"Espicaçar as consciências adormecidas"

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Terça-feira, 4 de Setembro de 2012

Desculpe lá

        Desculpe lá? Que expressão mais pirosa e xunga. Parece um pedido de desculpas por favor: vá, leve lá a bicicleta de eu ter agido mal. No melhor dos casos é uma pessoa timida que evita dizer um "desculpe" com receio da outra pessoa a tomar por coitadinha, fez asneira... "Desculpe" é uma atitude pesadissima, ninguém quer dar assim o braço a torcer, daí que apareceu a moda do "peço desculpa" (uma frase eloquente e requintada, ficando a meio termo: é bem educada sem ser submissa).

        Uma pessoa que pede "desculpe lá", nunca faz merda e raramente comete porcarias, e se algo de errado aconteceu, foi puro engano.

 

        Tudo à minha volta parece ter a fasquia bem mais alta do que eu. Coitado de mim, quando os outros pedem "desulpe lá", eu peço desculpa, quando os outros pedem desculpa, eu peço perdão.

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publicado por antiego às 19:36
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Sábado, 17 de Dezembro de 2011

Há sempre uma 1ª vez

           Há aforismos e frases que nunca compreendi, espero que façam sentido alguma vez na minha vida. Há coisas as quais apenas compreendemos se passarmos por elas. Mas uma dessas frases não é, com certeza, a brilhante "há sempre uma primeira vez”.

          Que frase mais estúpida. Sempre que se fala em qualquer coisa que envolve uma primeira vez, aparece um filosofo a rematar, arrumando com a questão, proferindo que… há sempre...

- Mas que raios!!!! Porque é que há sempre uma primeira vez?!

          Pode não haver, pode nunca acontecer. Provavelmente embirrei com esta frase idiota, em particular, nos anos da adolescência em que não via a minha vez chegar. Bem, na verdade sempre embirrei com trocadilhos e graças cliché de alusão sexual.

          Cheguei à conclusão, com a minha irmã, que estas frases idiotas são ditas porque as pessoas têm que dizer sempre qualquer coisa. São conversa de circunstancia, paleio social. Robots com o audio ligado.

           No outro dia ouvia na Antena 3 uma discussão inteligente entre mulheres, sobre a intelectualidade. Dizia uma que uma pessoa mais evoluída pode passar por lerda. Ela dava um exemplo: se alguém saísse à rua a perguntar ás pessoas o que era o amor, muitas havia que disparariam logo uma resposta pronta e afiada:

- Ah, é fogo que arde sem se ver.

           Quem fala assim não é gago. Uma pessoa mais pensadora, mais autêntica, mais original, teria mais dificuldade em responder a esta pergunta. Poderia atrapalhar-se, hesitar na resposta. Pois, passava por atrasada mental. Ora que cena, mas não sabe o que é amor? Eh eh, se calhar nunca amou.

 

           O cão do meu vizinho passava fome. Começava a uivar de dor e tinha já um aspecto exotérico (perdão, anorético). Então eu comecei a atirar-lhe bifes para o quintal, e até passei a comer papas de aveia. Quando o meu vizinho chegou de ferias ficou fulo de ver o seu cão com obesidade mórbida. Eu não sabia, aquilo fazia parte de um plano de lhe provocar a morte por abandono, e assim receber o seguro de vida. O meu vizinho, por vingança, cortou os testículos ao meu gato e vendeu-o a um restaurante chinês. A polícia andou em campo até descobrir um frasco na gaveta do meu guarda-fatos com os testículos do meu gato. Fui acusado de homicídio sexual em 1º grau. Fui para a prisão, inocente, chuif, e violaram-me lá dentro.

 - Pois. Há sempre uma primeira vez.

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Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 2010

Não Faço Ideia

            Devemos ter adoptado do inglês “I have no idea” ou “I haven’t the slightest idea”.

            Com o tempo tudo se refina, e as expressões cada vez são mais refinadas. Há não é doença maniaco-depressiva mas Bipolar, a ultima é que já não é seguro de vida mas sim seguro pessoal. Como se deve ter chamado quando surgiu, o seguro de vida? Seguro quando morreres?

