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Quinta-feira, 16 de Maio de 2013

Não ligo à imagem

Eu sou uma pessoa que não liga muito à imagem. Acontece por vezes que conheço uma gaja toda giraça e fico a pensar: "esta gaja não deve ter nada na cabeça". E depois fico agradavelmente surpreendido quando constato que ela até diz coisas acertadas.
Outras vezes conheço uma mulher feia e penso: este tipa deve ser muito interessante. É inteligente, ou é sensivel porque sofreu com a falta de atenção e carinho, de certeza que desenvolveu outras capacidades para superar o infortúnio de ter nascido sem graça. Nada como o sofrimento para tornar uma pessoa mais humana. E depois fico surpreendido quando ela abre a boca e não diz nada que se aproveite! Quando tudo fazia crêr que ela era bela interiormente... a gaja é mesmo feia!
Eu é que não me deixo levar pela imagem e dou sempre um espaço para ver o verdadeiro valor das pessoas.

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publicado por antiego às 21:36
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Domingo, 12 de Maio de 2013

Depende da Tartaruga

Numa loja de animais a comprar uma tartaruguita bebé:

- O máximo tamanho desta tartaruga é este.

Ela faz o tipico desenho com os braços para se ter uma apreciável noção do tamanho.

- E quanto tempo demora até atingir esse tamanho?

- Depende. Depende do que ela comer, quantas vezes vai...

Hmmm, estavamos perante mais uma pessoa "depende". Tive que apertar com ela:

- Diga mais ou menos, entre que anos...

- Dois.

Mais à frente e admito, já a pensar no funeral da bichicha, perguntei:

- Qual o tempo de vida dela?

Ela fica parada como quem não quer dar a resposta ou quer dar a melhor resposta, e antes disso eu ajudo-a:

- Depende! Depende da saúde dela... Depende...

- Anos!

Penso que ao responder anos ela estaria a dar a ideia que a cena depende tanto mas tanto que pode ir de 2 a vários anos, ou seja um intervalo matemático para aí de [2,∞].

Ao reflectir sobre mais este banho de "depende" tive uma epifania: O "Depende people" acaba por parecer ser precisamente o oposto daquilo que querem parecer. Eles e elas com o seu pedante "depende" dão uma ideia de serem pessoas de raciocinio sofisticado muito para além das pessoas simplórias de resposta pronta, simples e irreflectida. Ao dizerem "depende" querem dizer que nada é assim tão simplista, o mundo é uma combinação complexérrima de factores que o homem mal consegue vislumbrar. No entanto, eles, como pessoas altamente complexas, dominam grande parte destes factores e se fossem pessoas mais desocupadas poderiam estar 2 horas a explicar-nos como esses factores se podem combinar, e gerar uma infinidade de resultados diferentes.

Na realidade, estas pessoas não percebem nada do que estão a falar e mascaram esse facto com "depende"s da cáca.

publicado por antiego às 23:06
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Quinta-feira, 21 de Abril de 2011

Contra-Informação precisa-se

             O Contra-Informação foi durante muito tempo o programa de humor mais popular do país. Nem é que tenha decaído de qualidade, o problema é que as coisas cansam. Passou para um horário menos nobre e acabou por se desvanecer.

             No entanto, creio não haver altura na história de Portugal em que ele fosse mais preciso, que a que vivemos. Verdadeiro serviço público. Teria papel preponderante nas próximas eleições. Sempre gostava de ver o boneco que arranjariam para o Passos Coelho.

 

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Terça-feira, 2 de Novembro de 2010

Síndrome da Mudança Horária

Este sábado, ouvi na rádio uma nota surreal sobre a mudança de hora que iria ocorrer na madrugada de 1 de Novembro de 2010.

Gostava de ter o texto e ainda o googlei na internet. Será que esta pérola da psicologia não ficou registada?

 

A Jornalista começou por afirmar que a mudança de hora é uma coisa complicada. O sistema humano vai-se abalar, temos que nos precaver para nos adaptarmos com menos sofrimento possível a esta terrível violência que é a mudança horária.

A seguir surge a douta psicóloga a esmiuçar a cena. Compara a mudança de hora com as alterações de humor sazonal, alerta para os perigos e até aconselha a prática de exercício físico para melhor suportar essa inevitável hora de diferença. “Se ainda não pratica exercício físico, esta é uma boa altura para começar”.

