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Sábado, 12 de Setembro de 2009

Poupança, Necessidade primária

            Certa vez li que passamos de país de aforristas a país cheio de gajos com dividas de créditos por tudo e por nada.Claro que isto teve a ver com a acentuada descida de juros, mas de qualquer modo é dificel de aceitar que se tenha ido assim, loucamente, de um extremo ao outro.

            Se eramos um país com imensa gente preocupada em poupar, isso leva-me a crêr que o nosso povo tinha uma grande cultura de poupança. Há valores que são pertença de um povo inteiro como se de uma familia se tratasse. Já estou a ver, nos 50, os pais a educar e ensinar os filhos para a poupança. Para mim, todos os portugueses se preocupavam em ter um pé de meia. Eu constatei de como as familias aproveitavam tudo. Todas as coisas velhas amontoavam-se num barraco até apodrecerem e serem um óptimo lugar para florescerem baratas. Era um exagero. Gente que conheceu a pobreza, aprendeu a aproveitar tudo. A minha avó terá conhecido e a minha mãe aprendeu isso. Tanto que, anos mais tarde, sem precisar, lá amontoava absurdamente tudo, porque um dia, quem sabe, poderia vir a precisar. A Cautela ao rubro. Ainda há poucos anos, tentei mostrar-lhe as coisa por outro ângulo, disse-lhe que o espaço também custa dinheiro. Manter as coisas custa dinheiro. Não surtiu efeito.

 

            Hoje em dia é o que se vê. E eu pergunto-me: será que eu fui um gajo privilegiado que teve a enorme sorte de ter uns pais que lhe incutiram a necessidade de poupar? Será que os meus pais tinham um oho e todos os outros eram cegos? Mas que raio, isto de uma pessoa se precaver, amelhando uns trocos, é uma coisa por demais básica.

            Não quero crêr que sim. Porventura deve ter havido muito filho que mandou as recomendações dos papás às favas, deslubrados com tanta coisa para consumir e com frases do tipo “eu vivo o momento”.

 

            Há imensa gente que ganha muito mal, uma miséria, e não tem hipótese de poupar.Mas também há imensa gente que poderia poupar uma quantia apreciável, que tornaria os que ganham mal, ricos, e não o faz. Não o faz porque poupar é uma coisa que nem lhes passa pela cabeça, não é sequer hipótese.

 

            Eu sou um tipo que até diz “O dinheiro é para se gastar”, e precisamente, gasto dinheiro em poupanças, porque uma poupança, para mim, é um bem primário, uma necessidade básica a seguir a necessidades como alimentação e roupa.

 

            Quando é que as pessoas vão meter na cabeça que a poupança é como um seguro de vida, que os próprios usufruem em vida?

 

 

 

 

publicado por antiego às 23:17
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