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Quarta-feira, 29 de Julho de 2009

Inveja, nem às paredes confesso

            Como toda a gente, acho a inveja uma coisa muito feia. Dos 7 pecados mortais é aquele que não se aceita, nem por nada (todos os outros até são qualidades de grande macho :-). Ninguém quer admitir, nem a si próprio, que sente inveja. É um grande sinal de infelicidade, fraqueza e mau carácter. A regra tem lógica: quanto menos satisfeito com a sua vida e consigo próprio, menos sentirá inveja. Quem está de bem com a vida, não é vitima desta doença.

 

            Há umas semana ouvi, por alto, um debate na rádio, cujo tema era a inveja. Curiosamente, todas as internvenientes eram mulheres. Fiquei deveras surpreendido em como elas aceitavam a inveja como uma coisa perfeitamente natural na génese humana. Gostei, sim senhor. Com a imagem que criaram da doença, ao anunciarem o debate, devo ter imaginado uma peixarada de pessoal a cortar a torto e a direito nas estúpidas das pessoas que sentem inveja, e como a inveja é o maior pecado nacional e essas tretas e clichés todos.

            A pequena parte que ouvi da discussão foi diametralmente oposta. Aquilo parecia uma tertúlia com elevação, na qual se analisava um sentimento humano natural, como outra paixão qualquer. Fez-se luz.

 

            No passado, identifico episódios onde senti inveja, onde senti uma inveja aguda, onde me deu um ataque raivoso de inveja. Eu devo sentir inveja hoje de alguém, até a um certo ponto,  mas não estou para aí virado para aprofundar o quanto e porquê. Mas desconfio de quem seja. È feio, pois é, por isso tento não pensar nisso, tento não sentir. Cruz credo. E quanto aos episódios, foram muito tristes, o que vale é que acabo por dar o desconto a este pobre diabo com a promessa que da próxima vez ele vá ser mais maduro.

 

            Também já fui alvo de inveja, aquela de que me apercebi. Não é imaginação, sente-se no ar, sente-se no olhar.

            A inveja mesmo feia, a nefasta, é aquela que deseja e até fomenta a desgraça da pessoa invejada.

 

            Certa vez tive um chat interessante com uma brasileira. No Brasil a inveja é uma coisa mais que positiva. Invejar é equivalente a admirar, a desejar. Se você inveja o curso superior do seu amiguinho é porque deseja ter um também, o que é bom. Ao que nós chamamos cá inveja, acabei por descobrir, eles lá chamam de ciúme. Sentir inveja é muito legal, ciúme é que não tá com nada. Pelo menos, estes conceitos devem pertencer a parte do Brasil.

 

            Inveja e admiração leva-nos ao invejoso mais famoso da cinegrofia: o Antonio Salieri do filme “Amadeus”  de Milos Forman. O que achei super-interessante nesse filme, foi esse gajo que inveja o Mozart de morte, pela genialidade da sua música, ser o que mais a admira e a sabe apreciar.

 

            De resto, os cinéfolos podem constatar que quando a inveja bem à baila na ficção, ela, muitas vezes, é retratada com a maior das naturalidades. Bem... as pessoas não falam mesmo como nos filmes e séries, embora devessem muitas vezes, está lá o modelo.

            Nos filmes e séries, os personagens têm a hombridade de assumir as suas fraquezas, nem que seja a mais que condenável inveja.

 

            A Ruth de “Sete Palmos de Terra”, tem uma pequena discussão com a irmã. A Ruth casou muito nova, com o primeiro homem que namorou, e teve 3 filhos. A irmã foi uma hippie alegre durante toda a vida, nunca se casando ou tendo filhos. Na competição de irmãs, a Ruth enerva-se, com a lágrima no olho e desabafa:

- Mas tu divertiste-te mais do que eu!

 

            A Irmã comove-se, e como que a abraçando, em reconforto, explica-lhe que não tem tanta razão para a invejar, pois ela sofreu por não ter conseguido ter filhos.

