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Quarta-feira, 4 de Março de 2009

É como na Tropa

            A conversa que vou relatar neste artigo é mesmo veridica e prova como Ninguém Ouve Ninguém, sobretudo se já se tem uma ideia forte na nossa cabeça e essa ideia é aquela que é mais gira, para nós. Ou seja, nós só ouvimos o que queremos ouvir.

            Vem um gajo da cidade do Porto para Lisboa e tiram-nos logo a fotografia:

- É um desterrado, coitado. Emigrou para lutar pela vida e está mortinho por voltar para a sua terra.

            Já andava há uns bons meses na empresa, sem nunca manifestar algo que contribuisse para a imagem de desterrado que muitos conceberam nas suas cabeças, do tipo do Porto.

            Eis que, me dão a oportunidade de falar sobre Lisboa e a minha vida por cá. Um colega de trabalho senta-se comigo a tomar café:

- Então, vais os fins de semana ao Porto, não é?

- Hmmm, vou alguns.

- Pois, é como na tropa.

- No máximo, vou de quinze em quinze dias.

- Sim, é como na tropa.

- Às vezes estou um mês sem ir. Tenho cá grandes amigos, por isso nem estranhei estar em Lisboa.

- Pois, é como na tropa.

- Eu gosto da cidade de Lisboa. É diferente da do Porto.

- È como na tropa.

 

            Enfim, por mais que eu dissesse ao homenzinho, na cabeça dele eu era um pobre desterrado que passava sacrificios em estar no estrangeiro. O pessoal curte largo as desgraças dos outros e por isso não está receptivo a ouvir relatos de boa vida. O gajo nem me ouvia a falar, ficou compenetrado com a minha má sorte de emigrante. Isto foi por altura do primeiro Big Brother. Não deixei de achar engraçado ele repetir vezes sem conta “é como na tropa” como o concurrente Telmo o fazia.

 

            Isto foi tão gritante, que não pude deixar de extrapolar esta conversa. Imaginei a continuação dela:

- Lisboa é uma cidade maravilhosa, o que andei eu estes anos todos a fazer no Porto !!

- È lixado não é?

- Bolas, nestes 8 meses em Lisboa, já comi mais gajas do que em 20 anos no Porto. Tenho 3 namoradas e não sei qual delas é a mais boa.

- Lá está, é como na tropa.

- Abri uma casa de comércio com um gajo e esta cena deu tanto que já estamos a pensar em abrir mais duas.

- Roer roer, é como na tropa.

- Os ares de Lisboa fazem maravilhas!

- Olha, deixa lá, um dia hás-de voltar para a tua terra. É a vida.

 

 

 

publicado por antiego às 18:32
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2 comentários:
De Maaf a 5 de Março de 2009 às 15:32
Pobre de ti!!!
há gente que não entende!
De antiego a 5 de Março de 2009 às 16:57
Podes crer. Esta conversa foi traumatizante. Já passaram 8 anos e ainda me recordo bem dela.

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