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Abri o blog em destaque “Os meus gostos…” recordando-me da minha adolescência e de como o pessoal lutava por se afirmar através dos seus gostos.
Deparo com o artigo BeautifulPeople.com, a rede social onde os feios não entram…, e a coisa morre mal à nascença quando leio que, nesta rede onde só entra gente bela, a Paris Hilton faz parte dela.
A propósito de beleza, já há muito que quero contar uma história que se passou numa conferência. Uma médica dava um exemplo de um paciente, salientando o seu visual:
- Era um rapaz muito giro. Mas andava desajeitado, era desleixado. Ainda senão fosse bonito… era uma pena não se arranjar mais.
Pois, isto vem no seguimento do ultimo artigo “Mulheres com Potencial”. Tenho que chupar estes comentários.
Na altura insurgi-me contra este ripo de raciocionio. E partilhei-o com um amigo meu:
- Que raio, então só porque o tipo é giro é uma pena não andar bem arranjado? Pena dos tipos giros, e nós? Nós é que precisamos de andar bem arranjados. Um tipo bonito pode andar todo roto que toda a gente repara nele, para que precisa de se arranjar? Nós é que temos de andar bem vestidinhos, tomar banho todos os dias, usar perfurmes, andar no ginásio… se queremos ter esperança que reparem em nós.
- Ó Ó, o dinheiro que eu não pouparia.
Acho bem que se criem clubes de gente bela, há toda a legitimidade. Os feios, coitados, são tão tristes que até eles gostam de estar rodeados por gente bela e não por gente da espécie deles. Não venham é conspurcar visisualmente o ambiente.
Acho demasiado é ter pena de um rapaz belo. Ainda se fosse de uma rapariga de boa fé sub-aproveitada...
Referendar sobre o Casamento Homossexual é equivalente a chamarem-me a votar sobre o casamento no distrito de Bragança. Nota: eu não pertenço a esse distrito. Como é que eu sou chamado a decidir sobre o destino de outras pessoas?
Referendar sobre o casamento é equivalente a perguntaram-me se eu deixo casar o João e a Maria.
Se eu tivesse com grandes dificuldades de afirmação e tivesse sedento de poder, muito bem, iria. Ao olhar para a noiva, reparando que ela é muito formosa, não pude suportar a imagem de um casamento feliz, de um homem cheio de satisfação, realizado, com um sorriso de orelha a orelha.
Que egoismo! Como ousais ser felizes num mundo repleto de sofrimento? Tenho que promover o bem-estar global. Vi-me forçado a impedir aquele casamento.
Como se sente uma pessoa que ajuda outra e acaba por levar na pinha dessa pessoa que ajudou?
Coitadas das pessoas que ajudam, precisam de se sentir bem com elas próprias a ajudar alguém. Há aquelas pessoas que apelam ao que de melhor há em nós. São aquelas pessoas ideais para nós mostrarmos às outras e sobretudo a nós próprios e a deus, que nós somos pessoas boas e de grande coração.
A gente ajuda uma pessoa em necessidade, carente, só, ela acha que nós somos muito fixes, quer mais ou pelo menos que as coisas continuem desse modo. A nossa ajuda acaba por ter limites. E à primeira nega, à primeira rejeição, a nossa amiga revolta-se e diz cobras e lagartos de nós. Os U2 já dizem “Amigo é alguém que te deixa ajudá-lo”.
Uma gaja telefona a um tipo que mal conhece, mas até simpatizam um com o outro, às 5 da manhã. Diz que se vai suicidar. Pede-lhe para vir ter com ela. O gajo lá se levanta para a boa acção do dia e apanha um táxi para outra ponta da cidade. Lá a acalma e trá-la para casa. Dá-lhe o sofá para ela dormir e se recompor. Dá-lhe de comer. Ela alegra-se, fica melhor e entusiasma-se de tal maneira que já fala em ficar lá em casa a morar. O tipo ainda vai embalado orgulhoso com a sua benfeitoria. Com tanta simpatia nem se pensa muito.
Mais tarde põe-se a pensar sobre o assunto e chega à conclusão que partilhar a casa com uma meia-desconhecida com tendências suicidas talvez seja demasiada bondade e que não será isso que o vai contar no dia do juizo final.
