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Domingo, 29 de Novembro de 2009

Poder Maternal

            Há 2 semanas passou uma reportagem na TV sobre as mães divorciadas que alienam os pais aos seus filhos. Ou seja, é a mãe divorciada que faz tudo para cortar a relação que o filho tem com o pai, ou chamemos-lhe desvinculamento. As tácticas usadas são das mais baixas que vão desde impedir o contacto entre pai e filho, simplesmente evitando encontros com o pai, ou meter minhocas na cabeça ao filho fazendo-lhe ver que o pai não presta.

            A conclusão desta boa reportagem é que as mães têm a faca e o queijo na mão. Fazem o que querem e saiem completamente impunes. Os pais, senão pagam a pensão de alimentos vão para a cadeia.

 

            Isto tem que mudar. Que se pode fazer em relação a uma mãe insidiosa que vive a envenenar o filho contra o pai? Esta é a parte mais dificil. A solução que vejo é arranjar forma de as mães serem avaliadas por um psicologo. Como serão avaliadas e a propósito de quê, é que seria uma coisa de estudar. Não precisa de ser uma coisa ostensiva. Por exemplo: anualmente, agentes da segurança social, psicologos, assistentes sociais, fariam uma entrevista à mãe e filho à laia do estado acompanhar a educação da criança. Podemos ir mais longe e requerer que filhos de pais divorciados sejam acompanhados, ainda que esporadicamente, por uma unidade de pedo-psiquiatria, visto tratarem-se de crianças potecialmente de risco. Quando um pedo-psiquiatra avalia uma criança também está a avaliar a mãe.

            Falo disto porque na referida reportagem, a mãe entrevistada era obviamente uma mulher perturbada e doentia.

 

            Quanto à mãe impedir o convivio entre o filho e o pai, a coisa é muito mais simples. Numa regulação tipica de poder paternal vem além da pensão de alimentos, os periodos em que o pai tem direito a estar com a criança. Normalmente um fim de semana de 15 em 15 dias e o natal ou passagem de ano, em anos alternados. O que acontece na realidade? A mãe, apetece-lhe, porque anda mal-humorada ou porque se sente encornada de o ex-marido (lol,  ou ex-pai) ter arranjado outra mulher, não levar a criança ao pai um fim de semana ou outro, ou o natal. No caso da reportagem o pai não via os filhos há cerca de 2 anos.

 

            Como contornar esta situação? Deixar tudinho preto no branco. Ficar ditado da regulação do poder paternal tudo ao pormenor. Não é que tenha de ser seguido à risca, mas é o que vale por omissão. Concerteza que entre pais que se dão bem ou pais civilizados, tanto rigor não será necessário. Muitas vezes dará jeito trocar um fim de semana com outro ou até o natal.

            Os contractos, as regras escritas no papel, existem para quando as pessoas não se dão bem e não conseguem chegar a acordo. Neste caso o pai ficaria protegido. Senão vejamos:

            Fins de semana com o pai. Sim, mas quais fins de semana? Tem que ficar explicito. As semanas são numeradas, embora nós, os portugueses, não usemos muito essa numeração. Tem que ficar, por exemplo, que o pai tem direito a ficar com o filho os fins de semana das semanas impares. Do mesmo modo, por exemplo, o pai tem direito a passar o natal com o filho todos os anos par, e as passagens de ano nos anos impares. Também deve ficar estipulado quem entrega o filho a quem, quando (dia e hora exactas) e aonde.

 

            Face a isto, não havendo bom entendimento entre os pais, caso a mãe falhe com o acordado de não aparecer ou não estar para o fim de semana do pai, o pai poderia dirigir-se a uma esquadra da policia para reclamar o filho – caso pensasse que a mãe estaria a agir de má fé. A policia procederia ás diligências para o filho aparecer para o fim de semana com o pai. Porventura começaria por telefonar à mãe notificando-a que o pai estaria ali à espera do seu filho, convidando-a a entregá-la. Claro que a mãe poderia se defender argumentando que sim senhor, foi a casa do marido, mas ele não se encontrava lá. Isso pouco importa, já são pormenores. Se um ou outro está a mentir, já é uma coisa entre eles. Se quiserem metam-se em tribunal, arranjem testemunhas, matem-se.

