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Terça-feira, 15 de Abril de 2014

O Canal Q e a cidade

Gosto do canal Q excepto quando passam certos programas idiotas ao estilo do antigo jornal "O Independente". Pedantes, presunçosos e idiotas. Se os participantes fossem mais ingénuos poderiam ser psicologos.

Ontem vi uns minutos de um programa com a Ana Markl, um gajo que berra de mariquice e mais um casal. A Ana e o mariconço parecem ser os residentes, o casal parecia ser o casal maduro convidado.

Falavam em relações. Passaram umas fotos de um casal feitas por uma artista. A Ana Marl dizia excitada que as fotografias tinham sido tiradas, por acaso, 2 dias antes do casal se separar.

Toda aquela conversa idiota tinha um único fim: desancar nos compromissos romanticos duradoiros de que o casamento é o expoente máximo e, por isso, o principal alvo a atingir. Compromisso mais a fundo, ir morar juntos? Oh, que horror! Isso é coisa careta e nós todos somos mais que cools para não nos deixarmos cair nessa e temos bué de personalidade para não nos deixarmos pressionar pela sociedade para nos casarmos e acabarmos por nos enforcar duplamente ao ter um filho.

Ai a sociedade tão quadradona anda a pressionar os jovens a casar e a ter filhos, tse tse. Se calhar a sociedade também anda a pressionar  muita gente a estudar, a arranjar um emprego, a apanhar aviões, a arranjar amigos, a ser bem educada, a praticar o bem, a lutar pela felicidade... Xiiii, esta sociedade pode ser mesmo qulhada. Não caiam nessa.

publicado por antiego às 23:26
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Quinta-feira, 28 de Novembro de 2013

Hotel Babylon

Hotel Babylon é uma série que passou cá em Portugal há cerca de 4 anos atrás. Deviam repetir. É como um "Barco do Amor" moderno, só que muito melhor. A diferença entre o piroso americano e o requinte britãnico.

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publicado por antiego às 23:26
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Quinta-feira, 10 de Outubro de 2013

Telenovelas: na minha empresa ninguém as segue

Amor à vida - Irresistivel! A mãe que se torna madastra da própia filha, com a breca, alguém já se tinha lembrado de semelhante? Vou seguindo. Soberbo o panilas e aquele seu reparo:

- Vocẽ não se lembra do meu nome! Um nome tão incomum?: Félix. Félix significa felicidade. Eu gosto muito do meu nome!

Personagem imbecil: o Ninho. O gajo cuja casa é o mundo e o tecto o céu. E que mais? A humanidade é a sua familia?

A Guerreira - O primeiro episódio foi alucinante, prometia. Desliguei cara. Alta produção, parecia uma telenovela file-americano, gande acção, a maior parte das actrizes são boas como milho, retrata a realidade brasileira: favelas, mundo do crime, comércio de mulheres. Porque não prende? Talvez por não ser telenovela nem "cidade de deus". Não há sentido de humor, não há tropicalidade. Também não ajuda não estarmos familiarizados com nenhum dos actores (ao contrário da 1ª telenovela onde conhecemos quase todos, sobretudo de "A Gabriela". Não encontro actor/actriz que cative.

Sol de Inverno - telenovela portuguesa? Ainda estou para saber como estamos a exportar telenovelas como quem vende pãezinhos quentes. Insosas. Parecem as minha centenas de tentativas para gostar do Dragon Ball Z - só de prestar atenção tudo me repele instantaneamente: o som, a imagem, as personagens.

Casa dos Segredos 4: é mais fácil de ver isto que uma telenovela portuguesa e é mais fácil de ver uma telenovela portuguesa que o Sangoku.

A Gabriela (remake): já tenho saudades de ver esta telenovela. Só havia uma coisa que não curtia muito: a própria Gabriela em excesso de personagem ìdilica. Personagem favorita: O irmão da besta do Berto que no fim ficou com a rapariga que este ultimo desgraçou a vida ao atira-la para o Bataclan. O Coronel que mata a sua mulher acaba por ter a sua patusquice e mostra-nos como uma besta tambem pode sentir (ao contrário do Berto que é uma completa besta).