Acaba por lhe telefonar e dizer-lhe que não dá. A gaja passa-se da cabeça e só não vai à casa dele talha-lo às facadas porque isso dá prisão.
E não, a gaja era feia e gorda comó caraças! Se calhar é por isso que não era boa ideia ficar lá a viver.
Uma samaritana acolhe um pedinte esfomeado na rua e dá-lhe guarida durante 4 semanas. Sente-se como se estivesse a salvar uma vida. Começa a saturar-se de tanta bondade, o tipo tem uns hábitos esquisitos, é pouco asseado, não tem modos à mesa. Congratula-se por já ter feito a parte dela por um mundo melhor. Convida-o a sair de casa e dá-lhe boas indicações para ele procurar ajuda junto às autoridades. Instituições de acolhimento, locais da sopa dos pobres, etc. O tipo revolta-se, queria mais, queria continuar. Como alguém pode ser tão cruel que ponha um sem-abrigo fora de casa? Acaso não tem coração?
Terá ele razões para se revoltar? Segundo a torta lei dos casamentos, tem. Então a gaja habitua-o a um nivel de vida e depois tira-o, sem mais nem menos !!!
Pois, isto liga-me a esta questão dos fabulosos divórcios que dão direito a uma pensão de alimentos ao conjuge menos favorecido materialmente.
Como é que é possivel uma pessoa casar com alguém e depois se ver obrigado a pagar-lhe uma pensão vitalicia só porque habituou-a mal, a um melhor nivel de vida?
Já não é suficiente uma pessoa gozar do alto nivel de vida da pessoa com quem se junta, enquanto vive com ela?
Isto é um negócio da China. Aliás, chegaram-me a contar que isto já era um esquema nos EUA. Gajas à caça de ficarem bem na vida, ganhando uma reforma vitalicia ainda jovens.
Há quem defenda que é bem melhor viver sempre na merda do que conhecer o paraíso e depois o tirarem. Nada mais idiota. Isto é de pessoa que nasceu rica e depois ficou pobre.
Acreditem que preferia viver um ano de paraíso e depois voltar ao inferno do que viver sempre no inferno sem nunca ter provado o paraíso. Ou seja, não tenho dúvidas que “mais vale ter amado e ter perdido do que nunca ter amado”.
Há um tipo romantico que se apaixona por uma mulher com a vida desfeita. Casa com ela, refaz-lhe a vida toda, dá-lhe carinho, amor e todas as condições. Mais tarde a gaja farta-se dele e a coisa dá em divórcio. E o gajo fica a sustenta-la para o resto da vida. Tudo defendendo que é pecado uma pessoa melhorar a vida de alguém e depois deixar de alimentar essa vida. Pois, quem dá e tira merece… as crianças sabem deste ditado.
Já que o homem continua a proporcionar um minimo nivel de vida á ex-mulher, devia também evigir um minimo de nivel de vida que tinha quando estava casado com ela:
- Ok, eu pago a pensão de alimentos, mas a verdade é que também estou mal habituado. Esta gaja habituou-me a ter sexo 2 vezes por dia. Ela dar-me sexo 2 vezes por semana não é pedir demais.
Há canções pelas quais nos apaixonamos e ficam a fazer parte de nós. E essas canções são tão ricas que acontece passarem anos até nos apercebermos que elas têm outra leitura. Podem passar anos e eureka! Conseguimos compreende-las melhor, descobrindo uma nova interpretação, com algo que vimos ou vivemos no mundo real. São canções que são um tratado e uma lição de vida.
Uma canção não se pode chamar canção senão tiver uma boa letra.
Descobri os Pulp quando fui viver para Inglaterra. Boa batida, bom pop Alternativo, nem considero a voz muito boa, é normal. Letras muito bem escritas e aquela enignmática recomendação em todos os CDs:
- Não leia as letras enquanto estiver a ouvir as canções.
È um grupo que tem a preocupação e sabe que tem boas letras.
Uma das emoções que os Pulp cantam muito é a obessessão. Ela é relatada, por exemplo, em Countdown. É uma história ofegante de um rapaz que procura a sua ex namorada. É uma canção Come back to me/I Want you back ou,
Milan, Madrid, Chicago, Paris.
