"Espicaçar as consciências adormecidas"

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Terça-feira, 17 de Novembro de 2009

Referendo, porque não?

            Ontem vi o prós e contras, na RTP 1, sobre o referendo ao casamento homossexual. Ok, eu pertenço à facção que é a favor do casamento, mesmo assim não é que todo o interveniente do eixo do mal (os do contra tal ignóbil casamento) tinha umas trombas de fugir a 7 pés !!! Ou seja, o pessoal do eixo do mal é mesmo o pessoal mais feio e antipático.

            Se eu fosse juíz de tribunal, ao ver uma pessoa a falar com demasiada paixão e raiva, iria desconfiar do juízo dessa pessoa, da sua sensatez. Não me teria tanto crédito do que uma pessoa mais sóbria. Recordo-me também de a grande reportagem de ontem na SIC, sobre a alienação parental que cada vez mais os progenitores preconizam. Ou seja, progentiores alienados, loucos, resolvem alienar o outro progenitor ao seu filho, parecendo isso o seu único objectivo na vida. Estamos a falar de casais divorciados.

            (Cada vez tenho derivado mais nos meus artigos, eu que sou grande defensor de artigos não longos. Já deu para perceber que tenho visto muita TV).

            O primeiro caso que mostrarem nessa reportagem era sobre um caso de um pai que lutava para ver as filhas e chegou a ficar um periodo de 2 anos sem nenhum contacto. De um lado via-se o pai, a falar serenamente, com alguma mágoa. Do outro lado via-se uma mulher que metia impressão. Uma gaja desvairada completamente tresloucada. Olhando para aquela mulher. a maneira brusca com que falava, a raiva que transbordava da sua cara, estavamos concerteza na presença de uma mulher perturbada, doente.

            Cada qual com a sua versão. Nem olhando para outros testemunhos, não era dificel eu escolher, pelo menos, o que melhor me parecia capaz de tomar conta dos filhos.

 

            Voltando aos bruxos do mal que não querem o casamento homossexual, esse acéfalos, portanto. Defendem eles o referendo porque consideram esta uma arma da democracia, provavelmente a sua melhor arma. Sim, o referendo é a coisa mais democrática que existe, o poder ao povo, o povo que decida, o povo que governe. O povo é soberano.

            Esta merda só me faz lembrar a justiça popular. Sim, deixem o povo lincharem os criminosos, fazer justiça pelas próprias mãos.

            O Povo ao governo, referendos para que vos quero. Referendemos, pois então. Nada mais limpido e justo. Eu até já tenho tema para os próximos referendos, pode ser um por cada Domingo:

 

  1. Sim ou não à pena de morte?
  2. Sim ou não à expulsão de todos os ciganos do nosso país?
  3. Sim ou não à castração quimica dos pedófilos?
  4. Sim ou não ao corte de 50% em todos os impostos?

 

            Quanto aos defensores do casamento homossexual, acho que cometeram um erro. Ao aperceberem-se que o maior argumento dos homofóbicos é a directa ligação do casamento homossexual à adopção por casais homossexuais, fartaram-se de repetir que uma coisa não tem nada a ver com a outra. Foi demasiado. Apenas uma vez, um da facção pró-casamento admitiu que as coisas estão intimamente ligadas e falou sobre isso. Os outros, parecem ter medo desse argumento e que esse argumento vá retirar muitos votos. Votos daquele pessoal que possa pensar “quero lá saber se as bichonas se casam ou não, não os quero ver é a educar crianças”.

           

            Não era necessário demarcarem-se tanto da adopção. Na realiadade, uma coisa implica a outro. Eu teria dito que o que estava em discussão era o casamento homossexual, que mais tarde poderia-se abrir a discussão da adopção, admitiria a relação entre as duas e teria afirmado que, pessoalmente, não vejo porque homossexuais não possam adoptar crianças.

