"Espicaçar as consciências adormecidas"

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Terça-feira, 18 de Maio de 2010

Portugal no Pelotão da Frente

Procurei a noticia, após as 8 e meia de ontem, e econtrei-a aqui Belém dá luz verde a casamento homossexual.

Receava o veto, afinal o programa de comédia da Antena 3, Portugalex, dá uma imagem do nosso presidente como uma pessoa ultra-retrógrada.

Nesta noticia, pensei: bem, estou bem impressionado com o homem, sim senhor Cavaco, embora seja contra, as eleicões estejam aí à porta, o homem promulgou. Depois li a noticia no Jormal I, em que o Presidente diz promulgou porque está convencido que ela voltando ao parlamento seria aprovada outra vez. Ou seja, foi o receio que o moveu.

De qualquer modo, mesmo tendo a certeza que a lei seria aprovada, na mesma, teria sido uma decisão muito popular.

 

Atentem ao fórum sob a noticia no link acima. Leiam alguns comentários dos leitores. No minimo, 90% são comentários do piorio, do mais reles que há. Os mais comedidos são mesmo aqueles que apenas dizem que não votam mais neste presidente ou até que nunca mais votam.

 

Julgo que a população que tem internet em casa e a usa desambaraçadamente é uma população com mais formação académica, mais jovem, mais mente–aberta, que a população em geral. Se esta população se comporta desta maneira execrável perante o casamento homossexual, imaginem o que pensa a população de todo o país.

 

Segundo estes comentadores é o fim do mundo, é o fim de Portugal, é o fim do povo português. Claro que a maior parte dos comentários são de uma ordinarice atroz, profundamente homofóbicos. Engraçado foi ter encontrado alguns Brasileiros a congratular Portugal e com pena que Brasil ainda esteja muito atrasado. Pois, devem ser os veados. Meus amigos, isto é óptimo para o turismo nacional ! Foi criado um novo segumento turistico em Portugal que é o turismo Matrimonial.

 

O país pode estar em crise, na bancarrota, mas isto foi um raio de sol.

Neste caso até apetece dizer: o povo português não merece os politicos e governantes que tem.

Segunda-feira, 17 de Maio de 2010

O meu filho é Almofadófilo

Será hoje que Portugal dará esse grande passo para os direitos do homem que é permitir o casamento entre duas quaisquer pessoas, livres e maiores de idade?

 

Ou será que, por rumores que ouvi, Cavaco andou a estudar uma forma de vetar a lei do casamento Homossxual?

 

Já agora gostava de saber como está redigida essa lei: Será que haverá algo de genérico como eu disse na 1ª fase deste post, ou será que vem lá descriminado o caso de casamento entre pessoas do mesmo sexo. Esta ultimo caso não faria sentido.

 

Graças a deus eu herdei da minha infancia uma imaginação fértil e nunca vi o casamento como algo católico que só se praticava entre homem e mulher e ainda por cima (IRRA !!!), para fins de constituição de familia.

Quando me dizem que o casamento é só isso, a união entre um homem e mulher, dá-me cá umas faíscas no cerebro. Era como se me dissessem que a adição é uma operação em só dá para aplicar em 2 + 2. Começo a fumegar, duvido das minhas capacidades, julgo-me ingénuo, cai toda a minha fantasia de criança e ilusão romantica de adolescente.

 

Seja como fôr, cá em casa é a devassidão total. Os meus filhos vou crescer num ambiente em que há gatas a casar com porcos, galinhas a casar com jacarés, Bébés que têm um amigo colorido (o elefante azul), bébés que têm um amigo cinzento (o gato), bébés cuja namorada é uma almofada de cetim, bichos da seda homossexuais, etc. Toda a gente pode casar com toda a gente, desde que gostem um do outro.

publicado por antiego às 15:21
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Sábado, 9 de Janeiro de 2010

A união de Parceiros

            O PSD apresentou uma contra-proposta ao casamento Gay onde o casamento entre homossexuais se chama união e os conjuges se chamam parceiros. Que engraçado, é como dizer que a cara de um cão se chama focinho, e não cara. Qual é a ideia, um gay pedir a pata em casamento ao futuro sogro? Perdão, ao parceirogro.

