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Quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

Depende

            Houve uma moda deveras irritante de pessoas que insistiam em dizer sempre “não” ou, no melhor dos casos “depende”, ainda nós não haviamos terminado o nosso raciocionio. As pessoas não e depende, tinham ainda outros terjeitos pedantes como o gosto pelo rigor. Tudo tinha que ser dito com o máximo rigor, senão éramos logo corrigidos com o sorriso trocista do sábio mor.

            Pensei que eu era o único gajo atento a estas manias, até que vi o sketch hilariante dos Gato Fedorento em “Pessoas irritantes que começam todas as frases com não”.

 

            Há 10 anos atrás, eu e o David apanhavamos estas manias e parodiavamos com elas. Meia volta, quando um de nós falavamos com o outro, começavamos a imitar estes amigos da verdade. Respondiamos não ou depende, e inventavamos uns argumentos patéticos.

- Que horas são?... Ah, são 4 menos 10.

- Não... Depende. Se fôr hora de Madrid, Banguecoque, Cidade do México....

 

            Tinhamos um amigo que era o intelectual máximo do não. Era um tipo castiço, o maior alvo dos nossos sketches. Certa vez alguém estava a ler a biblia na parte do Armagedão. E quando lia:

- ... Os 4 cavaleiros do apócalipse...

- Os 7.

- Os 4.

- Os 7.

- Fosca-se, está aqui escrito, os 4.

- Os 7.

 

            Não valia a pena, era mesmo demais.

           

            Já andava eu tão farto destas “pedantices”, que certa vez, ao saber que um colega meu ía pintar a sua sala, lhe perguntei, numa mesa de 4 pessoas:

- Não digas depende. Quanto fica pintar uma sala?

            O gajo respeitou o meu pedido encarecido e explicou-me o custo de pintar uma sala. Mas não é que, nessa mesa de pessoas, tinha que haver um gajo que logo se encarregou de estragar tudo, rematando a explicação dele:

- E depois depende.

- E depois depende.

 

            Eu tinha expressamente pedido. Se calhar o outro gajo não ouviu.

 

            Se um amigo meu me perguntar quanto custa um apartamento ou um computador, eu digo-lhe 1 valor ou 3. Sei em que franja ele ou nós estamos interessados. Poupo-lhe tempo, poupo-lhe a verborreia, e não conheço tão fundo o mercado para lhe dizer: depende.

 

            Quer dizer... no fundo tudo depende, eu até aposto que consigo começar qualquer resposta a uma pergunta que me façam, com depende, nem que seja:

- Qual é o teu sexo?

 

 

publicado por antiego às 20:57
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11 comentários:
De Anónimo a 8 de Outubro de 2009 às 21:31
Depende. Depende dos dias, depende da disposição , da vontade ou de com quem o faço.
O genero sexual é feminino se fizermos a avaliação pela genitália. Mas depende, pela postura há quem diga que sou maria rapaz.
De antiego a 8 de Outubro de 2009 às 21:38
LOL, obrigado. Por acaso pensei na resposta e não era tão imaginativa como a sua.
De Anónimo a 8 de Outubro de 2009 às 21:40
:) Já agora, curiosa, qual era?
De antiego a 8 de Outubro de 2009 às 21:42
Nada digno de registo, era uma ideia muito vaga, tipo o chavão do sistema em que estamos a falar.
De Anónimo a 8 de Outubro de 2009 às 21:46
Haveria também a opção mais vernacula, aqueles trocadilhos com orientações sexuais manhosas, mas é de evitar visto já ter havido censura à linguagem noutros posts. Não quis contribuir para baixar o nivel ao seu blog, do qual por sinal gosto bastante! ;)
De antiego a 8 de Outubro de 2009 às 21:53
Muito Obrigado, é um mimo para o meu ego :-)

Quanto à linguagem, eu sou um apologista do uso do palavrão (ok, sou do norte tb). Só não o uso mais porque sei que a maioria desaprova e porque tenho filhos.
De Anónimo a 8 de Outubro de 2009 às 21:59
E eu do Sul. E nada tenho contra o uso do palavrão se não for usado de forma gratuita.

O palavrão dito/escrito num contexto em que se justifique fica à medida. E em certos casos se for substituido por um sinónimo delicodoce e politicamente correcto vai, na melhor das hipóteses, soar a ridiculo.

De Anónimo a 29 de Outubro de 2009 às 23:38
Depende. Pois.
Para começar depende se tenho vontade de responder à pergunta.
Depois, tendo em conta a "já não tão recente" escandaleira africana com a atleta que era uma ela mas depois já era um ele e, no final ficou um depende...
Quanto ao meu sexo... Se for relativamente ao género, não tenho dúvidas, embora haja dias em que me dá um jeito do caraças tratar das coisas ao estilo do chamado sexo oposto.
- Aqui tenho que fazer uma pequenina observação: por que carga de água é sexo oposto? Não fazia mais sentido ser sexo complementar? Acho que seríamos todos muito mais felizes. Pelo menos os tais 90% de heteros . -
Se a pergunta for relativa a outras preferências sexuais do tipo, quando?; quantas vezes?; onde?; Como? Com quem não se pergunta. Fica no segredo dos deuses.
Bom, aqui mais uma vez a resposta é depende.
Culpada.
De Dolores a 29 de Outubro de 2009 às 23:42
Esqueci-me de assinar o comentário.
Bolas.
Quer dizer...
Assinar ou não qualquer coisa também deve depender da nossa vontade ou não?
A incoerência está a chegar.
Amanhã leio mais algumas coisas.
Ou não... depende. :)
De antiego a 30 de Outubro de 2009 às 10:18
Eu gostava era de saber se sou só eu que nota a existência das pessoas "depende".
De Dolores a 30 de Outubro de 2009 às 20:25
Há realmente várias pessoas tipo "depende" a deambular por aqui, ali e além.
A diferença entre essas e as outras tipo "sim e não"; "isto e aquilo", reside no uso excessivo do termo. Há pessoas que têm muitas dificuldades em tomar uma decisão. Nunca se comprometem com nada, daí o depende.
Já os restantes, mesmo em situações complicadas, respiram fundo e enfrentam "o touro pelos cornos", por assim dizer.
Nota: sou contra touradas, mas não sou adepta do depende.

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