"Espicaçar as consciências adormecidas"

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Quinta-feira, 7 de Junho de 2007

Nome que ofereceste ao teu bebé, dir-te-ei quem és

È impressão minha, ou os nomes da moda são, tipo:

Gonçalo, Mateus, Tobias, Afonso, Martim,

Ou seja, nomes arcaicos, esquecidos. Há uns anos estes seriam considerados nomes provincianos, de mau gosto, grande motivo de chacota.

A geração anterior é a geração dos Tiaguinhos. Eu conheci um Tiagão (da minha idade, fora desta moda).

Para menina, é Beatriz. Não podes pôr outro nome.

 

O mais engraçado, é que os “dadores” de nomes, apoderam-se desses nomes. Como se tivessem sido os primeiros a terem essa brilhante ideia, esse extremo bom gosto de escolher esse nome (da moda).

Foi a Adriana Calcanhoto que me ensinou em não ajuizar sobre maus gostos. E ela tem razão. Mas já não posso deixar de criticar a falta de gosto. O nome devia significar alguma coisa. Porque eles significam.

 

            O nome que se põe aos nossos filhos é de suprema importância. É mais importante do que a roupa que vestes. É preciso dizer porquê?

            Onde está a imaginação? È de uma vulgaridade até ao vómito pôr um nome da moda, sem qualquer outro motivo. Será que não temos gosto próprio? Seremos cordeiros tacanhos de espírito?

 

            Eu vivi com a geração das grandes Ana Paulas. Elas Criaram-me, tomaram conta de mim. Por isso mesmo, eu queria prestar-lhes um grato tributo. Queria recuperar essa moda perdida. Queria baptizar a minha filha de Ana Paula. Era o nome certo. A minha irmã mais velha é Ana Paula, a nossa melhor amiga é Ana Paula e a própria madrinha é Ana Paula. Deste modo, também iria recuperar uma tradição perdida tão bonita: os afilhados terem o nome dos padrinhos. E recuperar ainda essa velha linda tradição de os nomes passarem de avós para netos. A minha mãe é Ana. È verdade, tu és o teu nome.

Segunda-feira, 4 de Junho de 2007

Geração rasca (outra vez)

Decidi-me por este título porque nada como um bom cliché com aroma maldizente, como cartão de visita.

 Ainda hoje não sei quem criou a geração rasca. Na altura fui lacónico:

- O gajo que chamou a esta geração de rasca é um grande panasca (Só para lhe dar razão).

Resta saber se o gajo contribuiu para a geração rasca, com um filho ou dez.

 O valor de uma geração mede-se, fundamentalmente, pela capacidade de criar a próxima geração. A geração que veio da ditadura e ainda hoje é viva, tem, também, as suas caracteristicas. Era a geração em que os homens que andassem com os filhos ao colo e fossem maridos e pais extremosos, eram rotulados de maricas. Esta era a geração em que os homens casados que não fossem às putas, eram maricas. Esta foi a geração dos novos ricos pós 25 de Abril. Esta é a geração que, em muitos casos, tem um complexo de inferioridade em relação à seguinte, de doutores e engenheiros.

 

 A geração rasca é, naturalmente, uma geração com mais formação que a geração Salazar. A geração rasca é uma geração que anda ao colo com os seus filhos. Esta é a geração que tem outro vocabulário como afecto.

 Já se desmistificou a geração rasca. O pessoal deixou de levar a sério as palavras de um idiota recalcado. Todos nós chegamos à conclusão que todas as gerações parecem ter em comum o paternalismo, desde o antigo Egipto.

 Já me estou a ver, daqui a uns anos, a virar-me para os meus filhos e exclamar irado:

- Eu não sei de que é que vocês são feitos!

 

Havia de ser giro este sinal de senilidade.


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