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Domingo, 29 de Maio de 2011

Você decide: Aldrabão ou Pateta?

É sempre a curtir, é sempre a bombar, no próximo fim-de-semana dois grandes serões: Portugal-Noruega no Sábado, Eleições no Domingo. Não resisto a fazer um trocadilho futebolistico: no sábado joga Portugal, no Domingo joga-se Portugal.

 

Você prefere ser governado por um aldrabão ou por um pateta?

publicado por antiego às 21:57
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Sábado, 21 de Maio de 2011

Parem de Invejar Sócrates

 

Estou aqui a tentar arranjar uma teoria para explicar porque é que todos os comentadores do debate Sócrates-Passos deram a vitória ao Passos Coelho. Vi os 4 comentadores da análise na RTP1 logo a seguir à contenda e li as análises no Jornal i (mais 4 comentadores e reportagem do debate).

De notar que as frases de rodapé que ia passando no especial informação da RTP1, eram tendenciosas. Só passaram citações dos comentadores que eram abonatórias para Passos Coelho, quando houve observações positivas em relação ao Sócrates.

Eu não vou votar em nenhum deles. Considero-me isento.

 

Hipótese 1: todos os comentadores são simpatizantes do PSD.

 

Hipótese 2: todos os comentadores como gente muito esclarecida, da elite intelectual portuguesa, sabem que qualquer coisa será melhor para o país do que ele ser gerido por Sócrates. Prestam serviço nacional, fazem manipulação. Sabem que Sócrates cedo desferiu um golpe de KO, mas pelo interesse nacional, fazem uso da mentira branca.

 

Hipótese 3: a Inveja.

 

Achei piada a um artigo da Ana Sá Lopes, há cerca de 3 anos atrás, em que justificava todo o comportamento do mundo mulçumano com a inveja que sentiam do ocidente. Bateu. A teoria da inveja é muito usado nos nossos bairros quando não conseguimos encontrar uma explicação para as pessoas que nos criticam ou atacam.

Sócrates é provavelmente o politico do mundo mais bonito. Eu diria mais, Sócrates é o homem ideal. É charmoso, é atraente, tem auto-confiança, tem lábia, tem atitude positiva, é optimista, tem alto astral, é o politico português com mais sentido de humor de sempre (a par com Rui Rio, esquecia-me), tem um certo ar infantil, apaixonado e até idealista, tem aquele sorriso maroto e trocista, tem ar de bandido (para muitas pessoas é mesmo um  bandido), tem poder e é inteligente.

 

Não pude deixar de me rir a bom rir quando um jornalista do i dizia que é um mistério como Sócrates vai à frente de Passos nas sondagens. É um mistério para mim que todos os comentadores (oito) tenham dado a vitória ao Passos.

Grandes profissionais do jornalismo, realmente tenho a noção que Sócrates deveria estar a levar uma cavazada nas sondagens, nestas e nas sondagens das ultimas eleições. O vosso mistério tem dois nomes: Manuela Ferreira Leite e Passos Coelho.

Ou... O povo não consegue resistir ao charme do Sócrates.

 

Não compreendo o comportamento do Jornal i e isto deita por terra as teorias da conspiração. Este Jornal pertence ao grupo Lena. O Grupo Lena tem um negócio chorudo na Venezuela de construção de um bairro social que lhe vai render mil milhões de Euros. Quem conseguiu este negócio? O nosso bandido charmoso. Se tudo fizesse sentido o jornal i deveria estar a dizer que é um mistério porque Sócrates não tem 90% nas sondagens.

Sòcrates é um politico elevado, bem que poderia dar o golpe baixo no debate:

- Que amigos tem você? Queria-o ver a arranjar negócios de milhares de milhões com os seus amigos.

 

A mais irónica análise que li no jornal i, tinha o titulo “Se perdes, ganhas”. O comentador diz que Sócrates foi melhor mas que a Passos bastou a honestidade intelectual para ganhar o debate, precisamente por não ser um politico manhoso. Deixa ver se percebi a ideia: se não és bom politico, o que é equivalente a seres um bandido, logo és melhor que um politico. Fraco politico <=> boa pessoa, bom primeiro-ministro.

