"Espicaçar as consciências adormecidas"

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Quinta-feira, 18 de Abril de 2013

As Calças cócó

A moda apareceu há pelo menos 4 anos. Não imaginava era que fosse durar tanto tempo. Lembrei-me disto ao ver o novo video do Psy "Gentleman".

Trata-se daquelas calças que parecem que o portador tem um cagalhão ali dependurado entre as pernas. Aquela folga das calças chega a ir quase aos joelhos.

Se a acena é feia e ultrapassa o ridiculo, fica a minha questão: Elas, ao menos, são confortáveis e funcionais? Se a policia aparecer dá para o portador do cagalhão desatar a correr na boa? Ou o cagalhão começa a saltar entre o fundo do pano e o rabo?

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publicado por antiego às 22:30
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Quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

Depende

            Houve uma moda deveras irritante de pessoas que insistiam em dizer sempre “não” ou, no melhor dos casos “depende”, ainda nós não haviamos terminado o nosso raciocionio. As pessoas não e depende, tinham ainda outros terjeitos pedantes como o gosto pelo rigor. Tudo tinha que ser dito com o máximo rigor, senão éramos logo corrigidos com o sorriso trocista do sábio mor.

            Pensei que eu era o único gajo atento a estas manias, até que vi o sketch hilariante dos Gato Fedorento em “Pessoas irritantes que começam todas as frases com não”.

 

            Há 10 anos atrás, eu e o David apanhavamos estas manias e parodiavamos com elas. Meia volta, quando um de nós falavamos com o outro, começavamos a imitar estes amigos da verdade. Respondiamos não ou depende, e inventavamos uns argumentos patéticos.

- Que horas são?... Ah, são 4 menos 10.

- Não... Depende. Se fôr hora de Madrid, Banguecoque, Cidade do México....

 

            Tinhamos um amigo que era o intelectual máximo do não. Era um tipo castiço, o maior alvo dos nossos sketches. Certa vez alguém estava a ler a biblia na parte do Armagedão. E quando lia:

- ... Os 4 cavaleiros do apócalipse...

- Os 7.

- Os 4.

- Os 7.

- Fosca-se, está aqui escrito, os 4.

- Os 7.

 

            Não valia a pena, era mesmo demais.

           

            Já andava eu tão farto destas “pedantices”, que certa vez, ao saber que um colega meu ía pintar a sua sala, lhe perguntei, numa mesa de 4 pessoas:

- Não digas depende. Quanto fica pintar uma sala?

            O gajo respeitou o meu pedido encarecido e explicou-me o custo de pintar uma sala. Mas não é que, nessa mesa de pessoas, tinha que haver um gajo que logo se encarregou de estragar tudo, rematando a explicação dele:

- E depois depende.

- E depois depende.

 

            Eu tinha expressamente pedido. Se calhar o outro gajo não ouviu.

 

            Se um amigo meu me perguntar quanto custa um apartamento ou um computador, eu digo-lhe 1 valor ou 3. Sei em que franja ele ou nós estamos interessados. Poupo-lhe tempo, poupo-lhe a verborreia, e não conheço tão fundo o mercado para lhe dizer: depende.

 

            Quer dizer... no fundo tudo depende, eu até aposto que consigo começar qualquer resposta a uma pergunta que me façam, com depende, nem que seja:

- Qual é o teu sexo?

 

 

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