 

            Intrigante é a APFN, a Associação de Familias Numerosas Portuguesa, da qual fazemos parte, se envolver nesta questão de corpo e alma. Entre propaganda aos associados, pediam que assinassemos a petição a favor do referendo. Depois haviam uns links para propaganda americana anti-casamento gay, num certo estado dos EUA. Os spots publicitário eram ridiculos, logo, vale a pena ver. Bem, imagino que o receio da APFN seja, como de tantos outros pró-vida e pró-familia, que os gays conquistem o mundo e a familia acabe. Mais vale sermos invadidos por extra-terrestres disfarçados de humanos, à velha maneira da antiga série de ficção cientifica “V”. Descansem, mesmo que o pessoal vire todo gay, e de facto eu próprio já ando preocupado comigo, pois tenho um fraquinho pelo concorrente do Idolos, o Carlos Costa, o futuro da raça humana não está posta em causa.

            Lembrem-se que a vida sempre encontra uma solução, é uma força teimosa à brava. Nós, no futuro, os gays, havemos de encontrar formas de nos reproduzirmos. Barrigas de aluguer, inseminações artifciais. Cada Casal masculino terá, pelo menos, um casal feminino amigo. Assim, dará para trocar bébés. Os dois homens sexuais engravidam as duas mulheres sexuais. No fim, as bichonas dão um dos bébés aos panilas. Bem... isto dava pano para mangas, mas é melhor ficar por aqui, até porque aperecebi-me que cada vez mais os meus posts são longos e não gosto nada disso.

 

            Quanto à APFN, depois de receber mais um mail deles anti-casamento gay a pedir a assinatura da petição, resolvi responder-lhes:

 

“O que vem a ser a isto senão a sequência de videos mais patéticos que alguma vez vi.

Que ideia mais idiota é essa de pôr as coisas de pernas para o ar, afirmando: "O Casamento não tira os direito aos homossexuais".

Devem estar a brincar. Uma coisa é certa: fazem-me sentir vergonha de pertencer à APFN.

Não tenho receio nenhum de os meus filhos virem a conviver com filhos adoptivos de homossexuais, de resto até acho que vai ser enriquecedor para eles aprenderem sobre tolerãncia, estando à frente de preconceitos estupidos.

Mais vos afirmo que uma das nossas filhas é afilhada de um homossexual casado (obviamente num país civilizado que já permite casamentos com pessoa do mesmo sexo).

Ter uma familia numerosa não significa que sejamos tradicionais até à estupidez do preconceito, ao ponto de defendermos a descriminação e não a igualdade de direitos humanos.

São estes os filhos que querem que criemos? Filhos intolerantes que não aceitam as diferenças.”

 

            Agora, quem quiser galhofa a valer, veja os links recomendados pela APFN com o mote “A fim de melhor se perceber as consequências da pretendida redefinição de "casamento"”

 

http://www.youtube.com/cidadaniaecasamento#p/u/4/DQUmRuwVgYQ

http://www.youtube.com/cidadaniaecasamento#p/u/0/i-ftoiIbRyk

http://www.youtube.com/cidadaniaecasamento#p/u/2/FuyRh-WRLBs

http://www.youtube.com/cidadaniaecasamento#p/u/3/Yc5Rgfk82WQ

http://www.youtube.com/cidadaniaecasamento#p/u/1/Aj8cKaID3hc

 

Terça-feira, 24 de Novembro de 2009

A Irmã do meu Amigo

            Há galanteios muito giros, aliás há bajulações muito giras e corteses. Mesmo sendo uma bajulação, de tão graciosa cai bem. Lembro-me de quando me chamaram á atenção para este facto com aquele mimo que se dá a uma senhora dizendo-lhe que se pensava que a sua filha era sua irmã. É um galanteio-feito, mas soa bem, sendo sentido ou não (ou como dizem os americanos “do you mean it”?).

