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Domingo, 1 de Novembro de 2009

Quem quer casar? (1ª parte)

            Eu acredito no amor. Sou a favor do amor no sentido mais lato. Sou a favor do amor paternal, maternal, flilial, homossexual, heterossexual, cósmico, colectivo, etc.

            Por consequência, sou a favor do casamento. Numa altura em que o casamento nunca esteve tão desacreditado, eu reafirmo que se deve acreditar nele.

            É moda não se acreditar no casamento e parece ser um sinal de lucidez e maturidade – é nisto que dá as modas intelectuais. É o pessoal defender uma ideia como se fosse seu autor, quando é uma cópia em énésima mão. Pior são os fanáticos das ideias, como uma vez aqui falei dos fanáticos ateus. A frase mais exemplificativa e mais de sainete que ouvi anti-casamento, foi numa revista cor-de-rosa, dita por uma gaja cor-de-rosa:

- Não acredito na instituição casamento.

            Pessoalmente já ouvi colegas meus dizerem que não acreditam no casamento. Curiosamente um deles vive com a companheira há mais de 7 anos e parece ter uma relação sólida (ele é uma pessoa sólida). Já nós ouvimos centenas de pessoas a dizerem que não vão casar e outras que até vão ficar para tias. Aqui é evidentemente uma manobra de defesa. Antes que me acusem de ninguém me querer vou dizer que quero ficar só a vida inteira. Alguns têm mesmo de ficar sós e quando encontram a sua alma gémea não querem dar o braço a torcer, continuando a defender as suas velhas ideologias.

            È uma questão de revolta. Pessoas que se sentiram oprimidas e pouco acarinhadas pela sociedade, revoltam-se contra ela atacando os seus valores, como o casamento. E cai-se nos extremos. Será sempre assim. Há uma moda, surge pessoal do contra, e depois surge pessoal do contra do contra, e com sorte volta-se à forma inicial – mas mais conscientemente.

 

            Eu sou a favor do casamento consciente e até inconsciente. Sim, eu já casei mais para o levianamente, ou tendo isso presente. “E tudo o vento levou” é aquele filme que quando começo a ver não consigo parar, com a esperança que Clarke Gable e Vivien Leigh acabem juntos. Por mais que vejam, eles nunca acabam juntos. Uma das minhas cenas preferidas do filme é quando eles decidem casar por capricho. Eles casam-se para ser divertirem. Acho que a Scarlet chega a afirmar, entusiasmada com a ideia:

- Há gente que casa por amor, dinheiro, etc. Porque não havemos de casar por diversão?

            Ou seja, to have fun. Achei a ideia altamente. E quando me casei pela primeira vez, tinha também isso em mente. Tornei leve o casamento. Se tinha pasasdo tanto tempo solteiro, estava na altura de mudar de estado civil. Estava farto de ser solteiro. Vamos curtir uma de casados. Não é que amasse a minha namorada ou alguma vez a tivesse apaixonado por ela, era uma ideia que me agradava. Vamos tentar.

            Não foi por ter casado mais de ãnimo leve que o casamento deu para o torto. Foi mesmo por causa das discussões e do temperamento demasiado infantil da esposa. A ideia do divórcio partiu dela. Eu opús-me a valer a esse cenário. Cheguei a o adiar. Se tinha casado levianamente, já o divórico eu levava completament a sério. Embora tenha casado também por brincadeira, acreditava no casamento e nunca me passou pela cabeça a separação. Não era por haver umas contrariedades que ía desistir ao desbarato dele. Havia uma filha envolvida. Resisti bastante e lutei pela sobrevivência do casamento. Certa cez, ao contar ao meu confidente as incidências do casamento, o meu amigo concluiu:

- Bolas, mas tu tens muitos mais motivos para querer o divórcio e ela é quem o pede?

 

            Ok, é a minha versão. Independentemente disso, estamos aqui a falar de um gajo que tem inúmeras queixas, e ainda assim acredita que a coisa deve continuar.

            Devido à insistência, acabei por ceder. Comecei a desligar quando disse:

- Se queres o casamento, continuamos, se queres o divórcio, tudo bem também.

 

            Passados 15 meses eu estava casado, outra vez. Desta vez com a noção que a duração do casamento não depende só de mim, mas também da pessoa que escolhemos. E, no primeiro casamento, eu não conhecia bem a peça quando casei com ela.

            Desta vez, conhecia. E acredito mesmo que se uma pessoa não consegue se manter casado com esta pérola, não conseguirá com ninguém.

 

            Uma vez falei com um colega meu que se tinha divorciado há pouco tempo. Era mais um que se referia à sua ex-mulher como “aquela atrasada mental”. Para ele o casameno tinha sido um erro. Nem considero um erro o meu primeiro casamento. Eu disse-lhe que também me tinha divorciado e estava casado outra vez. Ele olhou para mim com cara “O quê, estás a caír nesse erro outra vez?”, ao que eu comentei:

- Então, temos que tentar.

 

publicado por antiego às 14:43
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1 comentário:
De Anónimo a 2 de Novembro de 2009 às 18:30
O amor não tem nenhuma receita milagrosa, é como um prato que se faz com alma e coração, a cabeça e o corpo, tudo em doses bem medids, muita paz e serenidade. E quem o conhece, sabe que depois dele nascer, é como uma criança que precisa de aprender tudo: falar, escrever, rir, respeitar, ir à escola e crescer, ouvir e às vezes não ter, lutar e nem sempre conseguir, chorar sem ninguém ouvir, mas nunca desistir de ser a maior e mais importante riqueza que uma pessoa alguma vez pode viver. E ter.

as crónicas da margarida
Margarida Rebelo Pinto

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