 

Aliás, tudo o que eu li no Jornal i sobre o debate é de bradar aos céus. Parece o jogo dos meus filhos "o mundo ao contrário". Li os excertos/ideias do debate no fundo da página, quatro de cada um dos candidatos. Os excertos do que Sócrates disse estão todos às avessas. Nada daquilo se passou, chegam a trocar as coisas. Põem palavras na boca do Passos que foram do Sócrates. È uma deturpação incrivel, não é jornalismo.

 

Ai ai, jornal i, quanto ingratidão. Com as histórias de como Sócrates é um déspota que arrasa com todos os jornalistas de que ele não gosta, não vos dou meio-ano. Com muito desconsolo meu, porque é o meu jornal favorito.

 

publicado por antiego às 23:33
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Sexta-feira, 20 de Maio de 2011

Quem vai votar em ti?

Frase que define um candidato:

 

“Temos que deixar um conceito salazarento de que tudo o que é público é bom”

 

A quantos Passos de estoirar com o estado social? A coelho e meio? Podia ser um politico mais manhoso, podia ser mais súbtil. Mas não, e a gente até agradece. Cuidado, muito cuidado.

Eu não posso confiar num candidato que pior que parecer um puto, parece que fala demasiado ponderadamente. Eu não confio numa pessoa que parece ter um ship na cabeça dedicado ao discurso. Fede de artificialidade.

publicado por antiego às 11:48
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Quinta-feira, 21 de Abril de 2011

Contra-Informação precisa-se

             O Contra-Informação foi durante muito tempo o programa de humor mais popular do país. Nem é que tenha decaído de qualidade, o problema é que as coisas cansam. Passou para um horário menos nobre e acabou por se desvanecer.

             No entanto, creio não haver altura na história de Portugal em que ele fosse mais preciso, que a que vivemos. Verdadeiro serviço público. Teria papel preponderante nas próximas eleições. Sempre gostava de ver o boneco que arranjariam para o Passos Coelho.

 

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Sexta-feira, 11 de Março de 2011

Habilitações a mais

            Compreende-se o desespero de quem quer ganhar dinheiro, fazer vida, e está há demasiado tempo no desemprego.

            Mas esta ideia de que para ser escravo é preciso estudar, é uma demagogia, uma inconsciência e quiçá uma hipocrisia por quem a defende.

 

            Até parece que se queixam de ter tirado um curso superior. Se soubessem que iam para o desemprego não o teriam tirado? Acaso alguém prometeu emprego finda a licenciatura?

            Há apenas a ideia de que uma pessoa com um curso superior terá mais habilitações, terá mais oportunidades no mercado de trabalho.

            Não há habilitações a mais. Há é habilitações subaproveitadas. A formação nunca fez mal a ninguém.

            Andassem 5 anos para trás e dessem a escolher a estes milhares:

- Quando acabares o curso estarás no desemprego. Queres ir trabalhar agora, com 18 anos, ou queres estudar?

 

            Seria giro ver também quantos milhares iriam abdicar do título de dr e dra, para o título de empregado. E quantos pais iriam sentir orgulho nos seus filhos trabalhadores mas não doutores (a ganhar quantos salários mínimos?)

            A questão é: onde estariam hoje estes milhares se escolhessem trabalhar aos 18?

 

            Eu preferia ser um desempregado com licenciatura do que um desempregado com 12º ano. E preferia ter um país com 20% de desemprego em que todos os cidadãos fossem doutores, do que um país com 2% desemprego em que todos os cidadãos tivessem a 4ª classe.

 

            O ministério da educação devia gerir as formações na Universidade. Como é que eu poderia criar demasiadas vagas em cursos que eu sei que há anos não têm saída profissional? Para papá se orgulhar de menina doutora, para país ter boa estatística na formação?