 

publicado por antiego às 15:22
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24 comentários:
De tou anónima, não me chamo helena a 17 de Novembro de 2009 às 20:28
Eu compreendo a desmarcação da adopção. E só espero que a insistência nesse ponto seja sinal de que realmente distinguem as coisas e não uma tecnica de markting para ganhar o referendo. São realmente assuntos distintos, na minha opinião.

Como já disse antes, não tenho que dar cartas sobre as decisões dos outros ou sobre o que os pode ou não fazer felizes sem afectar quem quer que seja. Nem eu nem ninguém.

Quando envolve crianças a cantiga é outra.

Aqui envolve terceiros, sem direito de decisão própria.

Fazei o que vos der na real gana desde que não afecteis outros.

Se me perguntarem se não haverá muitos casais hetero que comparados com alguns homossexuais serão um verdadeiro atentado na formação e educação de uma criança, terei de concordar.

Mas continuo a achar que se deve sempre optar pelo conceito mais saudável para a formação emocional da criança. E refiro-me a padrões do que é uma familia, por exemplo.

Refiro-me também, e principalmente, ao estigama social de que podem vir a ser alvo.

Neste aspecto, correndo o risco de ser classificada de homofobica continuo a achar que só deveria haver adopção de crianças por acsais homossexuais quando a mesma não fosse viável de ser feita por casais hetero que reunissem os requisitos.

A criança precisa das referencias masculina e feminina.

Dou o meu exemplo. Sou divorciada e tenho um filho que tinha 2 anos quando me divorciei. É uma criança equilibrada que não encaixa naqueles rotulos criados de que os filhos de pais separados vão acabar seguidos por psicólogos que lhes vão lembrar de ter traumas que não tinham antes.

Mas....efectivamente há carências. Falta a tal figura masculina. Faltam referências.

Uma vez chegou a casa completamente em choque "Mãe! Mãe! Nem vais acreditar! O pai e a mãe da Jessica moram na mesma casa!!"

Muitas vezes repete que nunca se vai querer casar porque quando tiver um filho vai querer dar-lhe a atenção toda e não a repartir com outro adulto.
Outras diz que gostava de saber como é viver com um pai e uma mãe.

Não tem a ver com padrões sociais, mas o certo é que vivemos em sociedade e somos influenciados pelo meio. E é do meio familiar que a criança tira as referências.

Um casal homosexual pode dar essas referências? Não causar lesões psicologicas pelos de estigmas entre colegas na escola, por exemplo?
Será que uma criança com orientação sexual hetero não poderá ficar confusa com as referencias opostas que recebe?
Não tenho certezas. Mas tenho grandes dúvidas.

Continuo a achar que o ambiente ideal para uma criança crescer não é nem um lar monoparental nem um homossexual.
De antiego a 19 de Novembro de 2009 às 21:53
Olá Helena. Podias ter aproveitado e fazeres disto um post no teu blog. Referias este post.

A minha mulher concordou completamente contigo. Eu não estava tanto virado para aí. As duas acabaram por me convencer um pouco.

O problema não está mesmo nos cassais homossexuais, mas sim na sociedade que não os aceita. Não seriam os pais homossexuais a fazerem sofrer os filhos directamente, mas as outras pessoas por eles serem homossexuais. Algum dia isso vai ter que acontecer.

Se calhar o melhor é ir por etapas mesmo. Primeiro o casamento, daqui a uns bons anos a adopção.
E daqui a 50 anos, continuar a dar prioridade aos heterossexuais?
De tou anónima, não me chamo helena a 19 de Novembro de 2009 às 21:57
Daqui a uns 50 anos talvez já estejamos numa sociedade que não faz essa distinção. Talvez haja simplesmente casais. uns aptos a adoptar, outros não....
De Anónimo a 17 de Novembro de 2009 às 23:46
Se não me engano o casamento homosexual constava do programa eleitoral de mais do que um partido nestas últimas eleições. Penso que ninguém que votou no PS poderá dizer que votou enganado.