            Lembro-me de uma vez um amigo me ter dito que gostava de conhecer os meus pais pela curiosidade de saber quem tinham sido as almas que me tinham gerado.

 

            Bem mais que uma vez, tive amigos que me deram um mimo muito giro e doce. Isto deve acontecer por norma. Um tipo conhece outro tipo. Eles vão-se amigando cada vez mais. Com a intimidade falam da familia.Um fala ao outro da sua irmã ou da sua filha. O irmão mais desprendidamente, o pai com carinho e até admiração. O amigo é homem, solteiro e disponivel. De homem para homem, com uma certa conivência, acaba por lhe dizer com convicção:

- Um dia apresento-ta.

            Isto é maravilhoso, meu deus! È o auge da amizade. Ter um homem tão doce para nós que nos parece dizer, isto no mundo dos homens:

- Tu és um gajo tão porreiro e eu gosto tanto de ti que não me importava que saltasses para cima da minha irmã.

            E só apetece responder:

- Abraça-me e dá-me cá um beijo na boca !

 

            E o amor entre os homens acontece. Bonito. Sim ao casamento homossexual.

 

Quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

Homofobia

            Vou escrever um texto para fazer as delicias dos moralistas e aquelas pessoas que gostam de apontar logo falhas, contradições, em que tudo tem que seguir uma lógica certinha.

            Embora eu seja um acérrimo defensor do casamento homossexual, eu tenho a minha boa de homofobia. Eu tenho amigos gays, frequentam o meu lar, já dormi em casa deles, já passei férias em casa deles.

            Faço piadas sobre gays, e até quando me iro com algum tipo pela sua estupidez, sou capaz de praguejar com um “aquele paneleiro”. Aliás, esta era a forma carinhosa que tinhamos, na universidade, de nos referirmos quando um amigo nosso tinha um comportamento menos de amigo ou de alguma maneira o queriamos deitar abaixo.

            Eu tenho uma forte aversão ao acto homossexual masculino, é algo que me choca muito e na realidade, parece-me um pouco contra-natura. Ou seja, tal como os outros homens eu tenho medo da minha homossexualidade e acredito que ninguém é 100% heterossexual. Quando era miúdo e ignorante eu achava a homossexualidade uma coisa completamente contra-natura. Mas, desde o momento em que acho que toda a gente tem algo de homossexual, já não o posso achar absolutamente contra-natura.

            O meu amigo gay uma vez disse-me porque tinhamos nós de achar que o sexo foi criado para procriar e não para ter prazer? Ninguém pode saber para que fim foi criado o sexo. Para mim tem toda a lógica que tenha sido para procriar e o prazer ter sido a forma de fazer com que a vida se perpetuasse. Mas não querendo ser o quadradão lógico, é bastante aceitável que tenha sido criado com os dois fins. Porque há-de um imperar sobre o outro?

 

            Curiosamente, depois de muitas conversas com amigas, constatei um facto: a mulher, na generalidade, tem mais fobia à sua homossexualidade que o homem. Pela minha estatistica pessoal, segundo as pessoas que conheci, a mulher repudia mais prontamente a sua homossexualidade e o lesbianismo do que o homem (não, não façam piadas com o homens lésbicos).

            Mais facilmente um homem aceita a homossexualidade e até a sua homossexualidade, que a mulher.

 

            Aliás, isto lembra-me uma história passada há muitos anos atrás. Nos nossos 24 anos. Estava eu a conversar com um colega meu de apartamento e a sua namorada. Este namoro já tinha mais de 3 anos (mais tarde deu em casamento, filhos, forever). Falavamos de homossexualidade e ela estava muito intrigada em como faziam as mulheres. Pois, os homens está-se mesmo a ver. E as mulheres, não têm nada para meter !!