Meu deus, quais são os limites para a idiotice das psicólogas?

A gaja parecia que estava a falar do Jet-Lag de alguém que viaja de Portugal para o Japão.

 

Mais a mais, atrasar uma hora, não dá azar nenhum. É mesmo como ganhar uma hora na vida. Quando se muda para a hora de verão é que pode ser um bocado penoso.

Duas coisas que os psicólogos deviam de saber antes de falarem sobre a alteração do ciclo diário:

  1. O Ciclo diário biológico do homem é de 25 horas.
  2. É mais difícil o corpo do homem adaptar-se quando viaja para nascente do que para poente (penso que é consequência da primeira).

Se houve gente que levou a sério esta psicóloga, eles não foram os notivagos.

publicado por antiego às 15:51
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Terça-feira, 19 de Outubro de 2010

A Psicologia que se Pratica

Caramba, eu tenho que desmascarar esta palhaçada. Andamos aqui a brincar aos psicólogos. Vou aqui passar um exemplo da psicologia imbecil que se faz em Portugal.

Neste Blog aparece a carta de N escrita a uma psicóloga que tem ar de ter um alto consultório no centro de Lisboa. Segue-se a resposta inócua, inútil e cliché dela (será copy/paste de texto?), e segue-se depois a minha, feita à pressa, eu que nunca tive alguma formação de psicologia e na área da saúde, só tive uma espécie de disciplina cultural no 9º ano:

 

Razão para viver


<<Boa tarde,

Não sei se geralmente responde a este tipo de questões mas de qualquer forma resolvi tentar.

Tenho 28 anos, sinto que não tenho qualquer razão para viver, já ando assim há algum tempo, sem sentir satisfação com nada, sem vontade de sair de casa de estar com os amigos, muitas das vezes sem vontade sequer de falar, estive medicado há pouco tempo e sinceramente não senti grande diferença. Sinto que só faço as coisas fáceis que não me dão trabalho ou que exigem um pouco de esforço da minha parte, a maior parte das vezes faço tudo e dou milhares de voltas só para não fazer o que necessito mesmo de fazer. 
Fico fechado em casa a pular de uma actividade sem interesse para a outra, pareço perpetuar os meus vícios e pareço não conseguir sair deste ciclo. Não tenho vontade de estar com os meus amigos, sinto que não tenho nada de interesse para dizer e tenho receio de falar sobre aquilo pelo que estou a passar, sinto que ando assim há alguns anos,  aos altos e baixos, mas neste momento sinto-me mesmo no fundo de um poço e não sei o que posso fazer para me ajudar.
Não consigo ter um interesse constante pelas coisas, interesso-me tão facilmente como me desinteresso, pareço não conseguir levar nada a cabo, sinto que pioro de dia para dia e já não sei mais o que posso fazer. Não tenho motivação nem qualquer objectivo na minha vida neste momento, nem sei ao certo se quero sair desta situação, pareço não ter força para viver a vida, parece que me falta algo e não consigo perceber o quê.

Agradecia se me pudesse ajudar, seja de que forma for, de qualquer forma compreendo senão obtiver resposta.

Atenciosamente,

N.>>

 

Resposta da Douta psicóloga:

 

<<Caro N.,

 

a sua falta de interesse  e falta de vontade de viver pode ser uma fase passageira mas precisa reagir com força e energia construtiva. O seu problema está relacionado com a falta de um sentido para a vida.

 

A principal força motivadora de todo o ser humano é a busca do significado de sua vida. O homem sempre procurou dar um sentido à sua existência. A frustração dessa necessidade gera o vazio existencial e uma crise de identidade. Procure ouvir a sua voz interior e seguir a sua indicação. O sentido da vida consiste em realizar valores e para tanto é necessário conhecê-los. Cada indivíduo possui sua própria escala de valores. Para uns, o que importa é possuir poder, “status”, bens materiais ou seja: ter. Para outros, o que importa é “ser” e não ter. Para estes a realização pessoal consiste em descobrir o verdadeiro sentido em suas vidas, em adotar uma série de valores coerentes com sua realidade pessoal e com a realidade do mundo em que vivem eassim têm possibilidade de serem felizes.

