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Quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2008

Higiene Sexual

            Já que estamos numa de saúde, tendo falado, nos ultimos posts, de Health Clubs, vamos agora falar de higiene e de um falso mito.

            Toda a gente já recebeu, no seu correio eletrónico, um cartoon sobre o sexo nas várias nacionalidades. Relativo ao nosso país, aparece um homem a fazer um cunilingulus enquanto imagina (balão de pensamento de banda desenhada) um monte de peixes a feder. Quer isto dizer que as portuguesas são umas badalhocas?

            Mas isto não é caracteristica portuguesa como iriam atirar já os portugueses anti-portugueses.

            Na série “O Sexo e a Cidade” há um episódio em que dois gays querem experimentar sexo heterossexual. Para tal efeito escolhem a Samantha que logo se sente lisonjeada. Os três estão na cama nos preliminares. E eis que os gays, descendo para o regaço da Samantha, notam um odor esquisito e desagradável. Com os narizes a pulsar desistem da experiência.

            Que mito é esse que a vagina de uma mulher cheira mal, como se fosse o seu estado natural? Não será simplesmente falta de higiene? Se os homens não lavarem o seu sexo, certamente que o seu odor será bastante desagradável. E se na menstruação o cheiro é mais intenso, não será porque precisa de uma higiene mais frequente? Não. É tudo muito natural. È como suar.

- Ò minhas, queixam-se do meu cheiro a suor? Mas isto é natural, é o meu cheiro natural, é a natureza a falar.

         E se fossemos todos tomar banho? Por questões ecológicas.

        Dizem, por graça (pe: Herman José) que há aqueles que adoram estes odores naturais e até preferem que não haja higiene. Devem ser o freaks. Deve haver ainda os grandes machos que não se importam com estes pormenores, marcha tudo. Isto da higiene é para mariconços.

            Enquanto há o dito macho que não se perde com estas mesquinhices e fornica de qualquer maneira, há também os timidos (e incautos) que não estão para:

- Hmmm, e se fossemos tomar um banho antes?

Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2008

Heatlh Club não é Liceu.

            Nada melhor que uma casa que acaba de abrir. É a simpatia total (ou uma casa na mó de baixo).

            Estava eu numa aula de Body Balance com uma professora feia, porca, má, sem graça e esquelética.

- Digam-me se a música está muito alta.

- A musica está muito alta.

- Mas nestas aulas é preciso ritmo, blá blá blá

- perguntou se a musica estava alta e eu respondi.

            Resultado. A musica continua alta. A aula Body Balance é uma palhaçada, não há nada como Yoga. É como comer a alta velocidade com uma timoneira pirosa:

- Levanta, abre, mete, engole!

            Estar a olhar para a professora para seguir a sua coreografia acelerada, faz mal ao pescoço se tivermos de frente para ela. Ela pede-me vezes sem conta para eu sair da diagonal. A musica torna-se insuportável à medida que se vai suando cada vez mais. Foda-se! Basta. Vou bazar.

- Não pode sair a meio de uma aula.

- Ai isso é que posso.

            Lá saí e não queria crêr no que ouvi. Mas este pessoal é maluco? Estou certo que têm as suas razões, mas nenhuma razão é mais forte do que a razão para uma pessoa abandonar a aula a meio.

            E então lá me disse um técnico as razões de tal regra:

1. Um desrespeito pelo professor.

2. Pode ser prejudicial à saúde sair a meio de uma aula porque ela é um todo. Por exemplo, parar de repente, sem relaxamento, pode matar.

 

            Espera-se das pessoas (clientes) que tenham algum bom senso. Claro que é chato para um professor ver alunos a sairem a meio da aula. Mas se saiem, parte-se do principio que não é porque lhes apeteceu e estão-se a cagar para o alto técnico de desporto. De qualquer modo, se o professor é um profissional, terá que lidar com isso. Ou será que vai amuar e fazer uma birra?

            Quanto ao 2º ponto ele parece uma falácia. As pessoas devem ser educadas que parar de repente pode ser mau para o coração, se isso é verdade. Isso pode acontecer em qualquer situação. Numa aula, no ginásio, a jogar futebol, a correr para um autocarro. Os técnicos de desporto só podem assegurar isso numa aula. Não creio que no ginásio andem a atentos a todas as pessoas, verificando se se esforçam demais ou se não fazem o relaxamento.

            Tal como uma pessoa que acaba uma sessão de ginásio, uma pessoa que saia de uma aula a meio, como boa prática, vai fazer exercicios de relaxamento.