            Vai daí eu falei em Heterossexualidade. Bolas, não é que não sabiam o que era? Lá tive que os ensinar. E lá  estava ela num processo de assimilição da nova palavra, dizendo coisas como:

- Faz-me impressão esta palavra.

            E vai daí formula um corolário:

- Quer dizer, nós os 3 somos heterossexuais… (Ela sabia que eu queria comer a irmã dela).

             Ao que me apeteceu responder:

- Eu sou, vocês não sei.

Terça-feira, 17 de Novembro de 2009

Referendo, porque não?

            Ontem vi o prós e contras, na RTP 1, sobre o referendo ao casamento homossexual. Ok, eu pertenço à facção que é a favor do casamento, mesmo assim não é que todo o interveniente do eixo do mal (os do contra tal ignóbil casamento) tinha umas trombas de fugir a 7 pés !!! Ou seja, o pessoal do eixo do mal é mesmo o pessoal mais feio e antipático.

            Se eu fosse juíz de tribunal, ao ver uma pessoa a falar com demasiada paixão e raiva, iria desconfiar do juízo dessa pessoa, da sua sensatez. Não me teria tanto crédito do que uma pessoa mais sóbria. Recordo-me também de a grande reportagem de ontem na SIC, sobre a alienação parental que cada vez mais os progenitores preconizam. Ou seja, progentiores alienados, loucos, resolvem alienar o outro progenitor ao seu filho, parecendo isso o seu único objectivo na vida. Estamos a falar de casais divorciados.

            (Cada vez tenho derivado mais nos meus artigos, eu que sou grande defensor de artigos não longos. Já deu para perceber que tenho visto muita TV).

            O primeiro caso que mostrarem nessa reportagem era sobre um caso de um pai que lutava para ver as filhas e chegou a ficar um periodo de 2 anos sem nenhum contacto. De um lado via-se o pai, a falar serenamente, com alguma mágoa. Do outro lado via-se uma mulher que metia impressão. Uma gaja desvairada completamente tresloucada. Olhando para aquela mulher. a maneira brusca com que falava, a raiva que transbordava da sua cara, estavamos concerteza na presença de uma mulher perturbada, doente.

            Cada qual com a sua versão. Nem olhando para outros testemunhos, não era dificel eu escolher, pelo menos, o que melhor me parecia capaz de tomar conta dos filhos.

 

            Voltando aos bruxos do mal que não querem o casamento homossexual, esse acéfalos, portanto. Defendem eles o referendo porque consideram esta uma arma da democracia, provavelmente a sua melhor arma. Sim, o referendo é a coisa mais democrática que existe, o poder ao povo, o povo que decida, o povo que governe. O povo é soberano.

            Esta merda só me faz lembrar a justiça popular. Sim, deixem o povo lincharem os criminosos, fazer justiça pelas próprias mãos.

            O Povo ao governo, referendos para que vos quero. Referendemos, pois então. Nada mais limpido e justo. Eu até já tenho tema para os próximos referendos, pode ser um por cada Domingo:

 

  1. Sim ou não à pena de morte?
  2. Sim ou não à expulsão de todos os ciganos do nosso país?
  3. Sim ou não à castração quimica dos pedófilos?
  4. Sim ou não ao corte de 50% em todos os impostos?

 

            Quanto aos defensores do casamento homossexual, acho que cometeram um erro. Ao aperceberem-se que o maior argumento dos homofóbicos é a directa ligação do casamento homossexual à adopção por casais homossexuais, fartaram-se de repetir que uma coisa não tem nada a ver com a outra. Foi demasiado. Apenas uma vez, um da facção pró-casamento admitiu que as coisas estão intimamente ligadas e falou sobre isso. Os outros, parecem ter medo desse argumento e que esse argumento vá retirar muitos votos. Votos daquele pessoal que possa pensar “quero lá saber se as bichonas se casam ou não, não os quero ver é a educar crianças”.

