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Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

Mimar ou não Mimar

            Quando me refiro a mimar, não me refiro a dar afecto ou afecto excessivo. Mimar uma criança é dar-lhe uma educação em que não há limites, não há castigos, até poder chegar ao ponto em que até as suas asneiras podem ser correspondidas com festinhas.

            Conheci o caso de um homem muito macho do norte que primeiro teve uma filha, e depois lá teve o seu filho barão. Regra nº1 – ninguém podia deitar a mão ao miúdo. Eu acho que isto é meio caminho andado para fazer um macho dos melhores.

            A sua irmã resumiu bem o efeito, 35 anos depois:

- Ninguém lhe pôs a mão, e agora ele põe a mão em toda a gente.

            Os pais ganharam um autêntico terrorista em sua própria casa.

 

            Encher um filho de mimos? Sim, quantos mais melhor. Mas enchê-lo de regras também.

 

 

            Pode-se ver na Wikipédia, que o meu actual actor cómico favorito, o Robert Webb, foi altamente mimado quando era criança. Como a expressão em inglês é “Hugely Spoilt”, eu penso que eles se estão a referir ao meu conceito de mimar. Por outro lado espero que o mimanço não tenha sido ilimitado, como o 1º caso que referi.

            E eu logo pensei, se um alto mimanço produz um actor cómico fabuloso, mimar não pode ser assim uma coisa tão má.

            O gajo foi tão bem tratado e acarinhado, que a sua boa disposição permaneceu até à idade adulta. O gajo ganhou reservas de afecto para uma vida inteira. Ou será que este talento é puramente genético? Será que ele a cada a asneira que fazia, desarmava as pessoas com a sua graça e toda a gente perdia a coragem de lhe bater, desfazendo-se em riso?

 

            Quando tinha 11 anos entrei num campeonato de futebol de mesa. Não tinha jeito nenhum para aquilo. Mas o meu amigo era candidato ao pódio, os únicos que davam direito a uma taça. O campeonato era organizado pelo pai dele. Quando ele chegou à discussão pelo 3º e 4º lugar, perdeu o jogo. Desatou num pranto de choro. Estava inconsolável.

            O pai arranjou maneira de arranjar uma taça para o 4º lugar. Ele ficou todo contente. E a taça do 4º lugar até era muito melhor que a taça do terceiro.

            Eu achei aquilo uma palhaçada monumental. Além disso, já com aquela idade, eu no lugar dele não tiraria satisfação nenhuma. Preferia ter ficado em 3º lugar e não ter qualquer prémio.

            Aliás, eu nunca tive prémios alguns. Comentário do meu pai quando viu os meus 5 cincos, 2 quatros e 2 três do primeiro ano do ciclo, com um ar muito sério:

- Tens que melhorar a português.

            (pronto, já sabem porque dou tantos erros ortográficos).

            Eu nem fiz caso. Eu estava satisfeito era de ter tirado aquela fartura de cincos. A propósito, esse meu amigo reprovou com 4 negas.

 

            Ainda hoje estou para saber qual o resultado destas 2 educações antagónicas. De um lado, eu não recebia nada, era um excelente aluno, completamente independente, hiper-responsável, e a mim só me parecia que eu apenas estava a cumprir com a minha obrigação. Também não recebia muita atenção. Uma vez até foi a mãe do meu amigo que fez um aturado curativo a várias feridas que eu tinha na cara, feitas num jogo de futebol. Eu já há uns bons dias com visiveis feridas na cara, coisa que passou despercebida à minha mãe, que tinha mais 6 filhos. A mãe do meu amigo pegou em mim, e tratou das feridas.

 

            Qual o resultado? Aos 16 anos o meu amigo era bem mais maduro do que eu. Era mais desenvolto socialmente, mais espertalhaço. Mimanço, a este nivel, não torna as pessoas infantis. E as coisas esbatem-se com o tempo.

            Ele era um mau-carácter, eu era um gajo mais sensivel. Se calhar a falta de atenção torna as crianças mais sensiveis.

            Ele era mais feliz.

 

publicado por antiego às 14:09
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3 comentários:
De sopro-do-coracao a 12 de Fevereiro de 2010 às 16:45
Eu tive os dois lados da moeda...

Uma parte da minha família tem aquela ligação, a que se pode chamar de noção de clã. E somos muito unidos. Eu, como sou a mais nova dos primos, fui (em pequena) muito mimada pelos meus tios e primos e pela minha avó paterna. Depois, os meus primos acabaram por casar e ter as sua familias e essa atenção diminuiu. Em contrapartida, a minha relação com os meus pais, sempre foi muito diferente. Tudo o que fazia de bom, não era mais do que a minha obrigação, e tudo o que fazia de menos bom era valorizado ao extremo.

Resultado, lembro-me bem do que é ser mimado, mas também sei o que é nunca ser valorizado. E sim, podia ter sido muito mais feliz se tivesse tido mais atenção (principalmente na minha adolescência).



De antiego a 12 de Fevereiro de 2010 às 20:36
W sobretudo agora.
De sopro-do-coracao a 13 de Fevereiro de 2010 às 16:29
Pelo menos tinha feito outras escolhas.

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