 

            “Não faço ideia” é uma maneira muito mais elegante de dizer “Não sei”. Não sei demonstra ignorancia, e ninguém que fazer transparecer uma má imagem. Não fazer ideia é não só não admitir que se é ignorante, como ainda ataca o interlocutor insinuando que não sabe nem tem que saber aquela matéria, e quem o sabe deve ser freak. È como se respondesse:

- Foda-se! Ainda tens a lata de me perguntares isso? Como é que queres que eu saiba coisas assim? Acaso pensas que não tenho mais para fazer do que aprender inutilidades? Olha, não precisei de saber essas coisas para me safar e agora estar aqui à tua frente. Ó meu grande inútil, que além de tudo também não sabes o que me perguntas, vai mas é à internet. Desenmerda-te.

 

            Isto também é um “Sei lá”.

 

            O problema é que eu nunca assimlei esta expressão. Nunca a consegui adoptar, embora a achasse airosa.

            È que… eu faço sempre alguma ideia. E custa-me a crêr que as pessoas tenham assim tanta pouca imaginação. Quando alguém diz “não faço ideia”, eu penso sempre:

- Ora, claro que fazes. Deves estar é com preguiça. Pelo menos algum palpite darias. Tens é má vontade.

 

            Perguntei-me o que quiserem, em areas que eu desconheço completamente. Alguma ideia eu vou buscar à minha imaginação. Posso não saber nada de nada, mas faço ideia.

            Vou continuar com o meu ignorante “não sei”.

 

 

 

 

Quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

Depende

            Houve uma moda deveras irritante de pessoas que insistiam em dizer sempre “não” ou, no melhor dos casos “depende”, ainda nós não haviamos terminado o nosso raciocionio. As pessoas não e depende, tinham ainda outros terjeitos pedantes como o gosto pelo rigor. Tudo tinha que ser dito com o máximo rigor, senão éramos logo corrigidos com o sorriso trocista do sábio mor.

            Pensei que eu era o único gajo atento a estas manias, até que vi o sketch hilariante dos Gato Fedorento em “Pessoas irritantes que começam todas as frases com não”.

 

            Há 10 anos atrás, eu e o David apanhavamos estas manias e parodiavamos com elas. Meia volta, quando um de nós falavamos com o outro, começavamos a imitar estes amigos da verdade. Respondiamos não ou depende, e inventavamos uns argumentos patéticos.

- Que horas são?... Ah, são 4 menos 10.

- Não... Depende. Se fôr hora de Madrid, Banguecoque, Cidade do México....

 

            Tinhamos um amigo que era o intelectual máximo do não. Era um tipo castiço, o maior alvo dos nossos sketches. Certa vez alguém estava a ler a biblia na parte do Armagedão. E quando lia:

- ... Os 4 cavaleiros do apócalipse...

- Os 7.

- Os 4.

- Os 7.

- Fosca-se, está aqui escrito, os 4.

- Os 7.

 

            Não valia a pena, era mesmo demais.

           

            Já andava eu tão farto destas “pedantices”, que certa vez, ao saber que um colega meu ía pintar a sua sala, lhe perguntei, numa mesa de 4 pessoas:

- Não digas depende. Quanto fica pintar uma sala?

            O gajo respeitou o meu pedido encarecido e explicou-me o custo de pintar uma sala. Mas não é que, nessa mesa de pessoas, tinha que haver um gajo que logo se encarregou de estragar tudo, rematando a explicação dele:

- E depois depende.

- E depois depende.

 

            Eu tinha expressamente pedido. Se calhar o outro gajo não ouviu.

 

            Se um amigo meu me perguntar quanto custa um apartamento ou um computador, eu digo-lhe 1 valor ou 3. Sei em que franja ele ou nós estamos interessados. Poupo-lhe tempo, poupo-lhe a verborreia, e não conheço tão fundo o mercado para lhe dizer: depende.

 

            Quer dizer... no fundo tudo depende, eu até aposto que consigo começar qualquer resposta a uma pergunta que me façam, com depende, nem que seja:

- Qual é o teu sexo?

 

 

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