            Quanto mais, esta regra deveria ser, antes, uma recomendação. Não se deve sair de uma aula a meio porque… explicando, meu deus! Que mania é essa de impor regras ou recomendações sem as explicar!

            Um Heatlh Club não é um liceu.


Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2008

Health Club não é Discoteca

             Quando quero ir a uma discoteca não vou a um Health Club.

          Que mania é essa de todos os Health clubs fazerem dos seus espaços discotecas para adolescentes, pondo música barulhenta a picar os miolos dos clientes?

            É Patético que um professor de uma aula desportiva use um microfone, para falar ainda mais alto que a musica estridente – a intenção é esta, como é óbvio, e o resultado infeliz também. Yah, é cool, é moderno, a aula é acutilante, cheia de energia, somos jovens, estamos vivos, que maravilha, a vida é bela e somos felizes.

            Isto é mesmo um toque à Disco. A musica a bombar forte e feito e o DJ a incentivar os clientes a abanar o capacete até doer. Só falta dar as palavras de ordem, à velha moda antiga: “CAN YOU FEEL IT!”. Parece o Big Show Sic ou, na versão do herman José, o Pig Show Sic.

            Meus amigos, a musica deve estar a um volume tal que a voz humana seja audivel. E não com décibeis mais altos que a voz humana. Isto é o natural, é o sensato.

 

            É um sério atentado à saúde fazer-se desporto com musica alta ou a altos berros. A não ser que o desporto seja dança ou tenha muito movimento (como step, por exemplo). Aulas cuja posição é estática, como aulas com pesos, Body Balance, outros bodies e etc, devem ter a musica num tom muito baixo ou não ter musica de todo.

            O desporto é uma actividade de gozo, de lazer, Nos dias de hoje, o desporto é, sobretudo, uma actividade de relaxamento (já que o stress é uma constante da vida). O esforço fisico induz ao relaxamento, a curto ou médio prazo. O exercicio fisico primeiro excita, acorda, conforme a carga, e depois relaxa. O ruído perturba e de que maneira.

            O desporto é suposto relaxar. Repetindo, as pessoas procuram o desporto para combater o stress, para dormir melhor, para uma vida mais tranquila.

 

            Imaginem o que é ir para uma aula desportiva, exercitar o coração e este ser massacrado por ondas vibratórias agressivas.

            Imaginem uma aula de Judo ou Karaté com a musica a altos berros. Imaginem terem uma relação sexual com musica no máximo volume (ainda que para disfarçar perante os vizinhos).

            Eu sei que sou demasiado sensivel ao ruído, mas o que eu sinto as outras pessoas acabam por sofrer sem se aperceberem. Acontece-me o seguinte: ao principio da aula até tolero a musica alta. À medida que vou ficando cansado, a musica vai-me perturbando cada vez mais. Será que sou um anormal?

            Qualquer médico ou profissional de saúde dirá que é prejudicial à saúde fazer desporto com música alta. Porque é óbvio.

            Tudo isto é ainda mais irónico quando Health Club quer dizer “Clube de Saúde” em português.

 

ps: Os latinos, por regra, não se queixam, está sempre tudo bem. E quem se queixa é picuínhas, esquisito. Às vezes dá impressão que podem apanhar no cú sem sentirem nada.

 

Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008

Fecho do Hospital D. Estefãnia

APOIO À CAMPANHA PELO HOSPITAL DE DONA ESTEFÂNIA - PATRIMÓNIO DA MÃE E DA CRIANÇA

DEFENDER O HOSPITAL DE DONA ESTEFÂNIA

Petição dirigida ao

Exmº Presidente da República Portuguesa,

Aníbal Cavaco Silva

Contra o fecho inexplicável e inaceitável

do hospital pediátrico de Dona Estefânia.

http://www.petitiononline.com/hde2007/petition-sign.html

atenção :

para maior impacto desta petição como documento…

por favor… indique o seu número de B.I. – obrigado.

 

Porque "o melhor do mundo são as crianças".... 

 


Retirado do blog:Sex Trip

publicado por antiego às 12:04
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Terça-feira, 29 de Janeiro de 2008

Hospital Dona Estefânia

Porque "o melhor do mundo são as crianças"....


DEFENDER O HOSPITAL DE DONA ESTEFÂNIA

 

Petição dirigida ao

Exmº Presidente da República Portuguesa,

Aníbal Cavaco Silva

Contra o fecho inexplicável e inaceitável

do hospital pediátrico de Dona Estefânia.