No refrão, ele canta esta frase:
Time, of my life, oh I think you came too soon.
Qual é a coincidência com a vida real? É um gajo conhecer demasiado cedo a mulher ideal. Imaginem-se com 17 anos e a vossa primeira namorada é uma rapariga de sonho. Querem casar com ela? Toda a gente diz que somos uns bébés para isso. E se tiveres 24 anos? Eina, tão cedo, só uma namorada… quero conhecer mais do mundo, sou muito novo para me enforcar. Que raio de Curriculo, Namoradas: uma. O mais engraçado é que como tive só uma namorada, naturalmente imagino que todas são assim.
Vou partir, quero conhecer mundo, o futuro a deus pertence, isto há-de aparecer outra namorada, talvez melhor. É tempo de circular. Também já estava a ficar farto, até tem a sua piada.
É uma questão de saber dar valor.
I've got to meet you and find you and take you by the hand oh my God my God
You've got to understand that I was seventeen
As rádios e muitos programas do audio-visual seguiram a receita do Herman José: convidar cromos.
Já ouvi 2 entrevistas do José Cid na rádio. Na ultima, na Antena 3, fiquei siderado com o nome do novo album do artista: “Quem tem medo de Baladas”. Desmanchamo-nos a rir, compulsivamente, só com o titulo.
Não há palavras. Ando eu aqui a esforçar-me para sacar uns risinhos aos internautas e chega um gajo, depretensiosamente, com a sua esmagadora naturalidade e espontaneidade, e com um simples “Quem tem medo de Baladas” remete-me para a minha mediocridade. Estamos perante, claro está, um génio do humor.
É o que eu digo: mais vale caír em graça do que ser engraçado.
De resto, devo declarar que eu gosto do José Cid. Ou seja, eu gosto das canções do José Cid. Fizeram parte da minha infãncia, e continuo a curti-las.
Houve um comentador que se insurgiu contra o meu artigo sobre os Virgem Suta. Defendia vivamente os Deolinda. Nunca se deve menosprezar o entusiasmo. Fui ver ao youtube, dar uma melhor oportunidade. Foi só para confirmar a minha ideia, infelismente.
Lá apanhei uma canção menos alegre: “Clandestino”. Parece mais uma imitação dos Madredeus, com um toque de Trovante. O resto é a tal banda-palhaço – óptima para crianças como diz a minha gémea. Custa-me a imaginar que os próprios Deolinda acreditem no seu projecto.
O fado quanto mais triste melhor. Já adorei o fado de Coimbra. Gostei muito de Amália, mas nada daquele fado alegre de Lisboa – parece meio pateta.
Nada mais deprimente do que fado alegre.
Será que é moda este formato de grupo? Uma mulher despeitada a cantar rodeada por 4 gajos com ar de manfios da night? Deolinda e Oquestrada, agradam-me mais estes ultimos.
Está a acontece demasiada imitação para o meu gosto. Há aqueles Peixe-avião que mais parecem os RadioHead porugueses, numa linha de vocalistas que cantam como se tivessem à beira do doce suicidio.
Há uma produção nacional que cria uma personagem que se vai apaixonar por um vampiro. Imitação evidente do que está a dar na cinemotagrafia americana: amores entre vampiros, mortais e lobisomens, como são os filmes Twilight (Crepusculo) e Underworld (a trilogia).
Bem, mas o cinema português imitar o estrangeiro já é coisa mais que antiga, bem como telenovelas nacionais imitarem as fórmulas de outras.
Há uns anos atrás, os Mexicanos resolveram adaptar “O Crime do Padre Amaro”. Era uma adaptação do antigo romance aos tempos de hoje, no México. Logo depois, não é que há um iluminado português que resolve filmar o “O Crime do Padre Amaro” adaptado aos dias de hoje, em Portugal?
Não há tempo a perder. Peguem é nas fórmulas ganhadoras.
Aqui segue a Canção Face to Face, dos GoodBye Mr. Mackenzie, com a letra original e a minha tradução livre.
