calculista. Aquela subida ao anfiteatro para cantar no meio do público... é pá, já ando aqui há muitos anos, foi muito bem premeditado.

           

            Bolas, não está na cara do moço! Aquilo é natureza pura. Parece-me um tipo bastante espontaneo e natural, e não acredito que um grande artista de palco não o seja. Também simpatizo com o ar doce que ele tem, o que a outros pode repelir, por homofobia.

 

            O Cúmulo de “ O Júri há-de acabar com a raça aberrante de Carlos” atingiu-se quando um deles, ao aperceber-se que ele é o mais sério candidato à vitória, acusou esse esse medo pavoroso iminente, referindo qualquer coisa como seria a maior injustiça se ele ganhasse.

 

            O Bem de um, o Carlos, pode ser o mal de outros, o Júri.

 

            Muitos talentos se perdem, até porque azares há muitos. Carlos Costa pode fazer uma excelente carreira como cantor, seja ele homossexual ou não. Mas o problema será este: ele também é capaz de criar novos temas?

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