           

            Não era necessário demarcarem-se tanto da adopção. Na realiadade, uma coisa implica a outro. Eu teria dito que o que estava em discussão era o casamento homossexual, que mais tarde poderia-se abrir a discussão da adopção, admitiria a relação entre as duas e teria afirmado que, pessoalmente, não vejo porque homossexuais não possam adoptar crianças.

 

Terça-feira, 10 de Novembro de 2009

Referendo sobre Casamento Homossexual

            Referendar sobre o Casamento Homossexual é equivalente a chamarem-me a votar sobre o casamento no distrito de Bragança. Nota: eu não pertenço a esse distrito. Como é que eu sou chamado a decidir sobre o destino de outras pessoas?

           

            Referendar sobre o casamento é equivalente a perguntaram-me se eu deixo casar o João e a Maria.

            Se eu tivesse com grandes dificuldades de afirmação e tivesse sedento de poder, muito bem, iria. Ao olhar para a noiva, reparando que ela é muito formosa, não pude suportar a imagem de um casamento feliz, de um homem cheio de satisfação, realizado, com um sorriso de orelha a orelha.

            Que egoismo! Como ousais ser felizes num mundo repleto de sofrimento? Tenho que promover o bem-estar global. Vi-me forçado a impedir aquele casamento.

Segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

Quem quer casar? (2ª parte)

            A questão do casamento homossexual é uma questão de direitos humanos.

 

            Mais que eu acreditar no amor e no casamento, e os defender, defendo a justiça. Se as pessoas não partilham as minhas crenças, tudo bem, até se pode dizer que é uma questão de gostos. Mas, na justiça, tenho que me bater contra as leis que minam a justiça e felicidade humandas. Não é uma questão de gostos, é mesmo uma questão de vida.

 

            Não posso aceitar que a lei descrimine os seus cidadões. Só porque se possa achar os homossexuais aberrações há direito de lhes vedar os mesmos direitos que toda a gente tem ?

            Qual é o teu probelam com o casamento entre pessoas do memo sexo?

            Uns defendem histéricos, que se permitirmos isso, o que se seguirá é a adopçãp de crianças por homossexuais. E qual é o problema? Problema é haver milhares de crianças orfãs que não conhecem a adopção e mais grave que isso, milhares de crianças infelizes e maltratadas pelos seus pais.

            Tu és uma aberração, não estás apto a educar uma criança. Se vocês nem coneguem gerar uma criança, que ridiculo não será tomarem conta de uma. E claro, criança criada por gay vira gay e daqui a bocado eles crescem e multiplicam-se e é o fim da raça humana.

 

            Nós não sabemos nada. O nosso modelo de familia é pai, mãe e crias. Hoje em dia, esse modelo está cada vez menos presente. São as familias monoparentais. Quem nos diz a nós que uma criança não será feliz criada por dois homens ou por duas mulheres? Desde que sejam bons pais e mães, parece-me claro que sim. A não ser que sejam vitimas de chacota na escola.

            Como sou um gajo das ciências, muito matemático, acredito mais numa criança criada por duas pessoas do que por apenas uma. Não terá uma criança criada por 2 homossexuais mais apoio do que uma criança criada numa familia monoparental?

 

            Isto é também a minha defesa da felicidade humana.

 

            Um dos meu maiores amigos é homossxual. Viveu com o seu namorado durante anos e acabou por se casar com ele, num país que o permite, claro. Não há casal mais equilibrado e mais feliz. O meu amigo é o exemplo de pessoa de bem com a vida. E gosto tanto dele que ele é padrinho de uma das minhas filhas. Se no futuro, algo corresse mal, não dúvido que a minha filha mais nova ficaria muito bem entregue a este casal. Eles dariam uns óptimos pais.

 

            Já que sou tão a favor do casamento, de tal maneira que até casamento homossexual eu defendo J e que tal casamentos múltiplos? E que tal um homem casar-se com várias mulheres e várias mulheres com homens? Antes de aparecerem extrapolações gracejosas, claro que no casamento prossupõe-se que seja de mútuo consentimento.