 

http://www.petitiononline.com/hde2007/petition-sign.html

 

atenção :

para maior impacto desta petição como documento…

por favor… indique o seu número de B.I. – obrigado.

 

 


mais informações em:

 

blogue “APOIAR E DEFENDER O HOSPITAL DONA ESTEFÂNIA - PATRIMÓNIO DA MÃE E DA CRIANÇA” criado por pessoas ligadas ao hospital que têm de se manter no anonimato.

http://campanhapelohde.blogspot.com/

 

site do próprio Hospital.

http://www.hdestefania.min-saude.pt/


creio que isto é um assunto que, no fundo, diz bastante respeito a todos nós, senão agora, eventualmente num futuro (“para longe vá o agoiro”, como se costuma dizer) e desafio quem aqui me lê – caso concorde que esta é uma situação de defesa dos nossos interesses – a fazer o seguinte:

 

1 – fazerem também um artigo com o texto que colocarei mais abaixo, com os links.

2 – darem-lhe o mesmo título que coloco (para criar uma “massa” no google, por ex.)

3 – atribuírem a tag “Hospital Dona Estefânia” e outros que assim entendam.

4 – assinarem a petição, como é óbvio (incluindo o nº do B.I.)

5 – eventualmente, enviando comentário ou mail para o blogue : campanhapelohde



Retirado do blog:Sex Trip

sinto-me: Indignado
publicado por antiego às 15:50
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Sexta-feira, 23 de Novembro de 2007

Não há fumadores por coincidência

Quando é que uma pessoa estremece e pensa que fumar é, afinal, uma coisa elevada e magnifica?

                Quando vemos uma gaja com um rabo bom e amorosa a fumar.

                Quando nos deparamos com a seguinte cena de um génio: Sherlock Holmes está moribundo, a sucumbir de uma doença às mãos de um feroz rival. Este está prestes a desferir o golpe mortal.

- Há alguma coisa que possa fazer por si?

- Gostaria que me passasse um cigarro, por favor.

Quando o rival se volta, está o Sherlock Holmes, de pé, a acender um cigarro e profere estas palavras irresistiveis (tinha sido uma encenação de 3 dias):

- Passar 3 dias sem comer, vá que não vá, agora 3 dias sem fumar é insuportável.

 

Revi e aumentei a minha receita para deixar de fumar. Não seja chupado por essas empresas e médicos que dizem querer ajuda-lo a deixar de fumar. O meu método é garantido: apanhar uma faringite, Deitar o tabaco ao lixo, não comprar tabaco, não cravar tabaco e não ter uma plantação de tabaco no quintal.

Truque psicológico: quando você vai no 8º dia sem fumar, pense assim: vou estragar o meu trabalho de 8 dias com um único cigarro? E por aí fora com n dias sem fumar.

 

Segunda-feira, 5 de Novembro de 2007

A ADEB é uma porta aberta...

"A ADEB - Associação de Apoio aos doentes Depressivos e Bipolares - é uma porta aberta e um reduto afectivo no apoio às pessoas com a doença Unipolar e Bipolar

As duas faces em meia lua simbolizam a alegria e a tristeza, retratam a realidade nua e crua de pessoas que sofrem das patologias Unipolar e Bipolar, num emblema a duas cores, pintado pela Mãe Natureza.
É com enorme prazer que a ADEB reitera a intenção de apoiar e informar a comunidade sobre a natureza das perturbações do humor e sobre as suas implicações na esfera pessoal, familiar, profissional e social.
Quanto mais pessoas perceberem que as perturbações do humor são doenças passíveis de tratamento médico – e não um defeito de carácter ou uma malformação da personalidade – mais poderemos minimizar os graves prejuízos humanos e económicos inevitavelmente associados a estas doenças.
Os direitos dos doentes revestem-se de capital importância e, por isso, estamos profundamente empenhados no progresso da acessibilidade aos cuidados preventivos, paliativos e aos resultados da pesquisa na área das perturbações do humor.
A verdadeira Saúde Mental só pode ser alcançada e cimentada quando a discriminação, o estigma e a exclusão social estiverem completamente erradicados das nossas sociedades, e quando se encararem as doenças mentais pela mesma lógica científica que as doenças físicas.
Considerando a Internet um veículo privilegiado de informação, foi criado o endereço http://www.adeb.pt - site oficial da ADEB. Esta página é dedicada à doença Unipolar e Bipolar e ao trabalho desenvolvido na área da Saúde Mental.
A cedência de novas instalações, pela Câmara Municipal de Lisboa, em resposta a um apelo à muito feito, veio contribuir para o alargamento da capacidade de resposta aos nossos utentes, colmatando uma necessidade básica que se vinha evidenciando desde há algum tempo, para desenvolvimento dos objectivos da ADEB.
Devido ao aumento exponencial da quantidade de sócios e de atendimentos em Reabilitação Psicossocial, a Direcção, o Secretariado das Delegações das Regiões Norte e Centro, os Núcleos promotores das Delegações da Região Alentejo e Algarve e o Voluntariado Social irão conduzir a ADEB para missões de projecção futura.
Apesar do trabalho árduo que nos espera, juntos alcançaremos os objectivos a que nos propusemos e nos quais acreditamos. Vamos continuar a desenvolver este trabalho com todos vós e a contar com a vossa prestimosa ajuda!"