Raped three times, raped three times Violada 3 vezes, violada 3 vezes
By the boys from the pub Pelos mens da tasca
With their daytime jobs Com os seus trabalhos quilhados
You know they need to unwind Sabes que eles precisam de desopilar
Mother always said be a good girl Minha mãe sempre disse: porta-te bem
Don't push your luck Não te estiques muito
Don't get to low cut Não uses um decote
But it's a pushy world Mas é um mundo fodido
So if you've got it Então, se o tiveres
Flaunt it Mostra-o com toda a lata
Because the cameras and bright lights Porque o público e as luzes….
They all want it Toda a gente quer
In silence she sits Ela senta-se em silêncio
With the scars on her wrists Com cicatrizes nos seus pulsos
Shes never alone Ela nunca está sózinha
Those laughing eyes Aqueles olhos às gargalhadas
Make her clench her fists Fa-la cerrar os punhos
For the blood and the sperm O Sangue e o esperma
Still run down her leg Ainda escorrem pela sua perna abaixo
Like it did that night Como aconteceu naquela noite
And the sick on the pavement E os sei lá
Is still in her hair Continua no seu cabelo
Her mind is scarred and her body torn A sua mente e corpo despedaçados
Her life is fear and very soon A sua vida é medo e muito cedo
A scab is born Uma crosta vai nascer
They acquitted the case Eles fecharam o caso
Congratulations all around Parabéns a todos os fodilhões
And the judge and the barman say E o juiz e o tasqueiro dizem
If it happened then she must have been Se aconteceu, ela deve ter
Asking for it estado a pedi-las
She was asking for it Ela estava a pedi-las
said she must have been asking for it. Ele deve-as ter pedido
Já disse no artigo anterior, nada enternece mais um homem que uma mulher desafortunada a quem pode melhorar a vida.
É o instinto paternal do homem. Esse sentimento caridoso de proteger, cuidar e dar uma vida feliz a uma pobre mulher:
- Come to pappy.
Mas se há coisa mais feia é a ingratidão. Gostamos de ajudar mas no minimo mostrem gratidão.
E do lado feminino? Gostava de ver uma mulher pegar num trolha das obras e fazer dele um gajo civilizado. Mas não, népia de nobreza e amor pelo próximo. A coisa mais perto que eu vi disso foi na longinqua telenovela brasileira Vereda Tropical.
Segundo estatisticas os homens não se importariam de casar com mulheres com menos habilitações literárias, as mulheres já vêm um problema nisso. Qual é !! Além de belos temos que ter formação também? E o que têm para oferecer em troca? Ah, vale mais. Ok, são as leis do mercado da procura.
Fora de brincadeiras, há um equivalente no lado feminino. É da trintona ou quarentona que pega num jovem para fazer dele um homem. È o instinto maternal. E já ouvi queixas de mulheres desgostosas por terem pegado num pirralho, terem-lhe dado tudo, terem feito dele um homem, para ele depois se mandar com a primeira serigaita mais nova que encontraram. Uma mulher faz um homem, prepara-o para a vida, e outra fica com o trabalho dele. Algumas até dizem que não compreendem. É simples: a mais nova era mais boa e gira. E aliás, o mais provável é que ela tenha andado com a cota só por interesse sexual.
Isto faz-me lembrar de outra história, de duas irmãs. Contava a irmã que nos tempos de liceu ela investia muito nos rapazes, puxava conversa, tomava iniciativa, era muito pró-activa. E quando ía a ver, a irmã, feita mosca-morta, ficava com os rapazes. E não percebia bem porquê. Olhando para as duas, percebia-se logo porquê.
Os rapazes estão convencidos que a lábia é a principal arma para o engate das gajas. E os que têm sucesso gabam-se de terem grande lábia, sinal de inteligência prática. Não percam muito tempo a cismar, não é uma questão de lábia, é mesmo uma questão de cara e corpo. O destino já está traçado.
Vá lá criticarmos as bonitaças e bonitaços convencidos. Quando estamos em cima, toda a gente gosta de estar connosco, quando estamos em baixo, não há paciência. Todos temos altos e baixos, mas uma cara bonita está sempre lá, imutável. Também enternece muito um homem ver uma mulher deprimida. Dá vontade de a pôr em cima.