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publicado por antiego às 23:23
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Terça-feira, 14 de Junho de 2011

Jogos Sem Fronteiras Contemporaneos

            Não se percebe porque os Jogos Sem Fronteiras terminaram. Hoje em dia fazia mais sentido estes jogos divertidos existirem e como se pode ver nesta página isso está a ser equacionado. O Facto de estarmos em crise é mais uma razão para eles voltarem.

            A ideia de uma terrinha concorrer a estes jogos e assim se divulgar na Europa, é brilhante. Acaba por acontecer que, principalmente, se divulga dentro do próprio país.

            A pequenada é igual em todas as eras. Adoram jogos, adoram competição, adoram torcer, adoram jogos malucos e físicos. Seria um sucesso, outra vez.

Quinta-feira, 21 de Abril de 2011

Contra-Informação precisa-se

             O Contra-Informação foi durante muito tempo o programa de humor mais popular do país. Nem é que tenha decaído de qualidade, o problema é que as coisas cansam. Passou para um horário menos nobre e acabou por se desvanecer.

             No entanto, creio não haver altura na história de Portugal em que ele fosse mais preciso, que a que vivemos. Verdadeiro serviço público. Teria papel preponderante nas próximas eleições. Sempre gostava de ver o boneco que arranjariam para o Passos Coelho.

 

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Segunda-feira, 8 de Novembro de 2010

Júri dos Idolos

O Júri do concurso Ídolos em Portugal, não se cansa de lembrar os concorrentes que está em causa escolher um ídolo na área POP.

 

O Irónico é que este júri, com ares de erudito, é um júri arreliadoramente anti-POP.

Chamam à atenção para a imagem de determinado concorrente que não é POP, e não vão muito para além daí. Põe umas calças de ganga, solta o cabelo e tá feito.

 

Quando aparece um concorrente como o Carlos, dos Ídolos de 2009, o Júri deita-o abaixo completamente, fica vermelho e ira-se com a possibilidade de tal concorrente ganhar. Um concorrente brutalmente Popular é uma ameaça a ganhar o Ídolos da música POP.

O Carlos não mereceu ganhar o concurso que o Filipe ganhou justamente, porque não foi regular. As últimas actuações dele foram fracas. Mas o Carlos teve actuações soberbas em que eu olhava para ele e via rendido: este é o melhor de todos os tempos. Todo ele era POP, entusiasmo e alegria.

 

Por outro lado, aparecem concorrentes que escolhem canções com qualidade, são bons tecnicamente, sóbrios, certinhos, e eles acham o máximo. Quando eu vejo actuações desgarradas, monocórdicas, sem melodia e hirtas disfarçadas de garra.

 

Já agora, o que está a fazer aquela brasileira no júri? Ela faz comentários como quem escreve horóscopos.

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Terça-feira, 4 de Maio de 2010

A Nuna e o gato descolhoado

No passado Domingo, no zapping, descobri o programa “Lado B”. E nunca vi tanta freakalhada junta: aparece uma gaja que tem os testiculos do seu gato guardados num frasco, é homossexual, tem uma filha chamada Nuna e ainda por cima, a cereja… anda virada para a sua formação em psicologia.

 

Bate tudo certo nesta divertida rapariga.

 

Para quem leu o inicio de uma maneira leviana, repare bem, eu repito: é uma lésbica que não só cortou os tomates ao seu gato, como os guarda no quarto religiosamente, não tendo explicado bem porquê, põe o nome de Nuna à sua filha… como poderia não dar em psicologa ???

 

Já há algumas tentivas de ajudar esta pobre profissional que tendo um dos problemas da existência mais graves do mundo, assim resolvido, conseguirá resolver qualquer um que atormente a alma humana.

 

Vai uma interpretação de psicologia de bolso (para estar na moda). Como é que alguém vai perder 4 anos de estudo universitário para poder compreender coisa tão simples? Senão foi abusada sexualmente, vingando-se na castração do gato e negando o ser masculino com o nome Nuna na filha, o que raio se passou com este cromo?

 

Aliás, o curso de psicologia é perfeito para quem não sabe o que fazer da vida.

Aquelas pessoas que não encontram a sua real vocação mas têm uma sensibilidade especial, só têm um caminho a seguir: tirar um curso de psicologia.