Acho bem que se faça a distinção entre casamento homosexual e adopção. Até porque não constava do programa eleitoral do partido que venceu as eleições e no qual os portugueses votaram.

Pessoalmente acho bem que se começe pelo casamento, para o pessoal ver que por causa disso não vão cair as instituições. Pessoalmente tb acho parvo que um solteiro homosexual possa adoptar, mas se estiver numa relação estável homosexual já nao o pode fazer! Estranho; mas assim o quer o nosso legislador. Existem n estudos que provam que as crian{as serem educadas por um casal homosexual/lésbico, nao traz nenhum trauma acrescido. É diferente claro, mas não mais diferente que muitas outras diferenças ...

E se os casamentos e a educação tradicional fossem assim tão "acima de qq suspeita" não haveria tanta gente nos bancos dos psiquiatras ...

O pior disto tudo é que dp da lei ser adoptada teremos que ver o casamento do Manuel Luís Goucha Lol
Mas enfim, ele tb é um cidadão como qq outro e como tal deve gozar dos seus direitos de plena igualdade. Porque é disto que se trata. Igualdade de direitos.
De tou anónima, não me chamo helena a 18 de Novembro de 2009 às 00:09
Também não me parece que vão cair instituições se se legalizar o casamento. A tal igualdade de direitos acima de tudo.

A questão, para mim é que a criança também tem direitos. Seja nas tais situações das familias tradicionais, nas monoparentais ou em qualquer outra variante. Haverá com toda a certeza casos em que a criança ficará muito melhor entregue a um casal homossexual do que a um hetero, não tenho quaisquer duvidas. Só defendo que entre esse panorama e o de um ambiente com as referencias masculino/feminino em equilibrio o segundo será sempre preferivel.

Não sei se haverá um estudo sobre isso, mas acredito que a maior parte dos casos que acabam em psiquiatras até serão os filhos de sangue e não os adoptados. Partindo do principio que na adopção há realmente um desejo da vinda da criança.

Questiono se não haverá uma certa dose de egoismo nessa decisão, tal como haverá na de um endividuo sozinho o fazer. Uma criança precisa de um pai e de uma mãe. E esse estudo que não reconhece traumas acrescidos em crianças educadas por casais homossexuais de certeza que não nega que esta situação será sempre a preferivel.






De tou anónima, não me chamo helena a 18 de Novembro de 2009 às 00:14
Quanto ao post em si. Acho uma aberração o referendo.

Não é o povo que tem de dicidir com quem eu caso, seja homem ou mulher. Eu caso com quem eu quero e com quem eu gosto. E não são os outros que casaram com quem quiseram e não vêm dormir na minha cama que decidem por mim.



De antiego a 19 de Novembro de 2009 às 21:54
Acho que está na cara.
De tou anónima, não me chamo helena a 18 de Novembro de 2009 às 00:31
Parece-me importante não desligar a resposta a esta questão do contexto global onde a decisão em causa terá de ser tomada: a nossa sociedade. E é ponto assente que esta sociedade não aceita as minorias.

A questão é que a criança vive nessa sociedade, não tem as defesas que nós temos, opiniões formadas ou compreensão para perceber que um dia haveremos de sair da idade da pedra e não fazer diferenças.

Nesse dia a adopção por familias "diferentes" será normal e passará a ser normal também para a criança.

Nesta altura é obriga-las a "sair do armário" à força.

Esta é a minha opinião.
De antiego a 19 de Novembro de 2009 às 21:57
Outra vez: defender as crianças da sociedade e não dos pais homossexuais, porque destes não precisa ela de ser defendida.

Ou seja, defender as crianças dos mesmos que agora são contra o casamento homossexual.
Defender as crianças daqueles que são contra a adopção de crianças por casais homossexuais, porque, por sua vez, querem defender as crianças dos homossexuais.

E quem defende as crianças dos homofobicos?
De tou anónima, não me chamo helena a 19 de Novembro de 2009 às 22:04
Nós. Educá-los tentando fazer com que a mentalidade delas em adultos não seja homofobica.