O equivalente da mulher que faz o homem, é, e desta vez este é um caso genuinamente elevado, da mulher que se interessa por um homem pela qual a maior parte das mulheres não se interessa. É aquela que vê mais além. È aquela que vê para lá do aspecto e até modos. É aquela que não vai em modas. A Verdadeira.
É a tal que é especial porque tem o dom de tornar os outros especiais. È aquela que beija o sapo e ele se transforma em principe.
Num caso extremo teriamos o homem das obras, mal vestido, até pouco asseado, com modos um pouco rudes. A nossa incauta mulher conversa com ele e vê algo que a desperta. O que ela vê podem ser coisas como sensibilidade, autenticidade, fofura, sentido de humor e simplicidade.
Vai limá-lo, vesti-lo melhor, dar-lhe food for thought. Possivelmente mais tarde, ele já reluz e as comuns das mortais até reparem um pouco nele. Outra poderão se questionar: “O que é que ela viu nele?”.
Mulher gira é aquela mulher relativamente bonita, com ar de fofinha. Tem ar de teenager, um ar miúdinho. Alguma aura de candura, um belo e fácil sorriso. Ar de boa rapariga, parece ter bom carácter, até aposto que senão é católica é porque foi desviada pelo lobo mau. Até pode ter um esgar de mau geniozinho, mas lá no fundo no fundo, estou certo que tem um coração de manteiga e dava uma grande mãe. Num caso extremo até pode ser uma peste mas nada que muito carinho não adoce.
É linda de blue jeans… não, isto é a Anita do Marco Paulo… É uma rapariga com um ar querido de prendada. Nem fala muito, sorri muito mais que fala. Sorri para toda a gente o que lhe vale umas paixões de caixão à cova daqueles rapazes carentes que nunca beijaram uma rapariga, que toda a gente os acha cromos.
Se és uma rapariga gira estás feita na vida. Se tens um emprego de merda, alguém há-de dar valor no teu talento inato e te tirar daí. O mundo está cheio de olheiros e benfeitores. Muita gente vai reparar em ti e te querer ajudar.
Em cada homem há o sonho de “My Fair Lady” ou “Pretty Woman”. Esta é das fantasias mais comuns no homem: pegar numa pobre diabo e fazer dela uma grande mulher. Claro que, para isso acontecer, tens que ter beleza. É a alma nobre do homem a funcionar. È o lado caridoso deste vil sexo masculino.
Poucas coisas enternecem e indignam tanto um homem do que ver uma bela mulher nas ruas da amargura.
Até eu, nos meus 27 anos, uma vez fiquei sensibilizado e meio revoltado com a má sorte de uma rapariga que trabalhava árduamente numa portagem da auto-estrada. E logo corri para contar aos meus colegas que, nestas coisas logo se solidarizam – lá está, é o lado sensivel inato do homem.
- Como é que uma rapariga daquelas está a trabalhar numa portagem da auto-estrada?
Ao que o colega responde que realmente é intrigante, deve haver uma explicação racional para isso. Se calhar é estudante e ainda não arranjou nada melhor.
Para um homem, uma bela mulher trabalhar num emprego menos conceituado é um desperdicio. Uma mulher jeitosa é sobre-qualificada para este tipo de empregos. Merece mais. Imagine-se a quantidade de sobre-qualificadas de países de leste que apareceram no nosso país. Cheguei a ouvir falar sobre isso há cerca de 5 anos atrás. E de como era complicado um pai ter como bábá dos seus bébés uma mulher de Leste. Era a tentação de fazer justiça, de tirar aquela mulher dotada desse destino imerecido e colocá-la numa posição em que a sociedade tirasse melhor partido das suas aptidões.
Não vos revolta ver uma mulher com potencial que, bem arranjada seria uma mulher mais fina do que as que andam por aí no jet-set, a mulher de limpezas !!! Um homem de deus não fica indiferente a tamanho sub-aproveitamento de recursos humanos.
E se há muitos menos pró-activos, de tantos pelo menos um surgirá para que se faça justiça, agarrando o touro pelos cornos:
- Basta! Esta mulher merece mais!
Acham que aquela giraça sorridente a transbordar de simpatia se iria manter por muitos mais anos a servir na cantina? Está na cara que ela estava fadada para mais altos vôos. Há gente que tem azar na vida e não começa logo na area para a qual está vocacionada.