http://www.adeb.pt - site oficial da ADEB
publicado por antiego às 10:17
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Sexta-feira, 26 de Outubro de 2007

Mais Amor, Menos Doença

            “Os filósifos misticos definem como verdades dailogais a fé, a esperança e a caridade.

            Com esperança no desenvolvimento do homem e acreditando no progresso comunitário, dizendo nós que são três as condições de verdade relacional: entusiasmo, confiança e amor.

            Sem entusiasmo, é o vazio; sem confiança, o medo. Sem amor, a depressão. Ou seja: o deserto psicótico, o pãnico borderline e o abatimento depressivo.

            Todavia, na origem das três verdades relacionais está o afecto positivo. Sem aposta afectiva do objecto não há entusiasmo no sujeito; sem persistência de afecto, confiança; sem repetido amor oblativo, alegria e esperança.

            Então, na origem da dor mental – qualquer que ela seja – está a pobreza afectiva. A depressão – nas suas diversas formas – é, pois, a matriz da psicopatologia.

            Na depressão precocíssima – por ausência de resposta emocional  primária do objecto – instala-se a retirada psicótica. Assim como na (anterior ou contemporãnea) depressão falhada – por falta reiterada de resposta empática – se organiza a adaptação conformista da patologia alexítimica.

            A depressão anaclítica resulta da perda precoce (antes do desenvolvimento da memória de evocação) do objecto de amor – com a consequente ansiedade de separação e vulnerabilidade aos ataques de pãnico.

            A depressão introjectiva – ou depressão vera – surge na perda do amor objecto, após a organização da constãncia do objecto interno.

            A distimia depressiva ou clássica “ depressão neurótica” revela inconsistência da narcisação da imagem sexuada. É a falha falo-narcísica que está em causa.

            Portanto (e repetimo), a indigência afectiva é o lastro da patologia mental

            Com ela, no entanto, outro processo e fenómenos psicopatológicos – para além da gama dos acontecimetos depressivos – se desenvolvem e emergem:

 

. O Sonho falhado: a ausência/insuficiência do sonho – projecto ou sonho-desejo, a queda da esperança redentora.

. Um dos processos compensatórios é a “Embriaguez maníaca – que gera novo e maior vazio.

- A revolta falhada – abortada, silenciada ou amordaçada – da -, sem desenvolvimento da revolução transformadora.

 

            Uma das sequelas é a recursividade psicopática – a antissocialidade.

            Mas a falta de amor não é só origem de doença – pessoal e social.

            Mesmo quando a doença tem tem uma indicutível base biológica – ou económica – a disponibilidade e solicitude de cuidarores – educadores e gestores -, familiares, amigos, societários e comunidade em geral é essencial, não só para o alívio das dores, como para a melhoria de qualidade de vida e acelaramento da resolução dos males, diminuição dos riscos, evitamento de efeitos perversos dos tratamentos e redução de sequelas.

            Quem está melhor pode aumentar o seu bem-estar auxiliando os que sofrem; não é um gasto, é um enriquecimento.

            O animal alfa, na espécie humana, não está em posição de maior poder, mas de maior responsabilidade. Não está no topo da hierarquia para mandar mas para servir. O seu privilégio é o de poder de mais e amar melhor. Não o fazer, equivale: como técnico de saúde, a um comportamento filicída; como político, a genocídio.

            A responsividade ou capacidade de responder a solicitações do paciente é uma competência do agente sanitário que deve ser treinada e dsenvolvida. A introjectabilidade ou qualidade de ser aceite e gostado pelo outro é uma mais valia pessoal relevante.

            No papel de médico, enfermeiro, psicólogo, assistente social ou qualquer outro técnico de cuidados de saúde é imprescindível ter como lema a precessão e primazia do investimento no paciente. O que quer dizer que a ligação do técnico ao doente deve preceder e ser superior à ligação do doente ao técnico.