            O objectivo aqui é assegurar que a regulação do poder paternal é cumprida, ou seja, entregar a criança ao pai. Ao interesse da criança e ao direito do pai.

 

             De outro modo, as mães poderão continuar a cantar:

- I´ve got the Power!

publicado por antiego às 23:22
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38 comentários:
De Ella a 1 de Dezembro de 2009 às 20:24
É claro que concordo com a existência de regras mais duras e rigososas.
Apenas achei que o post estava mais numa de defesa dos pais (homens) que sofrem horrores nas mãos das mães desmioladas.
É evidente a existência da maus exemplos quer de um lado quer do outro.
Acho triste que pessoas que amam os seus filhos- acredito piamente que amam - se deixem levar pela necessidade de magoar os ex-companheiros e utilizem/manipulem precisamente quem amam para a atingiram o alvo do seu distúrbio.
Devia haver acompanhamento psicológico das crianças nessas situações. Quase à semelhança do que acontece nos casos de adopção.
Sei que em termos logísticos este acompanhamento é praticamente impossível, contudo para quando campanhas de sensibilização nesse sentido?
Há campanhas para tudo, podia haver uma para estes casos. Assim, quando uma situação se revelasse particularmente difícil poderia ter uma intervenção por parte de outras entidades, tipo tribunal de menores, assistência social, etc...
Sinceramente não sei ao certo, mas acredito que poderia fazer uma diferença grande.
De antiego a 1 de Dezembro de 2009 às 21:06
Porquê repetir e prafrasear coisas que escrevi?

O post é um ataque aos pais que têm a guarda e abusam do poder. toda a gente sabe que a guarda fica com a mãe. se calhar em 95% dos casos. Nao, o post nao era sexista.

É engraçado verificar como as pessoas vêm sempre o outro lado da questão, acabando por fugir a ela.
De Ella a 2 de Dezembro de 2009 às 12:58
Xiiiiiiiiiii.
Será que eu estava demasiado insensível quando escrevi o meu comentário anterior ou será que estou demasiado sensível ao ler a tua resposta ao meu comentário?

Ver o outro lado da questão é tão importante como ver este lado da questão. Melhor, deveriamos ter o cuidade de ver e analisar todos os lados da questão, desta e de outras.

Fugir à questão em que sentido?
Não ignoro o problema.
Se calhar tenho uma opinião diferente, se é que é realmente diferente, por nunca ter estado no papel de mãe-perturbada-não-deixa-o-filho-ir-para-o-pai.
Nunca me divorciei e sou, acredito, suficientemente bem formada para não utilizar o meu filho como arma ou escudo na luta pelo poder paternal.

Em todo o caso, não queria ofender ou ferir a susceptibildade de quem quer que fosse, muito menos do patrão da casa.
O post não é sexista mas evidencia apenas um dos lados. Mas nem é por aí que eu quero ir.
Muito sinceramente acredito que, aqui desculpa a repetição, o acompanhamento psicológico das crianças é fundamental bem como campanhas de sensibilização para esta problemática.
Avaliar pais é complicado mas avaliar uma criança é relativamente fácil, não só por serem crianças mas porque é mais aceite pelos pais, problemáticos ou não.
Estou a ser pedante?
Insensível?
Indiferente?
De antiego a 2 de Dezembro de 2009 às 23:20
Desculpa, fiquei furibundo com toda a gente. Estava à espera de outras respostas-

Estava à espera que comentassem as medidas que propús ou que propusessem outras. Queria centrar a discussão em medidas praticas de combate a falhas dos pais.
Devia ter sido mais tolerante e perceber que se quer falar sobre o tema em geral.

Sim, o acompanhamento psicologico da criança, e aproveitando a ocasião, o acompanhamento psicologico do pai que tem a gurda da criança.

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