Portanto, rapariga de boa fé, mantém esse sorriso, esse ar timido, não fales demasiado, um dia alguém há-de reparar em ti, ver que realmente és especial e fazer de ti uma senhora. Até te levam ao colo, para o lugar que mereces, qual principe salvando a sua dama em apuros (Damsel in distress).
A questão do casamento homossexual é uma questão de direitos humanos.
Mais que eu acreditar no amor e no casamento, e os defender, defendo a justiça. Se as pessoas não partilham as minhas crenças, tudo bem, até se pode dizer que é uma questão de gostos. Mas, na justiça, tenho que me bater contra as leis que minam a justiça e felicidade humandas. Não é uma questão de gostos, é mesmo uma questão de vida.
Não posso aceitar que a lei descrimine os seus cidadões. Só porque se possa achar os homossexuais aberrações há direito de lhes vedar os mesmos direitos que toda a gente tem ?
Qual é o teu probelam com o casamento entre pessoas do memo sexo?
Uns defendem histéricos, que se permitirmos isso, o que se seguirá é a adopçãp de crianças por homossexuais. E qual é o problema? Problema é haver milhares de crianças orfãs que não conhecem a adopção e mais grave que isso, milhares de crianças infelizes e maltratadas pelos seus pais.
Tu és uma aberração, não estás apto a educar uma criança. Se vocês nem coneguem gerar uma criança, que ridiculo não será tomarem conta de uma. E claro, criança criada por gay vira gay e daqui a bocado eles crescem e multiplicam-se e é o fim da raça humana.
Nós não sabemos nada. O nosso modelo de familia é pai, mãe e crias. Hoje em dia, esse modelo está cada vez menos presente. São as familias monoparentais. Quem nos diz a nós que uma criança não será feliz criada por dois homens ou por duas mulheres? Desde que sejam bons pais e mães, parece-me claro que sim. A não ser que sejam vitimas de chacota na escola.
Como sou um gajo das ciências, muito matemático, acredito mais numa criança criada por duas pessoas do que por apenas uma. Não terá uma criança criada por 2 homossexuais mais apoio do que uma criança criada numa familia monoparental?
Isto é também a minha defesa da felicidade humana.
Um dos meu maiores amigos é homossxual. Viveu com o seu namorado durante anos e acabou por se casar com ele, num país que o permite, claro. Não há casal mais equilibrado e mais feliz. O meu amigo é o exemplo de pessoa de bem com a vida. E gosto tanto dele que ele é padrinho de uma das minhas filhas. Se no futuro, algo corresse mal, não dúvido que a minha filha mais nova ficaria muito bem entregue a este casal. Eles dariam uns óptimos pais.
Já que sou tão a favor do casamento, de tal maneira que até casamento homossexual eu defendo J e que tal casamentos múltiplos? E que tal um homem casar-se com várias mulheres e várias mulheres com homens? Antes de aparecerem extrapolações gracejosas, claro que no casamento prossupõe-se que seja de mútuo consentimento.
Ora bem, isto é outro assunto e não quero desenvolver muito. A grande diferença entre estes tipos de casamento e o casamento homossexual é a questão dos direitos humanos.
Do que se trata aqui não é de conceitos de casamento e amor, mas sim de igualdade de direitos humanos.
Não me cabe a mim avaliar a viabilidade de casamentos múltiplos. O que não poderia acontecer, seria por exemplo:
- Permitir que o homem casasse com várias mulheres, mas proíbir o casamento de uma mulher com vários homens.
- Permitir o casamento múltiplo, mas proíbir o casamento múltiplo homossexual.
Pessoalmente não acredito muito no casamento de uma pessoa com várias. Tecnicamente as pessoas falam, em relação aos casamentos, de monogamia e poligamia. Homem que casa com 4 mulheres é poligamico. Não acredito nisso. Não ponho completamente de lado este modelo. É possivel um homem casar com 4 mulheres. Não acho possivel um homem amar 4 mulheres.
O meu conceito de monogamia é romantico e não sexual.
Bem, para concluir, senão queres casar com um homossexual, deixa-o casar com quem o queira.