 

            Como ouvi hoje de manhã na rádio, não é uma geração á rasca, mas um país inteiro à rasca.

publicado por antiego às 15:57
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Sexta-feira, 14 de Janeiro de 2011

Cortes Salariais

Hoje de manhã ouvi do debate TSF um senhor a afirmar que os cortes salariais são irracionais. Estava à espera que ele falasse do rendimento per capita, e assim o fez.

Algo que eu já tinha pensado. E pensei porque me toca a mim. Se eu fosse solteiro talvez nem pensasse neste assunto.

 

Pensemos em duas situações:

 

1 – Homem solteiro ganha 1700 € e sofrerá um corte de 3,5%.

 

2 – Agregado familiar de 6 pessoas ganha 5100 € e sofrerá um corte de 10% (o máximo).

 

Já não somos crianças para ver as coisas em absoluto. As coisas vêem-se em termos relativos. O homem tinha um rendimento per capita de 1700€, a família tem um rendimento per capita de 850 €. Ou seja, cada elemento da família ganha metade do que o homem ganha e vai levar um corte que é o triplo do que homem.

Os valores dos rendimentos que falo são em bruto. A família, em rendimento bruto absoluto ganha o triplo do homem. Mas em rendimento liquido ganha menos do triplo. Isto porque o seu escalão de IRS é maior. Mais uma vez, também no IRS não há a noção de rendimento per capita. Há o coeficiente conjugal, seria mais justo haver o coeficiente familiar como há na França.

 

Como se não bastasse, esta família há meses atrás recebia abono de família, no 5º escalão. Agora cortaram-lhe o abono de família. Um crime social como uma vez vi escrito.

Por estas e por outras é que este governo é acusado de ser o que mais atacou a família em Portugal.

 

Já tínhamos das mais baixas natalidades da Europa. Como será a população Portuguesa daqui a 40 anos? Bem, os poucos jovens que vão haver, penso que estarão mais habituados a poupar.

Segunda-feira, 15 de Novembro de 2010

Alguém faria melhor

Bem, vou dar a mão à palmatória relativamente ao meu post Nem eu Faria melhor.

 

O que eu gosto no canal Q é eles entrevistarem gente da vanguarda. È gente com outras ideias, mais à frente, e sem o arreliante “politicamente correcto”.

 

Numa dessas entrevistas, sobre o orçamento do estado, ouvia um ilustre desconhecido a dizer qualquer coisa como:

 

- Eles impõem estas medidas dando-as como inevitáveis. Mas não são inevitáveis! E o negócio da PT porque não foi taxado pelas finanças, o que daria 900 milhões de euros de impostos?

 

E deu mais 1 ou 2 exemplos. Foi só aqui que eu percebi aquele cliché “São sempre os mesmos a pagar”. Porque toda a gente diz isto e ninguém explica que outros podem pagar e em que situações, excepto os casos do pessoal com negócios que esconde que foge aos impostos escondendo a facturação. Quanto a estes, não há muito a fazer, a não ser apertar com a fiscalidade e administrar multas pesadíssimas.

 

Não obstante, o meu pensamento era correcto (só que insuficiente). Tirar 10% ao pessoal com salários mais ricos, não mexendo nos salários dos mais pobres, faz muito sentido social. Ainda por cima mais criando o novo escalão de IRS a 45%.

 

O mais arreliante é o corte nos abonos de família. Isto é o fim.

Família, com um filho, que ganhe cerca de 1250 euros brutos, não tem direito a abono de família. Devem estar a brincar.

publicado por antiego às 21:49
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Sexta-feira, 22 de Janeiro de 2010

Coeficiente Familiar Francês

            Consultando este documento pdf:

 

            Para quem não sabe para o que serve o coeficiente conjugal, lê-se:

 

<< O legislador português, por sua vez, adoptou o sistema de coeficiente conjugal, ou seja, para efeitos de determinação da taxa divide-se por dois a soma de rendimentos da família e, após aplicar a taxa resultante a metade dos rendimentos, volta-se a multiplicar por dois para chegar à colecta de IRS.>>

 

            O Coeficiente familiar funcionaria do mesmo modo: dividir a soma pelo coeficiente familiar, e após aplicar a taxa de IRS resultante, voltar a multiplicar pelo coeficiente familiar.