            Ora bem, isto é outro assunto e não quero desenvolver muito. A grande diferença entre estes tipos de casamento e o casamento homossexual é a questão dos direitos humanos.

            Do que se trata aqui não é de conceitos de casamento e amor, mas sim de igualdade de direitos humanos.

            Não me cabe a mim avaliar a viabilidade de casamentos múltiplos. O que não poderia acontecer, seria por exemplo:

- Permitir que o homem casasse com várias mulheres, mas proíbir o casamento de uma mulher com vários homens.

- Permitir o casamento múltiplo, mas proíbir o casamento múltiplo homossexual.

 

            Pessoalmente não acredito muito no casamento de uma pessoa com várias. Tecnicamente as pessoas falam, em relação aos casamentos, de monogamia e poligamia. Homem que casa com 4 mulheres é poligamico. Não acredito nisso. Não ponho completamente de lado este modelo. É possivel um homem casar com 4 mulheres. Não acho possivel um homem amar 4 mulheres.

            O meu conceito de monogamia é romantico e  não sexual.

 

            Bem, para concluir, senão queres casar com um homossexual, deixa-o casar com quem o queira.

 

Domingo, 1 de Novembro de 2009

Quem quer casar? (1ª parte)

            Eu acredito no amor. Sou a favor do amor no sentido mais lato. Sou a favor do amor paternal, maternal, flilial, homossexual, heterossexual, cósmico, colectivo, etc.

            Por consequência, sou a favor do casamento. Numa altura em que o casamento nunca esteve tão desacreditado, eu reafirmo que se deve acreditar nele.

            É moda não se acreditar no casamento e parece ser um sinal de lucidez e maturidade – é nisto que dá as modas intelectuais. É o pessoal defender uma ideia como se fosse seu autor, quando é uma cópia em énésima mão. Pior são os fanáticos das ideias, como uma vez aqui falei dos fanáticos ateus. A frase mais exemplificativa e mais de sainete que ouvi anti-casamento, foi numa revista cor-de-rosa, dita por uma gaja cor-de-rosa:

- Não acredito na instituição casamento.

            Pessoalmente já ouvi colegas meus dizerem que não acreditam no casamento. Curiosamente um deles vive com a companheira há mais de 7 anos e parece ter uma relação sólida (ele é uma pessoa sólida). Já nós ouvimos centenas de pessoas a dizerem que não vão casar e outras que até vão ficar para tias. Aqui é evidentemente uma manobra de defesa. Antes que me acusem de ninguém me querer vou dizer que quero ficar só a vida inteira. Alguns têm mesmo de ficar sós e quando encontram a sua alma gémea não querem dar o braço a torcer, continuando a defender as suas velhas ideologias.

            È uma questão de revolta. Pessoas que se sentiram oprimidas e pouco acarinhadas pela sociedade, revoltam-se contra ela atacando os seus valores, como o casamento. E cai-se nos extremos. Será sempre assim. Há uma moda, surge pessoal do contra, e depois surge pessoal do contra do contra, e com sorte volta-se à forma inicial – mas mais conscientemente.

 

            Eu sou a favor do casamento consciente e até inconsciente. Sim, eu já casei mais para o levianamente, ou tendo isso presente. “E tudo o vento levou” é aquele filme que quando começo a ver não consigo parar, com a esperança que Clarke Gable e Vivien Leigh acabem juntos. Por mais que vejam, eles nunca acabam juntos. Uma das minhas cenas preferidas do filme é quando eles decidem casar por capricho. Eles casam-se para ser divertirem. Acho que a Scarlet chega a afirmar, entusiasmada com a ideia:

- Há gente que casa por amor, dinheiro, etc. Porque não havemos de casar por diversão?

