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Quinta-feira, 20 de Maio de 2010

Bullying no meu Tempo

O Director de turma disse aquela frase que eu nunca me esqueci, para descrever comportamentos infantis e juvenis:

- Basta 1 ou 2 desordeiros para desestabilizar uma turma inteira.

 

Estava obviamente a falar sobretudo do Júlio, meu colega de turma do 7º ao 9º ano. O Júlio era o jabardo mete-nojo da turma. Acho que ele era sobretudo um rapaz vivaço e divertido, que não devia gostar muito de estudar. O Júlio era alto, bastante gordo. O engraçado é que também era medricas. Embora fosse enorme e corpulento, se um pequenito com metade da sua massa ameaçasse porrada, ele acobardava-se.

Das piadas mais estúpidas que tinha era assobiar estridentemente junto do ouvido dos colegas. Eu tenho uma vaga lembrança que aquilo deixava um gajo a bater mal durante uns bons segundos. Acho que deixavamos mesmo de ouvir.

 

O gajo era um jabardo. Mas, um dia, ele livrou-me de uma boa.

Eu era o menino bonito das professoras de matemática. E era o menino bonito da professora de Fisico-Quimica do 8º ano que me tinha em grande conta, porque eu era irmão de 2 ex-alunos exemplares que ela tinha adorado ter. Eu vinha com esse herança e correspondia à reputação dos meus irmãos mais velhos.

 

Certa vez numa aula, deu-me para fazer uma graça. Tirei algo de alguém e passei para trás. A professora acabou por saber desse desaparecimento e foi intransigente em saber quem tinha encetado aquela brincadeira. Nunca ninguém se descosia. O Júlio foi o ultimo a ter essa peça desaparecida. E ela pressionou-o ao máximo para ele bufar quem teria sido o engraçado.

O Júlio manteve-se leal, explicou muito bem e peremptoriamente que não ía delatar um colega, embora soubesse quem tinha sido.

Não seria de grande satisfação o mau aluno e jabardo da turma denunciar o menino dos olhos bonitos, bem comportado? Seria um dia de vitória!

Sim senhor, o Júlio manteve-se integro e um bom camarada.

 

Isto para dizer que, os jabardos do meu tempo, nos anos 80, era apenas uns porreiraços. Os jabardos eram gajos que em termos de maturidade estavam vários anos à frente dos outros colegas. Até parecia que:

- Senão és um gajo baril, irreverente, vivaço e maduro, só te resta seres um tótó bom estudante.

 

Ou seja, só não te portas mal porque és uma mosca-morta.

 

O Júlio é um exemplo. Lembro-me de no 7º ano ter-me envolvido numa pequena bulha com um colega. E lembro-me muito bem do galã da turma ter recriminado a minha estupidez. Ou seja, um gajo era reprovado socialmente por se ter envolvido numa luta, independentemente das razões. Só o facto de ter feito guerra, era lamentável. Deviamos ainda a estar a viver os efeitos do “Make Love, Nor War”.

 

Lembro-me de no 2º ano do ciclo ter tido uma atitude que me poderia ter valido um arraial de porrada. Estava a jogar à bola com os colegas do meu amigo que tinha repetido o 1º ano. A certa altura tive um ataque de raiva, não me lembro bem porquê. Peguei na bola e atirei-a para fora da escola. Eu estava a pedi-las. O responsável pela bola (talvez um repetente também) era muito mais forte que eu e eu tinha medo dele.

O que ele fez? Com 11 anos, veio falar comigo. Convenceu-me a ir recuperar a bola e até me ajudou. Teve uma conversa comigo do tipo: gajo mais maduro a acalmar o jovem e ensina-lo que não deve ter aqueles comportamentos porque só o vão prejudicar a ele.

 

Estes eram os rapazes maus do meu tempo.

 

publicado por antiego às 11:05
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3 comentários:
De Artemisa a 16 de Junho de 2010 às 18:20
Até do meu tempo, e não vai assim há tanto... Parece que em poucos anos tudo se virou do avesso, e os jovens de 15/16 anos são mais crianças do que os de 11 dessa altura. Não conhecem caminhos que não sejam os da violência e da estupidez, e não adianta tentar chamá-los à razão, acenam com a cabeça só para nos despachar e voltam a fazer o mesmo...
De carma a 24 de Junho de 2010 às 23:29
Ui, onde isso já não vai.
Esses eram os bons do meu tempo, e mesmo assim para alem de serem bons ainda tinham que ter muitas outras qualidades como a paciência
Agora os bons devem ser os maus na minha altura e eu que só tenho 23.
Daqui a uns aninhos devem matar-se todos.
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Ui, onde isso já não vai. <BR>Esses eram os bons do meu tempo, e mesmo assim para alem de serem bons ainda tinham que ter muitas outras qualidades como a paciência <BR>Agora os bons devem ser os maus na minha altura e eu que só tenho 23. <BR>Daqui a uns aninhos devem matar-se todos. <BR class=incorrect name="incorrect" <a>Incompreensivel</A> !!!
De antiego a 25 de Junho de 2010 às 12:43
Sim, há o perigo de se caminhar para a selva.

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