            Os franceses cometem esta loucura (lendo na mesma página):

 

<< A solução poderia ser, à semelhança da opção francesa, definir um coeficiente familiar que resultasse do número de elementos que constituem o agregado familiar. A título de exemplo refira-se o actual sistema de tributação francês: para efeitos de determinação da taxa, o rendimento tributável é dividido por um certo número de partes da seguinte forma: por um se for um só sujeito passivo, por dois se se tratar de um casal sem dependentes, por 2,5 se o casal tiver um dependente, por 3 no caso de dois dependentes, e por 4, 5, 6, etc se o casal tiver a seu cargo 3, 4, 5, etc dependentes. >>

 

            Para começar, nem é preciso tanto. Porque esta merda iria dar um rombo do caraças no pobre estado português, inibindo a criação de muitos jobs for the boys.

 

            Vamos imaginar que o estado português define como meta que cada casal tenha 3 filhos. O IRS apoiará o casal até aos 3 filhos e depois deixa o casal por sua conta e risco, para o resto dos filhos. Em caso de o casal ter mais de 3 filhos, sempre sobram os restantes apoios, como a segurança social.

 

            Em vez de definir, como no caso francês, que cada filho representa a soma de 0,5 no coeficiente familiar, que sejam 0,1 apenas. E como o estado só apoia até aos 3 filhos, o máximo coeficiente familiar seria apenas 2,3.

 

            Só isto seria muito mais justo e sensato que a palhaçada do coeficiente conjugal do CDS (ver post anterior). Aquilo é uma farsa, não é nenhum coeficiente, é uma simples percentagem.

 

            Seguindo a tabela de escalões de IRS de 2008.

 

Rendimento colectável

Taxa 

Parcela a abater

 Menos  de  4 639 €

 10,5 %

-

 4 639 €  a  7 017 €

 13,0 %

115,97 €

 7 017€  a  17 401 €

 23,5 %

852,77 €

 17 401 €  a  40 020 €

 34,0 %

 2 679,86 €

 40 020 €  a  58 000 €

 36,5 %

 3 680,36 €

 58 000 €  a  62 546 €

 40,0 %

 5 710,39 €

 62 546 €  e  mais

 42,0 %

 6 961,31 €

 

 

            Dê-mos como exemplo uma familia com marido, mulher e 3 filhos.

 

1º Rendimento = 1000 euros brutos cada um ó 28 000 € anuais.

 

            Precisamos de deduzir as contribuiões para a segurança social para atingir rendimento colectável, que são 11% do salário. 28 000 – 3 080 = 24 920.

 

            Como o coeficiente conjugal é 2, dividimos o valor por 2:

 

1)      24 920 € : 2 = 12 460 €

2)      Aplicar taxa de IRS => 12 460 * 0.235 (23,5%) = 2928,1 (ver na tabela, em que valores está compreendido o nosso valor calculado).

3)      Subtrair parcela a abater => 2928,1 – 852,77 = 2075 €.

4)      Multiplicar de novo pelo coeficiente => 2075 x 2 = 4150 euros.

 

            Este é o valor que a familia pagaria de IRS, o que é igual a que um casal sem filhos pagaria.

 

            Seguindo o coeficiente familiar = 2,3 (1 por conjuge e 0,1 por filho):

 

1)      24 920 € : 2,3 = 10 834 €

2)      10 834 x 0.235 = 2 546

3)      2 546 – 852 = 1 694

4)      1694 * 2,3 = 3 896

 

            A diferença entre o anterior 4150 e 3896 é 254 euros. Dividindo por 14, dá 18 euros a mais por mês no salário.

 

            Bem, isto foi mais para ensinar quem não sabe calcular o IRS, a fazê-lo.

 

            O que interessa aqui é que há uma maior justiça e razoabilidade na cobrança de impostos atendendo ao rendimento per capita, do que um que não tem em conta o número de pessoas que vive á custa desses rendimentos.