 

Chega-se ao 10º ano e tem que se escolher uma area. Não gosto de matemática e até tenho jeito para as artes (sou sensivel), mas neste país não se ganha dinheiro a pintar quadros. Só me resta ir para humanisticas. Entretanto vou fazendo o 10º e/ou 11º e/ou 12º e/ou entro na universidade num curso qualquer só porque tem que ser, porque temos de casar e ter filhos.

Gosto muito de inglês e de ver os filmes na televisão e no cinema, gosto do canal História, do Odisseia e do Discovery. Gosto do Trivial Pursuit e Buzz. Gosto de saber coisas e já tenho experiência de vida. E embora saiba como educar crianças, não quero ser professora e aturar fedelhos, ainda para mais numa altura em que bater nelas na escola vai deixar de ser noticia.

Mas há uma coisa na qual posso ser útil à sociedade. Há algo que me dá prazer fazer e até me pode ajudar pessoalmente já que sou uma pessoa extremamente sensivel e complexa. Enquanto sei ou não sei o que fazer da minha vida, vou estudar sobre ela mesma – a vida. Pode ser que se faça luz.

Enquanto estudo e me dedico a uma das coisas que mais me interessou na vida – eu própria e os meus meandros - posso ir ajudando outras pessoas nas suas dores, porque eu também sofro e posso compreender os seus sofrimentos.

Excelente, isto é medicina autêntica! É como uma médica da alma, uma enfermeira do espirito.

 

publicado por antiego às 14:20
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Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2010

Cartão de Crédito

            Num daqueles programas de tv da tarde apareceu uma senhora formada em ecomomia, quiça até professora que havia lançado um livro que era uma espécie de gui económico pessoal.

            Dizia ela que muita gente lhe perguntava o que ela fazia com as suas economias, pois parecia ter mais dinheiro que outras que ganhavam quanto ela, inclusive outras colegas, economistas. Daí que resolveu lançar um livro para ajudar o mundo a gerir melhor o seu salário.

            Porém, a gaja não me convenceu na entrevista. Todas as dicas que deu eram muito evasivas, nada concretas, como o ultimo gajo que eu vi a ler as cartas do Tarot, deixava tudo no ar, à interpretação do cliente. Ou seja, não se queria compremeter em nada e ainda dava um ar de grande sabichão.

            Dou um exemplo. À pergunta se uma pessoa deve usar um cartão de crédito, ela responde com estas sábias palavras:
- Desde que a pessoa tenha consciência do que gasta.

 

            E todas as dicas e observações dela eram uma espécie de “Depende”, clichés, frases-feitas, acabando por remeter para o ouvinte a responsabilidade das suas finanças. Basta ter dito, à questão “como deve gerir uma pessoa o seu ordenado”?

- Com bom senso.

 

            Meus amigos, deixemo-nos de merdas. Vou dar aqui o meu testemunho, e armar-me em escritor de livros sobre Economia. Vamos é a coisas práticas e concretas. Comecemos pelo exemplo do cartão de crédito:

 

            Não peça um, não use, se o seu banco lhe enviar um pelos correios, rasgue-o prontamente, com raiva, e ameaçe o seu banco com um processo judicial que nunca levará para a frente porque não vai gastar dinheiro nessa merda. Tem dinheiro, compra. Não tem, não compra. Poupa, até ter dinheiro para comprar.

 

            Só num caso de extrema necessidade eu admitiria o uso de cartão de crédito. Exemplo: o seu computador avariou e você não pode passar sem um, por necessidade profissional ou por lazer. Já vi lojas que vendiam computadores ou electrodomesticos a prestações a 0% de juro. Verifique as facilidade de venda de computadores de todas as lojas. Alguma terá a prestação mais baixa e desconfio que o juro será mais baixo que o cartão de crédito.

            Em ultimo caso, já que o cartão se justifica para um caso muito esporádico, peça um crédito pessoal para a compra do computador. Ter crédito à mão, assim pegando apenas num cartão mágico, só dará azo a merda.