            A preocupação terapêutica primária pelo bem-estar do paciente corresponde ao mesmo desiderato. Todo o ambiente deve ser facilitador da cura. O ambiente – designadamente, o emocional – é também um remédio; com frequência, o mais importante – sobretudo na patologia mental

            Nem só de medicamentos e psicoterapia o doente precisa! A pessoa do técnico é o melhor remédio; as mais das vezes, o médico vale mais por aquilo que é do que por aquilo que faz.

            Criar um clima alegre – até lúdico – e de interesse para o paciente é tão importante como o rigor da técnica e da responsabilidade profissional.

            A frase emblemática, que se espera ouvir e nos oriente é: “O meu terapeuta é/foi o meu melhor amigo”.

            E porque “é a falar que a gente se entende”, saibamos usar o precioso dom que a natureza nos concedeu”

 

                        Prof. Dr. António Coimbra Matos

                        Artigo da revista Bipolar nº 24, da Associação de Apoio aos doentes Depressivos e Bipolares (ADEB)

publicado por antiego às 11:29
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Terça-feira, 23 de Outubro de 2007

Mais Afecto, Menos Doença

Por tempo indeterminado este blog vai passar a chamar-se “Mais Amor, Menos Doença” - tipo, mês, periodo, dedicado ao amor e à saúde mental. A frase é o tema da revista “Bipolar” nº 24. Revista da Associação de Apoio aos Doentes Depressivos e Bipolares (ADEB).

“Mais Amor, Mais Saúde na Doença Unipolar e Bipolar”.


Em “Mitos, Modas, Clichés” eu tentava apelar à necessidade de cada um de nós pensar por suas próprias cabeças e não engolir os clichés que nos dão a conhecer. Apelava à necessidade daquilo que, segundo o meu amigo Constãncio, é a nossa maior qualidade: nós sermos nós próprios. Se nós cortassemos as amarras de que nos emaranhamos toda a vida, poderiamos ser mais nós próprios, mais livres, mais criativos, pesssoas mais cultos (segundo Nietszche), mais originais porque cada um é único. Cada um é único se tiver a coragem e o engenho de ser ele próprio. Para ser ele próprio, precisa de se conhecer, precisa de se descobrir. Um trabalho de coragem. A escrita é uma ferramenta excelente para o auto-conhecimento, muito mais que uma psico-terapia, por muito pouco idiota que seja o denominado terapeuta.

 

Em “Mais Amor, Menos Doença”, como se é de esperar, falo na necessidade de afecto para a erradicação do sofrimento na terra.

publicado por antiego às 15:08
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Terça-feira, 17 de Julho de 2007

ADEB - Doentes Depressivos e Bipolares (Associação de Apoio aos)

http://www.adeb.pt/

Telef (Lisboa): 21 85 40 740/8;

Tel/Fax (Porto): 22.606.64.14

Tel (Coimbra): 23.981.25.74

A Associação de Apoio aos Doentes Depressivos e Maníaco-Depressivos, (ADMD), em Portugal, foi fundada, em 5 de Junho de 1991, por um grupo de doentes, familiares, médicos e técnicos de saúde mental, tendo a escritura notarial sido lavrada em 21 de Agosto de 1991.

Está registada na Direcção Geral de Acção Social, com o n.º 18/93, em 19 de Fevereiro de 1993, como Instituição Particular de Solidariedade Social, de utilidade pública, com fins de saúde.

Em Assembleia Geral Extraordinária, no dia 5 de Julho de 2003, procedeu-se à alteração do domicílio da Sede Social, da denominação e da sigla da Associação, tendo sido aprovado o nome: Associação de Apoio aos Doentes Depressivos e Bipolares, (ADEB).

A Sede Nacional da ADEB está instalada, desde 1 de Maio de 2003, na Av. Dr. Alfredo Bensaúde, Lt. C2 e C3 – Loja A, 1800–174 LISBOA (Junto ao Quartel do Ralis).

A Associação de Apoio aos Doentes Depressivos e Bipolares (ADEB) tem Sede Nacional em Lisboa, Delegação na Região Norte (Porto) e Delegação na Região Centro (Coimbra) e o propósito de criar, a médio prazo, núcleos no Alentejo (Évora) e no Algarve (Faro).

A ADEB é, actualmente, a maior Associação na área da Saúde Mental e a única que presta apoio aos doentes Unipolares e Bipolares e seus familiares, a nível nacional.


publicado por antiego às 20:48
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