 

O sentido da vida pode ser encontrado naquilo que fazemos, naquilo que vivemos e nas atitudes que tomamos perante as circunstâncias da vida. Cada um, não apenas, mas pode exercer poderosa influência sobre sua existência. Descubra o verdadeiro propósito da sua vida e poderá ser feliz e viver em harmonia.>>

 

Case, tenha filhos, e vote com consciência (ou outro horóscopo qualquer)

 

A minha reposta:

 

Caro N, o que relata aqui é deveras preocupante. Isto é um quadro de depressão. É claríssimo como a água. Não de depressão major, mas tem características leves de depressão major que até poderão evoluir para ela.

Algo tem que ser feito para sair desta inércia. Há quanto tempo, mais exactamente, se sente assim? Há quantos meses se sente assim? Quantas horas tem passado na cama?

Necessita de consulta psiquiátrica urgente. Se os medicamentos não resultaram, outro tratamento se adequará melhor. Outra medicação e/ou uma psicoterapia. O psiquiatra será o especialista creditado para lhe fazer um diagnóstico e prescrever-lhe o tratamento adequado. No caso de lhe receitar uma psicoterapia, quer lhe calhe uma psicóloga idiota (92% de odds) ou uma psicóloga inteligente, certamente ficará a conhecer-se melhor.

Para vencer o inimigo precisa de o conhecer. Precisa de conhecer o que está mal consigo, precisa de se conhecer. Não basta pensar: ai, sinto-me mal, tenho que fazer algo pela minha vida. Passe por uma fase de despiste, dê uma oportunidade á medicina. Veja se há mais casos parecidos com os seus e como eles lidaram com essa situação. Veja se o seu caso foi estudado e sistematizado pela ciência para que possa ser ajudado por ela.

Lembre-se que há milhares de pessoas na mesma situação que você, e, sobretudo, que estes estados de alma são passageiras. Mas não actuar pode ser a diferença entre durar 1 ano ou 2 meses. Procure ajuda. Caso lhe seja diagnosticada uma depressão, a terapia de grupos de auto-ajuda é das terapias mais eficazes e menos dispendiosas. Cada vez mais existem associações, em forma de IPSS’s, com grupos de auto-ajuda, até para doenças raras.

E agora com a internet, a vida está facilitada com a informação sobre os nossos inimigos. Procure em motores de busca, pessoas que estejam a passar ou já tenham passado pelo que você passou. Aliás, pensando melhor agora, porque raio no ano 2010, com a internet, você escreve a uma psicóloga quando podia procurar por grupos de auto-ajuda na net de pessoas que não lhes apetecem fazer nada ou pessoas que não têm razão para viver?

publicado por antiego às 10:58
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Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2010

Humor levado a sério

            Hoje ouvia na Antena 3, no programa Linha Avançada, que Mourinho, treinador do Inter que vai jogar à casa do seu ex-clube, o Chelsea, referiu:

- Espero que a tradição valha alguma coisa, eu nunca perdi em Stanford Bridge.

            Stanford Bridge é o estádio do Chelsea. Ao que apresentador do programa comentou:

- Sim, mas, nunca perdeu… quando era lá treinador.

 

            Ora aí está, essa é que era a piada. Está uma piada muito bem metida e demonstra, mais uma vez, o enorme ego do Mourinho. Uma das coisas que resulta muito bem no sentido do humor é o humor egocêntrico. O Herman José usava-o até à exaustão. È quando na brincadeira dizemos que somos os maiores, os mais potentes, os mais inteligentes… deus é o limite. Já os Gato Fedorento usam o humor do ego, mas na forma depreciativa: nós não sabemos nada, isto vai ser um desastre, nós até nem temos piada nenhuma. É também um comportamento defensiva. A fofura do humor egocêntrico é remeter-nos para a infãncia, a sua candura e graça.

            A presunção não cai bem, mas na comédia, surte grande efeito.

 

            Eu gosto do programa Linha Avançada, do seu apresentador, tem graça. E este comentário nem é assim tão descabido. Serve para informar o ouvinte que Mourinho nunca perdeu sim naquele estádio, mas nunca como equipa adversária do Chelsea.

 

            No entanto fez-me lembrar quantas vezes eu digo uma piada e sou levado a sério. Faço um comentário jocoso, ao estilo de humor a que eu chamo Naive, e as pessoas respondem-me como se eu estivesse a falar a sério. Xiça. Faço uma pergunta irónica que não requer resposta (retórica), e voilá, respondem-me.