 

música: pensamentos, vida, eu
publicado por antiego às 08:41
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9 comentários:
De Anónimo a 1 de Outubro de 2009 às 21:29
Quando era miuda tinha uma inveja desmesurada de duas amigas minhas.

Olhava para esta juba a cair pelas costas abaixo, a que por um réstea de dignidade insisto em chamar cabelo, e comparava-a com os cabelos lisos e sedosos de uma delas.

Á outra invejava o nariz. Esguio e direito, como eu queria que fosse o meu, em vez de redondo e arrebitado.

Há coisa de um ano, já na casa dos trinta, recebi uma daquelas sms idiotas que é suposto reencaminhar para a tua lista de contactos em peso. Normalmente apago. Mas achei graça àquela.
Perguntava "Que caracteristica fisica é que eu tenho da qual sentes ou pudesses sentir inveja?"
Enviei a 3 ou 4 pessoas, entre elas as tais duas amigas de infância.

A do cabelo liso respondeu "Os teus caracois"
A do nariz aquilino "O teu nariz"




De antiego a 1 de Outubro de 2009 às 22:12
LOL

bonito

Estás-te a tornar um blog dentro de um blog :-) :*
De Anónimo a 1 de Outubro de 2009 às 22:25
Podes crer! :):)

Tenho de arranjar um meu! Ainda sou posta a correr! Invasão de propriedae alheia.
De Anónimo a 1 de Outubro de 2009 às 21:45
Nunca mais invejei caracteristicas fisicas.

Não deixa de ser curioso. Enquanto temos um corpo e carinha de playmate só lhes vemos defeitos e quando após os trinta, quando a força da gravidade, o passar do tempo e as asneiras que se vão fazendo vão começando a deixar as suas marcas é que começamos a deixar de nos preocupar tanto com isso. Deve ser aquela coisa a que chamam maturidade. Vem por compensação.

Mas passamos a ter inveja de outras coisas.

Inveja daquela amiga que tem uma vida familiar e um marido que dorme com ela todas as noites e divide com ela os problemas e as responsabilidades mas que por sua vez morre de inveja da liberdade que eu tenho.

Inveja daquele colega que tem um casarão com moveis de design carissimos, um carro topo de gama e uma estabilidade que eu não tenho. Provavelmente ele inveja a facilidade com que troco de casa e de rotina ou de cidade sempre que me apetece porque ao não ter nada disso não tenho nada que me prenda.

E sei lá mais quantas coisas.

Iremos sempre invejar qualquer coisa. Reste-nos o consolo de que também acabaremos por ser invejados, nem que seja naquilo que mais profundamente nos incomoda.

De antiego a 1 de Outubro de 2009 às 22:09
Muito bem, gosto muito dos teus comentários. Por muito menos já muit gente lançou um blog.
De Anónimo a 2 de Outubro de 2009 às 10:51
Depois de umas pesquisas dei com ele.
Reli e fiquei um bocado preocupada com o toque feminista nos textos. É que não o sou, mas ok, houve um contexto.

Se calhar sigo o teu conselho! Limpo o que lá está e recomeço um brand new! ;)
http://jemonfou.blogspot.com/
De antiego a 2 de Outubro de 2009 às 15:31
Já lá fui. Não seu é como deixar comentário. Não há um modo genérico?

O comentário que queria deixar era:

"Viva! Cá estou eu. Acredita que também há vantagens em ser mulher e grandes desvantagens em ser homem. Mas só o sabe que o sente."
De Anónimo a 2 de Outubro de 2009 às 16:25
Não faço ideia. Não cheguei a explorar aquilo. mas penso q por baixo de cada post é deixada essa possibilidade...mas não estou certa.

Claro que sim. Vantagens e desvantagens para os 2 géneros.

Queixei-me das que conheço! ;)
De Anónimo a 1 de Outubro de 2009 às 22:19
Fiz uma brincadeira dessas há uns tempos.
Mas muito novata no meio, muito à toa.
Escrevi 3 ou quatro posts e nunca mais lá pus os pés.
De qualquer forma, obrigada!

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