 

            O Ideal, e isto não é tão dificel de conseguir, é ter uma poupança previdente para dias chuvosos. Acredito muita boa gente, se se esforçasse um pouco, apenas tendo bons hábitos, conseguiria poupar algum, nem que fossem 20 euros por mês. Esses 20 euros devem ser vistos como uma despesa como outra qualquer, de preferência imediatamente transferidos, automaticamente por ordem bancária, no dia em que recebe o vencimento.

 

            Se tem um certo desafogo financeiro e lhe dá jeito o cartão de crédito para, por exemplo, fazer compras na internet, opte pelo pagamento a 100%. Ou seja, não é cobrado juro. Geralmente, no dia 1 de cada mês, o dinheiro gasto com o cartão de crédito será retirado da sua conta à ordem.

            De qualquer modo, com a MBNET, criam-se cartões de crédito virtuais, que podem ser usados na net, e com muita maior segurança. E Cada vez mais, os serviços portgueses na internet proporcionam o pagamento por referência bancária.

 

            Cartões de crédito? O melhor é não ter nenhum. Vade retro satanás.



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Sexta-feira, 8 de Janeiro de 2010

O pequeno Eros

            Nestes idolos que se iniciaram em 2009, o Manuel revela-se o juri mais iluminado. Mais que uma vez as apreciações do restante júri se modificarem após o Manuel falar. O restante júri, que ainda não se tinha pronunciado, acaba por se ver iluminado pelo Manuel, e copia-o na critica. Aliás, já vi isto a acontecer noutros concursos televisivos.

 

            Contudo, na ultima sessão, o Manuel acabou por ter a atitude mais estúpida, também, e por sinal, quando divergiu do todo o restante júri, que já tinha opinado.

            Bem, o homem passou-se da cabeça, perdeu o controlo, foi londe demais.

            Foi após a actuação do Carlos Costa, aquela em que o concorrente resolve ir cantar para o meio do público. A Brasileira, o elemento simpático do júri, adorou, como era de esperar. Os outros dois, à sua esquerda, aplaudiram mas com uma grande dose de ironia. Um deles pintou bem a situação “passou por aqui um Tsunami”, mas deu uma alfinetada no rapaz de 17 anos com um “Isto é que um um idolo precisa de ter”. Como quem diz a uma mulher pintada com muito mal gosto e com ar de vaca “Parabéns, tu és a prostituda ideal!”.

 

            Para quem não viu, o meretissimo juiz Manuel desancou no Concorrente Carlos Costa. Ora, o Carlos é o queridinho do público. O público não gostando que dissessem mal do seu menino, como era de esperar a 100%, assobiou. O Manuel não gostou das assobiadelas e passou-se dos cornos a atirar para todos os lados, e estava a ver que aquilo não parava.

 

            Quando o Manuel tomou a palavra, cometeu vários pecados. O pecado do Orgulho. Quiz se afirmar, sentiu a necessidade de ser único, vincando uma opinião completamente contrária a todo o júri e público. O Manel quer ser o Idolo. Devia-se lembrar que está ali para eleger um. Foi prepotente e paternalista mandando calar o Carlos, quando este ía responder naturalmente - “Ei miúdo, cala-te aí, que agora falo eu. Tens mais é que me ouvir, que eu já ando aqui há muitos anos”. Cometeu o pecado da Ira. Irou-se com o Carlos, irou-se com o público, se calhar com a sua própria vida.             Cometeu o pecado daquele que se considera impune e foi uma vitima virgem violada - Entrou naquela discurso pateta de que “estamos numa democracia, eu tenho direito á minha opinião”. Meu amigo, isto é um concurso do povo. Tu criticas um concorrente, mas o povo não te pode criticar a ti? Ó meu, tu estás no show-bizz, já és demasiado grandinho para não aguentares que o público se manifeste. Daqui a bocado estás como aquele jogador de futebol do Sporting que aconselhou os adeptos que assobiaram a equipa, a ficar em casa.

           

            Olhemos agora para a critica do Manel. O Manuel detestou a actuação do Carlos. Chegou mesmo a dizer, não no calor do seu discurso louco, mas uma meia-hora depois, já mais para o fim do programa, que tinha sido a actuação que menos tinha gostado.