            Ou seja, to have fun. Achei a ideia altamente. E quando me casei pela primeira vez, tinha também isso em mente. Tornei leve o casamento. Se tinha pasasdo tanto tempo solteiro, estava na altura de mudar de estado civil. Estava farto de ser solteiro. Vamos curtir uma de casados. Não é que amasse a minha namorada ou alguma vez a tivesse apaixonado por ela, era uma ideia que me agradava. Vamos tentar.

            Não foi por ter casado mais de ãnimo leve que o casamento deu para o torto. Foi mesmo por causa das discussões e do temperamento demasiado infantil da esposa. A ideia do divórcio partiu dela. Eu opús-me a valer a esse cenário. Cheguei a o adiar. Se tinha casado levianamente, já o divórico eu levava completament a sério. Embora tenha casado também por brincadeira, acreditava no casamento e nunca me passou pela cabeça a separação. Não era por haver umas contrariedades que ía desistir ao desbarato dele. Havia uma filha envolvida. Resisti bastante e lutei pela sobrevivência do casamento. Certa cez, ao contar ao meu confidente as incidências do casamento, o meu amigo concluiu:

- Bolas, mas tu tens muitos mais motivos para querer o divórcio e ela é quem o pede?

 

            Ok, é a minha versão. Independentemente disso, estamos aqui a falar de um gajo que tem inúmeras queixas, e ainda assim acredita que a coisa deve continuar.

            Devido à insistência, acabei por ceder. Comecei a desligar quando disse:

- Se queres o casamento, continuamos, se queres o divórcio, tudo bem também.

 

            Passados 15 meses eu estava casado, outra vez. Desta vez com a noção que a duração do casamento não depende só de mim, mas também da pessoa que escolhemos. E, no primeiro casamento, eu não conhecia bem a peça quando casei com ela.

            Desta vez, conhecia. E acredito mesmo que se uma pessoa não consegue se manter casado com esta pérola, não conseguirá com ninguém.

 

            Uma vez falei com um colega meu que se tinha divorciado há pouco tempo. Era mais um que se referia à sua ex-mulher como “aquela atrasada mental”. Para ele o casameno tinha sido um erro. Nem considero um erro o meu primeiro casamento. Eu disse-lhe que também me tinha divorciado e estava casado outra vez. Ele olhou para mim com cara “O quê, estás a caír nesse erro outra vez?”, ao que eu comentei:

- Então, temos que tentar.

 

Sábado, 31 de Outubro de 2009

A Invenção do Casamento

            Queria deixar aqui claro que não foi a religião católica que inventou o casamento.

 

            Como já disse aqui em Casamento e Adulterio, o casamento existia em todas as civilizações mais importantes.

            Bem antes de aparecerem os cristãos, o casamento já existia. Existiu entre povos em diferentes pontos do globo. O que leva a crêr que o casamento é uma invenção muito antiga (de um povo primordial que depois se espalhou pelos 4 cantos do mundo) ou é uma coisa tão natural no homem, que diferentes culturas, ao longo dos tempos, insituiram-na nos seus costumes sociais.

 

            Eureka!

            Acabei agora de pesquisar na net e o resultado está em baixo transcrito.

            O Casamento é pré-histórico (150,000 AC). A igreja surgiu ontem, a 4,000 AC.

            A acreditar nesta página da internet, a coisa torna-se ainda mais irónica e corrosiva.  Embora sem datas mais precisas que pré-história, o casamento surge antes da religião! Não foi antes da religião cristã, foi antes de qualquer religião. Fará sentido? Se calhar o homem precisa mais de afecto que de fé.

            Foi o Homo Sapiens? Quem sabe senão foi o próprio Austrolopitecuzinhos, de uma maneira muito rudimentar, sem cerimónia?

            É evidente que quando falo em casamento, não é o casamento com cerimónia. É o puro casamento de duas pessoas que escolhem viver juntas o resto da vida ou por um longo periodo. Quem sabe se há 3 milhões de anos atrás, os Austrolopitecus já não se escolhiam entre eles, de uma maneira mais monogamica, formando casais de uma maneira informal?