            Não vale o argumento de as pessoas não saberem se estou a falar a sério ou a brincar, é óbvio que falo a brincar e geralmente essas pessoas têm um grande sentido de humor.

            A minha explicação é apenas esta: essas pessoas adoram falar, falar, falar. Têm sempre que dizer qualquer coisa, seja o que fôr. E pronto, o mais fácil é o comentário sério.

           

            Certa vez estava no ginásio e vi uma mulher com um ar muito simático a usar o espaldar. Achei interessante e pedi-lhe indicações para fazer exercicios lá. Pendurei-me com os braços, esticando a coluna, e referi que este exercicio seria bom para crescer. Ao que ela me respondeu a sorrir:

- Ah, acho que na sua idade já não dá.

 

            De facto, eu já tinha mais de 30 anos. A única desculpa que eu arranjo para este tipo de comportamento insosso é o de esta gente ter uma ténue suspeita de que o palhaço estará mesmo a falar a sério. E daí dizem a verdade para não alimentar a sua ilusão, para o seu bem.

            Mas, mais uma vez, acham bem matar uma ilusão destas assim? Será que eu não iria descobrir por mim próprio que depois dos 30 é muito dificel de crescer?

            Isto é gente má, atrás de um sorriso angélico.


Sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

Casamento Homossexual

Quando vi anunciado na RTP 1 que o próximo programa de prós e contras ía ser sobre o casamento homossexual, disse:

- Vamos ver, vamo-nos rir a valer.

            Porquê? Porque a defender o absurdo aparecem sempre uns cromos tristes com argumentos estupidos e cá estamos nós para nos rirmos da estupidez das pessoas. O programa saiu melhor do que estava à espera porque a razão não só se defendeu com argumentos brilhantes, como também com um grande sentido de humor. Esta facção era  elevada, civilizada, relaxada e divertida. Enquanto a facção dos patetas se demonstrava irada, agressiva e desrespeitadora.

            E porque acontecia esta diferença entre atitudes divertidas e as iradas? Porque a inteligência se ri da estupidez. Porque o sentido de humor é uma forma de inteligência superior. Se a facção do contra desse largas ao seu sentido de humor, provavelmente contariam anedotas com paneleiros.

            Aqueles que estavam contra o casamento homossexual queriam deixar bem vincado que não tinham nada contra os homossexuais, só contra o seu casamento. Eu não tenho nada contra os negros, só não quero que uma filha minha se case com um deles.

            Claro que eles não íam admitir que os homossexuais são uma aberração da natureza, porque, hoje em dia, isso não é aceitável, não é politicamente correcto. Grandes hipócritas. A homofobia era evidente, mas um até se irou convulsivamente quando alguém disse que estavam a haver posições homofóbicas.

- Eu não lhe admito que me chame homofóbico !!!

            Sim, pode-me chamar abominador de casamentos homossexuais, mas homofóbico é que não!

            Enfim, este programa de pós e contras, dava para um post de um tamanho de um livro. Recomendo que assistam a este debate da RTP 1. Inteligência, comédia e sexo!

 

            Sempre dei ao casamento um sentido muito lato. Muito surpreso fiquei eu, quando numa conversa de amigos, me disseram que casamento pressupõe que há um homem e uma mulher. Bolas, que limitação !!! Para mim, casamento sempre foi uma coisa muito mais abrangente que isso. Casamento é a união de duas quaisquer coisas que ficam muito bem juntas. Estas duas cores casam bem. Grão-de-bico com Couscous dá um óptimo casamento! Se a janela do meu quarto gostar e quiser casar com o tacho da vizinha, e este também, pois que casem.

            Nunca vi o casamento como uma coisa só de homem e mulher. Casamento tem um significado muito mais vasto. Podem ver isso em qualquer dicionário. Casamento é união, aliança, junção. Concerteza o mundo heterossexual lhe deu esse cunho especifico. Agora, não queiram os heterossexuais apropriarem-se de uma palavra, de subverter um conceito.

- Fomos nós que inventamos o casamento, ele é nosso! Casamento é: a união entre um homem e uma mulher para fins procriativos.

            Provavelmente foram os heterossexuais que inventaram o sexo também.