            Tudo bem. Mas a única razão que apontou para o seu grande descontentamento foi: a seleção musical do Carlos. O Manuel acha que todo o conjunto de musicas que o Carlos escolheu Cantar, é foleiro. O gajo deu-se ao trabalho de parafrasear esta sua opinião. “A música que escolhes é foleira, em brasileiro diz-se Brega, em num sei quê diz-se... blá blá”.

            Curiosamente a única música que o Manuel diz ter sido a excepção àquele vendaval de foleirice, foi uma do Michael Jackson. Foda-se! Realmente, como é que um foleiro é capaz de selecionar uma música de um autor de criações tão elevadas.

 

            Neste concurso é importante as musica que se escolhem cantar na medida em que há umas de mais dificil ou fácil interpretação. Se o concorrente escolhe uma canção de fácil interpretação, o júri não poderá avaliar da potêntica da sua voz.

            O Júri não deve olhar ao gosto musical do concorrente. É dificil, eu sei, mas deve-se abstrair se gosta ou não da musica. O que há a avaliar é o performer. A sua voz, as suas expressões, a sua roupa, a sua imagem, a sua dança, a sua graça.

            O Júri profissional deve-se abstrair da suposta qualidade da musica original. O público já não se abstrairá. Daí, que nesta fase em que o público vota, é importante escolher o tema musical em função dos gostos do público. Daí que estou certo que a razão da eliminação do Salvador prende-se a ele ter escolhido uma canção muito chocha do Rui Veloso - “Jura”. Mais valia ele ter escolido um “Não há estrelas no céu”. Os Idolos é um concurso mais para o festivaleiro. De referir que acho que o Salvador também se queimou quando teve aquela tirada arrogante, que até atacou um membro do júri “O Rui Veloso iria dizer que a minha versão era melhor que a dele”.

 

            Eu estou com o Manuel, aliás, eu digo pior que o Manuel. A seleção musical do Carlos está nos antipodas da minha, e muito menos o Michael Jackson se safa. O Carlos devia levar uma grande ensaboadela de boa musica, todos os dias, antes das refeições.

 

            Se me apetece vomitar ao ouvir as musicas que Carlos gosta ou escolhe, é irrelevante. O que interessa é que o Carlos Costa não é o melhor Idolo desta edição... ele é o melhor Idolo de sempre do concurso Idolos, em Portugal.

 

            O Tipo é portentoso em palco. O gajo irradia luz. Ele é um pequeno Eros. O gajo canta com emoção, é ele próprio, vibra, faz vibrar o público. É energia vital.

            A maior prova de que ele é o melhor, é que ele consegue me fazer gostar de musica que eu detesto, porque as suas interpretaçãoes e actuações são de fazer render o público, a mim inclusive.

            Eu, que sou um gajo que com a sua dose de snobismo, geralmente faço questão de demarcar do gosto banal popular, congratulo-me ao reparar que, desta vez, eu e o povo temos o mesmo gosto e o mesmo entusiasmo. O Carlos é uma estrela. Só é pena é que não goste de boa musica. Mas com 17 anos ainda se pode endireitar e ver a luz.

 

            Qual é o problema do júri com ele? Bem, desta vez vou ser um cliché, e daqueles milhentas vezes já batidos: Inveja.

 

            O Júri não suporta o Carlos por inveja, porque se apercebe que o puto arrebata o público e que é, lá no fundo, mesmo bom. E também há uma boa dose de homofobia nesta aversão do júri ao Carlos, mormente do júri que fica mais à esquerda. O tal que o acha irritante e que ele é muito estrogénico em palco.

 

            O Júri farta-se de dizer que o concurso é para eleger um Idolo Pop. Qual é a dúvida? Pop é alegria, é dança, é espetáculo em palco. Se fôr só voz, prefiro comprar o CD.

            Achei também demasiado injusto o Júri ter afirmado que o Carlos usa uma estratégia. Ou seja, tudo aquilo que ele faz... tenham cuidado, é com um grande calculismo, tudo programado. O Rapaz é um crápula calculista. Aquela subida ao anfiteatro para cantar no meio do público... é pá, já ando aqui há muitos anos, foi muito bem premeditado.