            Dentro do IRS, como se poderia ir buscar o dinheiro perdido pelo estado? Aos mais ricos. Baixar os limites inferiores dos escalões maiores e quiça criar uma taxa de 45%. É caso para um grande estudo estatistico e matemático, a nivel nacional.

 

 

            Bem, na verdade, agora que vejo bem as contas, neste sistema francês, o que proponho, quem ganha mais vai acabar por beneficiar mais. Mas isto é que é um verdadeiro coeficiente !!!

 

            Isto da natalidade, da familia e de criar filhos pode ser visto na perspectiva desta página do CDS. Não concordo com o coeficiente familiar do CDS, mas concordo com o conceito coeficiente familiar.

 

            Trata-se de fortalecer a classe média, não a penalizando na natalidade.

            Nos depoimentos da página do link referido, pode-se ler o texto de André Ribeiro de Faria, que começa com as seguintes linhas:

 

<< Para a maioria dos casais, é um custo de oportunidade ter filhos. Ou porque deixam de ter dinheiro para consumir, tempo para fazer outras coisas, em suma, é um projecto de vida. Como tal o aspecto cultural tem muita importância na gestão da vida familiar de um casal. Curioso seria verificar que é nas classes mais baixas que a natalidade é maior, ou seja, o problema nao é exactamente financeiro mas sim de custo de oportunidade, que para um casal de classe média é substancialmente maior. >>

 

            O estado não desejará incentivar em demasia a natalidade entre casais que não tenham condições para criar e educar crianças. Isto, sob o risco de proliferarem Frank Gallagher’s. Ou seja, pais absolutamente irresponsáveis que nunca deveriam ter procriado, e cujos filhos vivem à sorte da seleção natural (como ele defende), sendo apenas apoiados pela segurança social.

            Frank Gallagher é uma personagem ficcional da série britãnica Shameless, que na 5ª temporada, tem 6 filhos da sua mulher, 2 filhos de uma namorada posterior ao casamento, e actualmente a sua mulher está grávida do 7º filho. O cromo é desempregado, tem horror ao trabalho (nem o procura), vive da segurança social e passa todos os dias bêbado no pub da zona. Os filhos que se desenrasquem, é a lei da vida.

 

            Para gente como Frank Gallagher, não há muito a perder na vida. Ter filhos ou não ter, não vai alterar nada o seu estilo de vida. Aliás, naquele bairro da série, ter filhos representa mais dinheiro da segurança social.

 

            Mesmo para um casal com um rendimento apreciável de 2 mil euros limpos por mês, ter um filho pode significar ter que comprar um apartamento de 70 m2, em vez de um apartamento de 100 m2. Faço questão de apontar a ironia desta decisão: considerando ter um filho era suposto ter mais espaço em casa, e é quando temos que ter menos.

 

publicado por antiego às 14:25
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Quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010

Coeficiente Familiar do CDS

            A questão é: qual é a familia mais rica. Uma familia com um rendimento de 5 mil euros por mês que tem 10 filhos, ou uma familia com um rendimento de 3 mil euros por mês que tem um filho?

            Por isso existe o conceito de rendimento per capita. A segurança social atribui o abono de familia tendo em conta este conceito, entrando em linha de conta com o nº de filhos para calcular o escalão. O IRS está muito atrás na justiça social.

 

            Em Portugal há o coeficiente conjugal. O rendimento dos casados é somado e dividido por 2. Dá o tal rendimento per capita. Com esse valor vai-se determinar o escalão do IRS. Mas os filhos não existem para o calculo de um rendimento per capita, no IRS. Tudo o que o IRS faz, em relação aos dependentes, é devolver um determinado valor por cada dependente do agregado familiar, tanto a uma familia que ganhe mil ou uma familia que ganhe um milhão de euros.

            Na França existe o coeficiente familiar que tem em conta o nº de dependentes do agregado familiar.

 

            O IRS também tenta ser justo socialmente. Quanto mais se ganha mais percentagem de imposto se paga sobre o valor que se ganha a mais. De facto, quem tem rendimentos suficientes para ter todos os bens básicos da vida e em boa qualidade, como habitação, alimentação, roupa, mais dinheiro para boas actividades de lazer e ainda lhe sobra dinheiro para poupar, deve contruibuir com mais dinheiro para o país.