            A palavra chave no casamento é o Amor. As pessoas devem casar porque se amam e querem viver a vida juntas.

            Há milhões de homossexuais que se amam e vivem juntos faz anos e anos. Eles já estão casados. A lei diz que não podem.

 

(Este post é uma repetição. Havia sido publicado em 17/2/2009, o que na altura valeu-me uns comentários de um gajo que dizia gostar de febra e detestar aberrações.)

Sábado, 17 de Outubro de 2009

Idiota ou mentiroso?

            Quando falei de o Verdadeiro Blog, devo-me ter esquecido de referir que o blog que mais se aproximou deste meu conceito foi o diário de um frustrado.

            Regozijo-me agora ao verificar que o frustrado está de volta, após uns longos meses de ausência. Ele escreve bem e diz umas coisas interessantes. Nesta chafurdice de banalidades que é a blogosfera, foi um blog que me prendeu, porque tem os ingedientes de um Verdadeiro Blog.

            Contudo, acho que ele joga muito na cantiga do coitadinho: “ai, nada me corre bem, só a mim me acontecem estas coisas, já vivi até aos 30 anos o que toda a gente vive até aos 80, estou tão sózinho, sinto-me tão frustrado, as pessoas não páram de me desiludir, que raio de vida, sou um  inadaptado” – só falta terminar com aquela frase lapidar “sinto-me cansado” (da vida). As pessoas curtem ouvir estas coisas. Então aquelas pessoas paternais e maternais estão sempre prontas a escrever uma palavra amiga.

 

            Há algo que não bate certo no meio disto tudo. O Post que mais recordo deste blog, parece uma anedota. Ele está em A foda kafkiana.

            Neste Post, o nosso amigo conta em como recebeu um convite de uma amiga para ir a casa dela, na possibilidade preciosa de dar uma queca. A aventura torna-se numa verdadeira história Kafkiana. No caminho para casa ela encontra todo o tipo de contrariedades, tipo lei de Murphy. Inclusive a peripécia de ir uma farmácia comprar preservatvos (homem prevenido tem duas piças), e ter apanhado uma bicha do caraças e depois o multibanco não funcionava, etc (se calhar já estou a acrescentar um ponto).

            Resultado, chega bué de atrasado, a gaja vem com uma amiga e acabam o serão a 3, a conversar. E tem ele a lata de desabafar, segurindo, que estas coisas só lhe acontecem a ele e tinham que acontecer a ele. Na altura comentei:

 

“Não poderia ter acontecido comigo porque nunca na vida eu iria perder tempo a comprar preservativos, estando atrasado.
Problemas como: "Apalpei-lhe as mamas e agora não tenho preservativos", são aqueles que eu queria ter na minha vida.”

 

            Recordando este post hoje, achei-o mal contado, estranho. Resta-me a dúvida: Ou esta história é uma grande invenção ou o nosso frustrado é um grande idiota. Pois que nem quando escfeve esta história acha estranho um gajo ir comprar preservativos antes de ir para casa de uma gaja com a qual não tem assim tanta certeza de ir ter sexo com.

 

            Volto a repetir: desde quando eu iria comprar preservativos, estando atrasado, antes de ir para casa de uma amiga, com a qual nunca tinha tido relações sexuais e não era certo que o tivesse nessa noite? Mais a mais, nos dias de hoje, se fosse muito provável haver coito nessa noite, o mais provável é que ela própria tivesse preservativos em casa. Se a coisa aquecesse, sexo não é coito, e se aquecesse a ponto de querem o experimentar irresistivelmente, até seria engraçado partirem os 2 juntos à procura das farmácias de serviço.

            Idiota ou mentiroso?

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Domingo, 4 de Outubro de 2009

Rui Rio Fedorento

            Já escrevi aqui como acho os politicos portugueses desconsoladamente sérios. Devem estar atados àquela crença popular de que “muito riso, pouco siso”.  Pois claro está, com tantos problemas nacionais e com a situação gravissima que vivemos, isto não está para brincadeiras e risotas. “Eu sou um politico muito sério!”. Isto soa-me também áqueles empregados que chegam sempre a horas e muito bem vestidinhos, com fato e gravata, camuflando assim a sua incompetência.