Mas isso não pode ser feito a manda-los para a arena.
Tem de passar pela educação e formação.
De tou anónima, não me chamo helena a 19 de Novembro de 2009 às 22:23
Acabei de fazer uma experiência.
Fui ter com o meu filho e perguntei-lhe se sabia o que são homosexuais. Respondeu muito prontamente "Sim. São gays".
"E sabes o que é um gay?"
"Sim, um rapaz que gosta de outro rapaz ou uma rapariga que gosta de uma rapariga"
"E o que achas sobre isso?"
"Acho bem. Isso não importa. Desde que gostem um do outro."
"E o que oensavas se fosses filho de um desses casais?"
"Isso não era possivel mãe...eles não podem ter filhos"
"Não. Mas imagina que eras adoptado. E que eles te amavam muito e te tratavam muito bem"
"Ia ser confuso, porque não ia perceber quem era o pai e quem era a mãe. E ia ter muita vergonha na escola porque gozam com essas coisas."

Cá estão a história da importancia da figura masculina e da feminina e o medo das reacções dos outros. Está também o sinal de que já há uma mudança de mentalidade: Não se mostra minimamente chocado com duas pessoas do mesmo sexo gostarem uma da outra.
E garanto que NUNCA tive uma conversa com o miudo sobre o assunto antes.
De Ella a 18 de Novembro de 2009 às 12:55
Este post levanta três questões fundamentais.

Primeira: O referendo.
Não sou contra, aliás sou a favor.
Sermos consultados em questões importantes é um direito que nos assiste.
Para não concordarmos com este teríamos que discordar de todos os outros.
Este referendo não serve para dizer se concordamos ou não com as orientações sexuais dos outros, serve para dizer se concordamos que seja dada a possibilidade dos homossexuais se casarem, caso seja essa a sua (deles) vontade.

Segunda: casamento homossexual
Sou a favor da liberdade, sempre.
Eles têm tanto direito a casar como quaisquer outras pessoas.
Enquanto isso não acontecer está a haver discriminação pela orientação sexual.
Isto é errado, principalmente, quando é reconhecido e praticado pelo estado.

Terceira: Adopção por parte dos homossexuais
A partir do momento em que se permite a adopção por parte de pessoas solteiras, independentemente da sua cor, posição social, situação financeira e orientação sexual, deixa de fazer sentido impedir a adopção por parte de casais, casados ou em união de facto, com esta ou outra preferência.
A meu ver o problema resolvia-se com relativa facilidade se as assistentes sociais que analisam os processos de adopção fizessem o trabalhinho como deve ser, analisando as verdadeiras capacidades de cada pretendente a adoptar sem impedimentos morais facciosos.
Não pretendo dizer que o trabalho delas não é bem feito. Digo apenas que, se o trabalho for bem feito, elas têm capacidade de saber se este ou aquele casal, seja hetero ou homosexual, tem competências (ou não) para ser aceite como possível casal adoptante.

Não seria mais justo deixar a quem de direito a incumbência de analisar cada pretendente - pelas capacidades e competências apresentadas - e decidir quem tem perfil para?...
Parto do princípio que as assistentes sociais destacadas para este tipo de função são profissionais competentes e incorruptíveis.
Como deveriam ser todos. Todos mesmo.
De tou anónima, não me chamo helena a 18 de Novembro de 2009 às 14:35
Deveriam.
Assim como a sociedade deveria não ostracizar crianças pertencentes a uma familia "diferente".

Mas infelizmente as decisões que tomamos têm de ser inseridas no contexto em que vivemos.

De Ella a 18 de Novembro de 2009 às 22:03
Não acreditas que a nossa sociedade está preparada para fazer a mudança?

Eu acho que sim.
Todas as mudanças geram alguma polémica.
O primeiro passo para que as coisas mudem é reconhecer que elas não estão bem ou, pelo menos, admitir que outros têm o direito de questionar a validade dessas mesmas coisas.
Depois é mudar.
E ajudar de algum modo aqueles que continuam a dizer: "no meu tempo..." ou "antigamente é que..."
Velhos do restelo vão existir sempre.