            A quem ganha pouco deve-se tirar muito menos.

 

            PS e PSD devem ter em conta esta justiça social Robin Hood mas estão-se a cagar se uma familia tem 0, 1 ou 7 filhos.  

            Só o CDS tem este cuidado. Felismente o PSD está a negociar o orçamento de estado 2010 com o CDS, e este ultimo partido tenta fazer vencer este conceito.

 

            Qual é a proposta? O Desconto no IRS, de 0,1% por cada filho, no ano de 2010, com uma subida progressiva até aos 0,5%. Que tal, melhor que nada? Sim, mas melhor que nada pode ser muito pouco.

            Pior que esta misera percentagem é a ausência de justiça social para quem tem baixos rendimentos. Isto está completamente ao contrário – os mais ricos vão ganhar mais com esta lei, ganham mais, e como a percentagem é igual para todos, logo vão pagar menos IRS.

            Isto é ainda pior do que quando o abono de familia era igual para todas as crianças, para todas as familias. Fosse a familia do Belmiro de Azevedo ou a familia da barraca, o abono de familia eram 3 contitos.

 

            É evidente que tem toda a lógica que o coeficiente familiar fosse aplicado à semelhança do coeficiente conjugal. Os rendimentos familiares deveriam ser dividos, talvez de uma forma ponderada, pelo nº de elementos do agregado familiar. Segundo esse valor apurado iria-se determinar o escalão de IRS.

            Os mais pobres seriam mais ajudados.

 

            Qual é o problema do coeficiente familiar, tanto nos moldes do CDS, como nos moldes que apresentei? O Estado perde dinheiro, uns bons milhões de euros. Daí que o CDS proponha também colmatar esse buraco com a redução da despesas. Sim, seria o ideal. Mas o ideal é muitas vezes o Irreal. Muito mais fácil que isso, seria fazer uma reforma aos escalões do IRS e ao seu cálculo. De tal maneira que o estado não perdesse dinheiro com esta ajuda à familia e à natalidade. Resumindo: quem contribuiria para os filhos da nação, acabariam por ser quem não os tem. O IRS aumentaria um pouquito para os trabalhadores sem filhos ou com um filho, e diminuiria para os trabalhadores com mais de um filho.

            Xiça! Isto é uma cena do caraças para se dizer, principalmente vinda de um pai de uma familia com mais de duas crianças.

            E como seria se eu fosse solteiro e não tivesse filho algum?

 

            Os outros têm filhos e ando eu aqui a pagar para a educação deles !! Não, ando eu aqui a contribuir para a educação dos filhos do meu país. Mais a mais, daqui a uns anos vou-me reformar e gostava que a segurança social tivesse dinheiro para a minha reforma. E são estes putos que vão gerar riqueza no país.

            Além de que, como é óbivio, isto seria um incentivo à natalidade.

 

            Demos, agora, um exemplo da proposta do CDS. Uma familia ganha 1500 euros iliquidos por mês (cerca de 1155 euros liquidos, 231 contos). Por cada filho que tenha passa a ganhar mais 1,5 euro por mês, o que dá para comprar um brinquedo na loja dos 300.

 

            É preciso ganhar 5 mil euros brutos por mês para se ganhar mais 5 euros/mês por cada filho que se tenha. É preciso ter 10 filhos para se ganhar mais 50 euros por mês. E tenhamos visão a longo prazo: daqui a 4 anos, passa a ser 0,5% por cada filho.

            Uma familia que ganhe mil contos por mês e invista agora em ter gémeos de 9 em 9 meses, até perfazer 10 filhos, vão começar a ganhar mais 0,5% x 5 mil x 10 = 250 euros = 50 contos por mês !!!

 

            O que o CDS nos quer dizer é: não tenha 1, 2 ou 3 filhos, tenha 10, se ganhar milhares de contos por mês!