            Excepção a estes politicos cinzentões é o Sócrates, o Louça a espaços, Rui Rio e o pessoal que concorre à camera do Porto. Por isso já pús a gravar o debate das autárquicas à camera do Porto, quinta-feira na RTP.

            Na ultimas autárquicas assisti ao debate para a camera do Porto e foi muito divertido. Vale a pena. Rui Rio é uma pessoa divertida e com muito sentido de humor. Aliás ele deu uma pálida imagem de si em os “Gato Fedorento esmiuça os sufrágios”. Ele já vinha com piadas pré-feitas. Ìa para um programa de humor e não se sentiu à vontade nem inspirado. Ele tem muita mais piada que aquilo.

            Certa vez ouvi-o na rádio e ele falava contra a hipótese de haverem autocarros e metro da Boavista para a Foz:

- Quê, vamos ver quem chega lá primeiro, é?

 

            Não sei se Rui Rio tem sido bom presidente da camera do Porto ou não. Pelos vistos tem tido forte contestação e até é acusado de asfixia democrática. Mas um autarca com aquele sentido de humor, dá gosto ver.

            Não posso deixar de referir a ideia completamente errada que as pessoas têm das gentes do Porto, considerando-as bairristas ferozes. Há sim bairristas autênticas bestas no Porto, há sim fanáticos do FCP, como os há em todos os outros clubes. A única diferença é que os fanáticos do Porto nunca provocaram a morte de alguém nos estádios ou à porta deles. Antes da reeleição de Rui Rio eu ouvia toda a gente a gracejar:

- Ah, o Rui Rio está lixado nestas eleições. A pôr-se assim contra o FCP e Pinto da Costa...

 

            Eu explicava que os Tripeiros não são tarados, não confundindo futebol com politica. E se há fanáticos que confundem, isso são uma pequena minoria. Aliás, o próprio Pinto da Costa combateu essa ideia divulgando que o FCP tem mais sócios fora da cidade do Porto que na própria cidade.

            Claro que a Televisão não ajuda nada a desmistificar esta crença do pessoal do Sul. Sempre que se entrevista um popular tem mais piada ser um fanático lobotimizado. Como se comprovou, Rui Rio ganhou folgadamente as eleições e ao que parece vai ganhar estas também.

            Provavelmente também já escrevi que desconfio que esta sua quezilia com o FCP é uma coisa premeditada, uma estratégia a nivel nacional. Rui Rio perde a simpatia de centenas de fanáticos do FCP e ganha a simpatia de milhões de Benfiquistas e Sportinguistas. Um dia poderá ser preciso para mais altos voos, quando sair do seu casulo na cidade do Porto.

 

            Se gostam de humor, não deixem de ver o debate para as autarquias na cidade do Porto, na quinta-feira.

           

 

 

 

Quarta-feira, 9 de Setembro de 2009

Médicos Baris

            Pediatra do Hospital da luz, 90 euros a consulta, de 5 minutos a despachar. Um médico altamente, que falava autêntico futebolês:

- Em equipa que ganha não se mexe.

- Os 5 meses, ninguém lhos tira (5 meses de vida, claro, quando se discutia a idade real e a idade corrigida)

            E mais outras pérolas. No fim, o gajo lá fala da marcação da próxima consulta. Pois, ó meu, podes esperar sentado, que no caso dos meus filhos serás mesmo só treinador de bancada.

 

            Há ainda o caso do médico ganzas. O sr. Doutor ía-me fazendo perguntas, até que resvala nesta:

- E danças?

- .... Agora não muito. Costumava dançar nos meus tempos de universidade...

 

            Espera aí... e danças? Que raio de pergunta é esta? Isto não faz sentido nenhum. Fiquei atónito.

- Desculpe, que disse?

- E ganzas?

            Pois, bem me parecia, tinha ouvido mal. Esta já faz sentido. “Tomamos narcóticos, fumamos antibióicos” – Ena Pá 2000.

- Não meu! Qual é coroa, me acha com cara de pedrinha?

 

            Nunca vos aconteceu irem a médico que numa consulta dizem uma coisa e na seguinte dizem completamente o contrário com toda a certeza? E isso já me aconteceu com um médico conceituado que até aparece na TV a comentar casos.

- Isto não é pé boto. Ora veja aqui, blá blá blá

            Na consulta seguinte:

- Isto não é pé boto?

- Claro que é pé boto!

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