Este último comentário tem por princípio que os velhos do restelo são aqueles que não gostam de mudanças e evolução.

Eu até tenho uma paixão por Darwin, por isso acredito fervorosamente na evolução.

Há outras interpretações mas isso fica para outro comentário. Talvez. lol
De tou anónima, não me chamo helena a 19 de Novembro de 2009 às 19:43
Eu acredito que a nossa sociedade está preparada para fazer a mudança. Ou pelo menos cada vez tem mais suportes para que a mesma se desencadeie.

Mas não podemos ignorar que ainda há um longo caminho a percorrer.

A começar na própria comunidade homossexual. Temos todos estes que lutam pelos direitos à igualdade, expondo-se e sofrendo as consequencias que isso acarreta numa sociedade que corta a cabeça e coloca rortulos a qualquer minoria ou situação considerada "anormal", mas a par destes temos um numero ainda maior que continuam escondidos dentro dos seus armários, a não se assumirem e a esperarem que os outros ganhem terreno para depois poderem sair quando for seguro. Estes para mim são bem piores que os hetero que se assumem contra.

Acredito que a mudança vai acabar por acontecer, está a começar a acontecer, com a mudança de mentalidades. Mas vai demorar.

O que vai traumatizar miudos não é viverem numa familia homossexual. É o que socialmente isso implica enquanto a mudança não se der efectivamente.
Penso que é importante protege-los disso.

Não se levam crianças para a guerra, mesmo quando a guerra é justa.

De tou anónima, não me chamo helena a 19 de Novembro de 2009 às 19:58
Sendo mais curta e grossa..

Acreditam mesmo que os filhos de um casal homossexual não vão ouvir na escola as célebres bocas "O teu pai abafa palhinhas" ou "leva na bilha"?

E isto no melhor das hipóteses, porque a pior é o darem-lhe automáticamente direito à herança e darem-lhe a ele o rotulo directamente.

E estão à espera que crianças vindas de instituições, na maior parte dos casos já com bagagem negativa em cima, tenham arcaboiço emocional para gerir isso?

Eu tenho grandes dúvidas.
Eu também gostava de ter mais filhos. Gostava mesmo, é um dos meus maiores desejos.
Mas tenho consciencia de que neste momento não poderia garantir as condições a que uma criança à priori tem direito. Portanto espero. E faço o que posso para mudar a situação.

Estão reunidas as condições para que a adopção pelo casal homossexual garanta os direitos de dignidade da criança? (não falo do amor, isso nem ponho em causa)

Temos filhos por capricho e egoismo.Amamo-los, sim Senhor, mas vêm porque queremos ter um filho, porque agora nos apetece.

E que tal pensarmos neles? Sejamos hetero ou homo.






De Ella a 20 de Novembro de 2009 às 11:47
Concordo contigo em tudo, absolutamente.
Só não gosta da ideia do "não podem adoptar por serem homossexuais".
Na sociedade em que estamos não é fácil, é traumatizante mesmo, pelo menos se as crianças não forem bem acompanhadas.

Acreditas que a sociedade muda sem que primeiro se faça força para que isso aconteça?
Ou seja, acreditas que as pessoas vão aceitar que os casais homossexuais tenham filhos sem que surjam casos de casais homossexuais a lutar para os ter?

A mudança surge com a luta de alguém e a insatisfação que daí advém.
É claro que eu não gostaria de ver crianças a serem usadas como cobaias em experimentações de aceitação social.
Para já na nossa sociedade actual é impossível, mas não impensável.