           

            Bolas, não está na cara do moço! Aquilo é natureza pura. Parece-me um tipo bastante espontaneo e natural, e não acredito que um grande artista de palco não o seja. Também simpatizo com o ar doce que ele tem, o que a outros pode repelir, por homofobia.

 

            O Cúmulo de “ O Júri há-de acabar com a raça aberrante de Carlos” atingiu-se quando um deles, ao aperceber-se que ele é o mais sério candidato à vitória, acusou esse esse medo pavoroso iminente, referindo qualquer coisa como seria a maior injustiça se ele ganhasse.

 

            O Bem de um, o Carlos, pode ser o mal de outros, o Júri.

 

            Muitos talentos se perdem, até porque azares há muitos. Carlos Costa pode fazer uma excelente carreira como cantor, seja ele homossexual ou não. Mas o problema será este: ele também é capaz de criar novos temas?

Segunda-feira, 7 de Dezembro de 2009

Quem é que é Fingidor?

            Hoje pensava escrever um artigo que zombava da sobre-análise. Por coincidência, hoje apareceu o José Rodrigues dos Santos a a analisar Fernando Pessoa, no programa Conversa de Escritores. Boa chalaça, provavelmente José Rodrigues dos Santos por ter escrito uns livros considera-se escritor e do outro lado surge o entrevistado escritor. Melhor que isto são as entrevistas do Mário Soares.

            Então diz o Escritor entrevistador:

- Lembrei-me de um português, não sei s sabe quem foi, que escreveu um dia “O poeta é um fingidor”, ou seja, todos os sentimentos que encontramos nos seus poemas são fingidos. Ele finge, porque se realmente ele os sentisse não resultariam tão bem artisticamente como se os fingisse.

 

            Podem ver outra análise, bem mais detalhada em Autopsicografia - análise.

 

            Estamos a falar do poema super-comnhecido:

 

O poeta é um fingidor

Autopsicografia

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

            Ora bem, a minha análise: o poeta é alguém que joga com as palavras, de uma maneira graciosa e intrigante.

 

            Estes analistas também jogam com as palavras, mas de uma maneira faliciosa e não graciosa.

            O que é fingir, o que é sentir, o que é mentir? Lembro-me desta frase intrigante que uma vez li sobre um escritor famoso: “ele já não sabia mentir, já não sabia sentir. Qual a diferença?”. O poeta é aquele que tem a liberdade de criar, criar novos conceitos, criar até novas palavras (como aquele exemplo escolar do Luís de Camões). O poeta tem a liberdade de subverter, jogar com as coisas, confundir as pessoas.

            O Analista já tem que falar uma linguagem mais directa. O problema é que o analista deseja ser artista, tem veleidades artististicas e começa a inventar como se fosse um poeta.

            A análise, a critica, traz muito pedantismo.

           

            Para mim, este poema de Fernando Pessoa só me diz uma coisa: é impossivel um escritor escrever bem sobre algo que nunca sentiu ou escrever sobre uma dor que não a experimentou de alguma forma.

            Aquilo a que chamam fingir, aqui,  não é mais que a sua interpretação da dor, a sua reprodução da dor. Poderiamos imaginar um violinista a transformar a sua dor em música.

           

            Mais a mais, vejo grande ironia neste poema de Fernando Pessoa, só me resta quanta ironia em exacto ele colocou neste poema.

            Pode ele ter querido apenas dizer que:

- Atenção, um poeta não é um actor. Fingimos, fingimos pois, mas à custa do nosso próprio sangue, e como senão bastasse vamos escarafunchar nas feridas para o extrair mais e outra vez.

            Fernando Pessoa não deixa de mandar uma boca aos analistas, com a ultima quadra. É uma clara zombaria aos racionais (a entreter a razão) que perdem o seu tempo a analisar estas coisas da alma (Que se chama coração).

 

            Não me admiraria nada se Fernando Pessoa ao ler estas análises, se ri-se aos solavancos. Como já aconteceu milhares de vezes com os autores.

 

            É evidente que o escritor se baseia na sua dor. Por isso, ouvir dizer:

- Todos os sentimentos que encontramos nos seus poemas são fingidos...

 

             É um bocado demais.

 

             Chamava à atenção aos analistas que a sua função é esclarecer e não confundir.

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