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As casas de banho públicas são lugares sinistros, os crematórios são mais animados. Só há poucos meses aprendi que é melhor não dizer nada lá dentro a não ser um olá, e mesmo assim o mais seguro é nada dizer mesmo. Falar ao telemóvel na sanita é expormo-nos ao inimigo. Não falar ao telemóvel na sanita. Não dar traques quando alguém nos avistou e ainda permanece lá dentro. Azar é chegar a casa de banho quando um colega está a fazer um xixi demorado. Entramos para a sanita e temos que conter a cena para dar uma imagem de termos um rabo bem comportado. Mal o gajo sai é o à vontade de que todos os rabos deveriam gozar dentro do seu habitat natural. Menos penoso é quando estamos a acabar e entra alguém. Aí temos que fazer algum tempo. Desarmante mesmo é quando saímos e somos surpreendidos por um rabo exemplarmemnte bem comportado ou que já lá estava hà bué, de tal modo que não demos conta dele. Paranoia seria conferir todas as portas fechadas quando entramos.
Só que hoje não me consegui conter. Isto porque houve um tipo que quebrou o gelo. Estava eu na sanita sossegado, quando um tipo entra brincalhão para outro que estava no xixi.
- Então o teu Porto!?
E enquanto os dois trocavam pareceres, não me consegui controlar e com uma voz ligeiramente alta, de falsete, lá de dentro da minha casinha privada:
- Vai uma merda!
Ninguém comentou nada. Após 10 anos da história do meu ultimo post, ninguém continua a me ouvir. Aposto que cada qual chegou ao seu gabinete e comentou:
- O porto vai uma merda não vai?