Os casais de lésbicas conseguem com relativa - aqui o relativa pode arranhar um bocado dependendo da situação - facilidade ter filhos e, de certa forma, mostrar aos demais que as crianças podem ser perfeitamente saudáveis se não as julgarem pelas suas mães nem julgarem as mães, evidentemente.
Há homossexuais com filhos de anteriores relacionamentos.
São estes casos que, após o reconhecimento do casamento entre pessoas do mesmo sexo podem fazer toda a diferença na aceitação da adopção.
Será certamente um processo longo mas acredito verdadeiramente que será possível.

Neste momento, a meu ver, o entrave está apenas na mentalidade das pessoas, e, já que se começa a verificar uma mudança de opinião, não podemos perder a oportunidade de fazer justiça.

Reconhecer que os homossexuais têm direito a casar com quem querem é um passo importantíssimo, para eles e, também, para o crescimento da nossa mentalidade social.

Vamos lutar pela nossa saúde.
Afinal saúde é o completo bem estar físico, mental e social.
De Dolores a 20 de Novembro de 2009 às 12:16
O meu trabalho é na escola.
Como professora tenho consciência que os miúdos podem ser e são muito crueis uns com os outros. Contudo, aqui a educação é também fundamental.
As crianças que cresçam em famílias onde a homossexualidade é considerada com uma coisa natural, um direito de escolha, não fazem comentários depreciativos, normalmente.
Quanto aos outros...
Bem, eles gozam com os colegas porque são gordos, magros, feios, vaidosos, calados, (...) porque usam óculos, roupas à betinho, não usam roupas de marca, usam material assim ou assado, vão a pé para a escola, vão no carrinho da mamã, etc...
Enfim, quando querem criticar, qualquer coisa de diferente serve, e como somos todos diferentes, todos temos qualquer coisa um pouco fora da normalidade.
Isto é o que faz de nós seres normais, mas enfim... Era outra discussão.
Creio que faz parte de ser criança olhar para os outros e ver as diferenças; o egoísmo de cada um e uma educação menos própria fazem o resto.
Com a idade esta tendência natural para a crítica fortuíta vai diminuindo.
Mudando a forma de educar os filhos conseguem-se resultados muito bons. Tão bons que a determinada altura, viver com dois pais (homens) ou duas mães será igual a viver só com a mãe ou só com o pai, ou com ambos.
Uma das coisas que antigamente se falava e que hoje já não faz sentido é ser filho de pais divorciados, ter padrasto ou madrasta.
Em 30 anos as coisas mudaram.
Vamos ver quantos anos levamos para ver a mudança que se inicia agora.

No fundo até somos boas pessoas, não gostamos muito de "alterações", ficamos assustados, mas acabamos por aceitar. Só é necessário que haja alguma coisa para despertar as consciências.

É também nesse sentido que existe este blog, certo?
De tou anónima, não me chamo helena a 20 de Novembro de 2009 às 19:26
Concordo quer com o que escreveram quer a Ella ou a Dolores.

E em dois paragrafos a Dolores disse algo que subscrevo na integra:
"Mudando a forma de educar os filhos conseguem-se resultados muito bons. Tão bons que a determinada altura, viver com dois pais (homens) ou duas mães será igual a viver só com a mãe ou só com o pai, ou com ambos.
Uma das coisas que antigamente se falava e que hoje já não faz sentido é ser filho de pais divorciados, ter padrasto ou madrasta.
Em 30 anos as coisas mudaram.
Vamos ver quantos anos levamos para ver a mudança que se inicia agora."

Eu apostaria em fazer isso e aguardar e ir tendo parte activa nessa mudança, em vez de como bem disse a Ella "... ver crianças a serem usadas como cobaias em experimentações de aceitação social".

Para a questão: É justo que um casal de homossexuais não possa adoptar? A resposta é definitivamente não.

Temos de nos pôr outra questão: Neste momento é justo para uma criança ser adoptada por homossexuais? A maior parte de nós hesitará na resposta e terá algumas dúvidas.