 

            Deixemo-nos de merdas, 0,1% é um milésimo. O que significa que por cada mil euros que ganhes passas a ganhar mais um euro pelo teu filho. Para atingires um digno por cento (1%) tens que ter 10 filhos. De quê que estás à espera?

publicado por antiego às 10:59
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Sábado, 9 de Janeiro de 2010

A união de Parceiros

            O PSD apresentou uma contra-proposta ao casamento Gay onde o casamento entre homossexuais se chama união e os conjuges se chamam parceiros. Que engraçado, é como dizer que a cara de um cão se chama focinho, e não cara. Qual é a ideia, um gay pedir a pata em casamento ao futuro sogro? Perdão, ao parceirogro.

 

            Intrigante é a APFN, a Associação de Familias Numerosas Portuguesa, da qual fazemos parte, se envolver nesta questão de corpo e alma. Entre propaganda aos associados, pediam que assinassemos a petição a favor do referendo. Depois haviam uns links para propaganda americana anti-casamento gay, num certo estado dos EUA. Os spots publicitário eram ridiculos, logo, vale a pena ver. Bem, imagino que o receio da APFN seja, como de tantos outros pró-vida e pró-familia, que os gays conquistem o mundo e a familia acabe. Mais vale sermos invadidos por extra-terrestres disfarçados de humanos, à velha maneira da antiga série de ficção cientifica “V”. Descansem, mesmo que o pessoal vire todo gay, e de facto eu próprio já ando preocupado comigo, pois tenho um fraquinho pelo concorrente do Idolos, o Carlos Costa, o futuro da raça humana não está posta em causa.

            Lembrem-se que a vida sempre encontra uma solução, é uma força teimosa à brava. Nós, no futuro, os gays, havemos de encontrar formas de nos reproduzirmos. Barrigas de aluguer, inseminações artifciais. Cada Casal masculino terá, pelo menos, um casal feminino amigo. Assim, dará para trocar bébés. Os dois homens sexuais engravidam as duas mulheres sexuais. No fim, as bichonas dão um dos bébés aos panilas. Bem... isto dava pano para mangas, mas é melhor ficar por aqui, até porque aperecebi-me que cada vez mais os meus posts são longos e não gosto nada disso.

 

            Quanto à APFN, depois de receber mais um mail deles anti-casamento gay a pedir a assinatura da petição, resolvi responder-lhes:

 

“O que vem a ser a isto senão a sequência de videos mais patéticos que alguma vez vi.

Que ideia mais idiota é essa de pôr as coisas de pernas para o ar, afirmando: "O Casamento não tira os direito aos homossexuais".

Devem estar a brincar. Uma coisa é certa: fazem-me sentir vergonha de pertencer à APFN.

Não tenho receio nenhum de os meus filhos virem a conviver com filhos adoptivos de homossexuais, de resto até acho que vai ser enriquecedor para eles aprenderem sobre tolerãncia, estando à frente de preconceitos estupidos.

Mais vos afirmo que uma das nossas filhas é afilhada de um homossexual casado (obviamente num país civilizado que já permite casamentos com pessoa do mesmo sexo).

Ter uma familia numerosa não significa que sejamos tradicionais até à estupidez do preconceito, ao ponto de defendermos a descriminação e não a igualdade de direitos humanos.

São estes os filhos que querem que criemos? Filhos intolerantes que não aceitam as diferenças.”

 

            Agora, quem quiser galhofa a valer, veja os links recomendados pela APFN com o mote “A fim de melhor se perceber as consequências da pretendida redefinição de "casamento"”

 

http://www.youtube.com/cidadaniaecasamento#p/u/4/DQUmRuwVgYQ

http://www.youtube.com/cidadaniaecasamento#p/u/0/i-ftoiIbRyk

http://www.youtube.com/cidadaniaecasamento#p/u/2/FuyRh-WRLBs

http://www.youtube.com/cidadaniaecasamento#p/u/3/Yc5Rgfk82WQ

http://www.youtube.com/cidadaniaecasamento#p/u/1/Aj8cKaID3hc

 

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