 


No site Quem inventou:

 

Invenção

Quando e onde

Quem

Por que?

Casamento

Pré-História
Em toda parte

Homo sapiens

O homem começa a comportar-se como um ser social após a era do Plioceno (terciária). Aparecem as primeiras normas e os tabus.

Religião

Pré-História
Em toda parte

Homo sapiens

Separando-se da natureza, o ser humano co­meça a pensar o transcendental.

Enterro

50.000 AC

Homem de Neanderthal

Os homens eram enterrados na própria caverna em que viviam, com comida e seus utensílios.

Igrejas

4.000 AC
Suméria

Sacerdotes

Surgem de sociedades secretas que detinham o monopólio de certos ritos, como o da fecundidade.

Cidades

3.500 AC
Suméria

Sumérios

As inundações obrigavam os sumérios a se agruparem e aproveitarem as águas para irrigar suas plantações.

Fábricas

3.000 AC
Ur e Sippar

Sumérios

Essas cidades produziam objetos para consumo local e mesmo para exportar. Eram verdadeiras fábricas reais.

Escolas

2.500 AC
Suméria

Sacerdotes

Criadas para a formação dos escribas. Ensinava-se administração e economia para o governo das cidades.

Bibliotecas

2.500 AC

Sacerdotes

Geralmente ligadas aos templos, desenvolvem-se nas escolas de ensino superior.

Divisão do tempo em 24 horas

2.000 AC
Suméria

Sumérios

Os habitantes da cidade, devido a sua interação social mais constante necessitavam de divisão rigorosa do tempo.

Divórcio

1.800 AC
Babilônia

Hamurábi

Com Hamurábi aparecem as primeiras leis sobre o divórcio. Mas, seguramente, a prática já era conhecida.

Hospital

600 AC
Epidauro

Sacerdotes

Um dos primeiros templos gregos dedicados à saúde é o de Epidauro. Numa sala especial, os sacerdotes cuidavam dos doentes.

Democracia

510 AC
Atenas

Clístenes

Clístenes retomou o poder em Atenas e fez modificações políticas administrativas ali.

Greve

490 AC
Roma

Plebeus

Os romanos fizeram greve contra os cobradores de impostos, pelo direito de se casarem entre patrícios e pelo voto entre outras coisas.

Escolas públicas

75 DC
Roma

Vespasiano

Ele foi o primeiro a pagar os professores com a verba do tesouro imperial.

Universidade (moderna)

1.000

Paris

Abelardo

A Universidade de Paris nasceu graças a Abelardo que reunia os estudantes que haviam concluído seus cursos, para ensinarem aos colegas menos adiantados.

Lei do direito comum

1176

Inglaterra

Henrique II

Henrique II reorganizou o sistema judiciário. Clarendon e Northampton são considerados os primeiros tribunais civis.

Sindicatos

1699
Newcastle

Mineiros

Organização dos trabalhadores para criarem seguros mútuos contra a doença, velhice e morte.

Escola obrigatória

1717
Prússia

Frederico-Guilherme I

Frederico faz aprovar um decreto que torna o ensino obrigatório.

Seguro-desemprego

1789
Suíça

Cidade de Bâlle

Ai nasceu o primeiro plano de seguro-desemprego, devido ás reações dos desempregados à sua situação.

Jardim da infância

1837
Blankenburg
Alemanha

Froebel

A finalidade dessa escola era permitir que a criança pudesse desenvolver-se de forma natural. Não havia preocupação de prepará-la para os estudos superiores.

Salário família

1918
França

Algumas Empresas

Consistia no emprego de uma parte do orça­mento num fundo, cujos benefícios revertiam em favor das famílias com crianças.

Seguro social

1935
EUA

F.D.Roosevelt

Os velhos, cegos e crianças foram os primeiros a se beneficiarem do sistema de seguro social instituído por Roosevelt.

 

 

 

 

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