De Ella a 20 de Novembro de 2009 às 19:44
Boa síntese.
Eu não diria melhor.
A tua última pergunta expõe exactamente o cerne da questão.
Sim, neste momento não é possível, embora não seja justo.
De Ella a 26 de Novembro de 2009 às 09:22
Ontem estive a ver televisão - acontece-me de vez em quando - mais propriamente um dos programas da Oprah Winfrey.
Mesmo com um cariz sensacionalista, apresenta muitas vezes programas interessantes, quanto mais não seja para que o pessoal tome consciência das diferenças culturais e sociais entre americanos e europeus.
O programa de ontem foi sobre homens enquanto pais que deixaram ou deram um cunho especial ao simples facto de serem efectivamente Pais.
Um dos casos era um homem solteiro já com cerca de 60 anos que adoptou 9 - nove - filhos. Brancos, pretos, amarelos... uma ode ao "somos todos iguais" e uma forma de estar na vida simplesmente desprovida de qualquer vestígio de egoísmo.
Todos os filhos foram adoptados além fronteiras, isto é em países muito pobres; orientais e centro-sul americanos.
Outro caso: um homem que ficou com a filha recém-nascida nos braços porque a mulher morreu poucas horas depois da criança nascer. Foi considerado um exemplo para muitos, porque fez tudo praticamente sozinho, sem ajuda de mulheres pelo meio.
Outro caso: um casal homossexual que adoptou três crianças, mais uma vez além fronteiras. Um é escritor e o outro pintor. Quando interpeladas sobre o facto de terem dois pais homens, uma das crianças terá dito qualquer coisa do género "Não sei como é o oxigénio em Marte porque nunca lá vivi. Aqui, onde vivo o oxigénio é normal, para mim respirar é tão importante como eu ter os pais que tenho."

Vários casos de crianças a crescerem segundo modelos monoparentais ou biparentais exclusivamente masculinos e todas as crianças saudáveis, em todos os aspectos.
Mais palavras para quê?
De antiego a 26 de Novembro de 2009 às 10:57
Embora defenda a adopção por casais gay, não nos devemos cingir apenas aos casos de sucesso.

É preciso haver estudos. Não basta apresentar uma criança educada por gays, que é super-feliz para dizer: crianças educadas por gays vão ser super-felizes.

Não deixam de ser bons exemplos.
De Ella a 26 de Novembro de 2009 às 12:07
Concordo.

Contudo, alguns casos de sucesso podem fazer toda a diferença na mudança de mentalidade.
Até porque se há casos de insucesso não se fala deles - o que, no meu entender, significa que ou não existem ou são pouco expressivos.

Não defendo adopção pelos homossexuais agora e aqui, neste cantinho à beira-mar plantado.
Defendo a abertura das pessoas face aos problemas sociais que vão surgindo.
Apenas.

Também não defendo a super-felicidade das crianças.
Super-felicidade soa a estória para adormecer.
A felicidade constroi-se dependendo da nossa vivência, pelo que é relativo ser-se feliz.
Uma pessoa pode ser feliz com uma coisa numa altura e já não ser com essa mesma coisa mais tarde. O mesmo se passa se aplicarmos esta ideia a pessoas diferentes.
Podiamos dizer que é a "insustentável leveza da felicidade". rsrsrsrsrsr

Defendo a adopção por pessoas capazes de educar.
Podem não ser os pais ideais mas devem ser suficientemente bons.
Desde que seja para o melhor da criança...
Os interesses das crianças em primeiro lugar.
Só depois os dos outros: pais e restante sociedade.

Sei que sou demasiado esperançosa, mas a esperança num mundo melhor não pode ser aniquilada.

Por isso este blog me agrada tanto.
No meio de muitas coisas aparentemente pouco profundas, está implícita uma (mais ou menos) forte crítica social e um despertar de uma nova mentalidade.
Por este motivo devo dar os parabéns sentidos.
E agradecer. Obrigada.
De antiego a 26 de Novembro de 2009 às 13:58
Bem, o lema deste blog é:

"Espicaçar as consciências adormecidas"

Eu é que agradeço. Houve tempos em que quase não era lido e pensei em desistir.

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