"Espicaçar as consciências adormecidas"

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Segunda-feira, 20 de Dezembro de 2010

E se não houvesse Natal?

Idiotas são os intelectuais do Natal. Aqueles que dizem coisas como “O Natal é uma grande hipocrisia” e atacam o consumismo do natal, etc. Uma vez via uma série nacional onde uma tipa falava com um antigo namorado que era muito menaço:

- Então, ainda és contra o natal e essas coisas?

Pois, devia ser um gajo muito verde e cheio de princípios.

 

Mas qual é o raio do anormal que é contra o Natal? Devem ser os mesmos que detestam crianças, flores e prados verdejantes.

 

Graças a deus, na casa dos 40, ainda tenho espírito natalício e acho que é a festa mais bonita de sempre. Ainda me recordo de há 3 anos dar um passeio a pé à noite, pelo meu bairro e ficar encantado com as luzes de natal que via nas casas domésticas.

Estamos em crise, é certo, mas cortar totalmente com as luzes do natal citadinas, parece-me um pouco criminoso. Podem reduzir para metade ou para 20%, mas por favor não assassinem o natal.

Se o natal é consumismo e materialismo? Não, isso são as pessoas. Meu! Temos que dar prendas, temos que dar regalos. E não é preciso gastar uma fortuna nisso.

Se as pessoas são hipócritas no natal? Hipócritas porquê? Por andarem bem dispostas?

 

O Natal é magia, é felicidade. Não me é possível imaginar a humanidade sem ele. É comunhão, o grande ponto de encontro (fora casamentos e funerais). Quando toda a gente se lembra de toda a gente. Prémio Nobel da paz ao Natal.

 

Não é à toa que se inventaram máximas como “Natal é quando o homem quiser”. Eu, por volta dos meus 12 anos, escrevi “No Carnaval ninguém leva à mal, no Natal ninguém faz mal”.

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Domingo, 29 de Novembro de 2009

Poder Maternal

            Há 2 semanas passou uma reportagem na TV sobre as mães divorciadas que alienam os pais aos seus filhos. Ou seja, é a mãe divorciada que faz tudo para cortar a relação que o filho tem com o pai, ou chamemos-lhe desvinculamento. As tácticas usadas são das mais baixas que vão desde impedir o contacto entre pai e filho, simplesmente evitando encontros com o pai, ou meter minhocas na cabeça ao filho fazendo-lhe ver que o pai não presta.

            A conclusão desta boa reportagem é que as mães têm a faca e o queijo na mão. Fazem o que querem e saiem completamente impunes. Os pais, senão pagam a pensão de alimentos vão para a cadeia.

 

            Isto tem que mudar. Que se pode fazer em relação a uma mãe insidiosa que vive a envenenar o filho contra o pai? Esta é a parte mais dificil. A solução que vejo é arranjar forma de as mães serem avaliadas por um psicologo. Como serão avaliadas e a propósito de quê, é que seria uma coisa de estudar. Não precisa de ser uma coisa ostensiva. Por exemplo: anualmente, agentes da segurança social, psicologos, assistentes sociais, fariam uma entrevista à mãe e filho à laia do estado acompanhar a educação da criança. Podemos ir mais longe e requerer que filhos de pais divorciados sejam acompanhados, ainda que esporadicamente, por uma unidade de pedo-psiquiatria, visto tratarem-se de crianças potecialmente de risco. Quando um pedo-psiquiatra avalia uma criança também está a avaliar a mãe.

            Falo disto porque na referida reportagem, a mãe entrevistada era obviamente uma mulher perturbada e doentia.

 

            Quanto à mãe impedir o convivio entre o filho e o pai, a coisa é muito mais simples. Numa regulação tipica de poder paternal vem além da pensão de alimentos, os periodos em que o pai tem direito a estar com a criança. Normalmente um fim de semana de 15 em 15 dias e o natal ou passagem de ano, em anos alternados. O que acontece na realidade? A mãe, apetece-lhe, porque anda mal-humorada ou porque se sente encornada de o ex-marido (lol,  ou ex-pai) ter arranjado outra mulher, não levar a criança ao pai um fim de semana ou outro, ou o natal. No caso da reportagem o pai não via os filhos há cerca de 2 anos.

 

            Como contornar esta situação? Deixar tudinho preto no branco. Ficar ditado da regulação do poder paternal tudo ao pormenor. Não é que tenha de ser seguido à risca, mas é o que vale por omissão. Concerteza que entre pais que se dão bem ou pais civilizados, tanto rigor não será necessário. Muitas vezes dará jeito trocar um fim de semana com outro ou até o natal.

            Os contractos, as regras escritas no papel, existem para quando as pessoas não se dão bem e não conseguem chegar a acordo. Neste caso o pai ficaria protegido. Senão vejamos:

            Fins de semana com o pai. Sim, mas quais fins de semana? Tem que ficar explicito. As semanas são numeradas, embora nós, os portugueses, não usemos muito essa numeração. Tem que ficar, por exemplo, que o pai tem direito a ficar com o filho os fins de semana das semanas impares. Do mesmo modo, por exemplo, o pai tem direito a passar o natal com o filho todos os anos par, e as passagens de ano nos anos impares. Também deve ficar estipulado quem entrega o filho a quem, quando (dia e hora exactas) e aonde.

 

            Face a isto, não havendo bom entendimento entre os pais, caso a mãe falhe com o acordado de não aparecer ou não estar para o fim de semana do pai, o pai poderia dirigir-se a uma esquadra da policia para reclamar o filho – caso pensasse que a mãe estaria a agir de má fé. A policia procederia ás diligências para o filho aparecer para o fim de semana com o pai. Porventura começaria por telefonar à mãe notificando-a que o pai estaria ali à espera do seu filho, convidando-a a entregá-la. Claro que a mãe poderia se defender argumentando que sim senhor, foi a casa do marido, mas ele não se encontrava lá. Isso pouco importa, já são pormenores. Se um ou outro está a mentir, já é uma coisa entre eles. Se quiserem metam-se em tribunal, arranjem testemunhas, matem-se.

            O objectivo aqui é assegurar que a regulação do poder paternal é cumprida, ou seja, entregar a criança ao pai. Ao interesse da criança e ao direito do pai.

 

             De outro modo, as mães poderão continuar a cantar:

- I´ve got the Power!

Terça-feira, 25 de Novembro de 2008

PS: Inacreditável

            Quem não tem filhos não sabe disto:

 

1)      Por cada filho no agregado familiar, o beneficio no IRS de um casal, é de cerca de 50 euros por ano. Sabendo quanto o estado dá de abono de familia, isto é o equivalente ao estado dizer: “NÃO TENHAM FILHOS”.

 

2)      Os pais não casados (solteiros ou divorciados) podem deduzir a pensão de alimentos no IRS, o que pode equivaler a um beneficio de mais de uma centena de euros por mês.

 

            O estado quer dizer: “Multiplicai-vos e divorciai-vos”.

            O estado mata a familia e os filhos, numa altura em que os peritos chamam à atenção para os perigos da baixa natalidade actual e dos seus resultados catrastróficos, caso não se melhore a situação. Toda a gente aconselha os estados a incentivar a natalidade. O estado português parece estar a cagar-se para isso. O que interessam são os resultados imediatos.

 

            A Associação de Pais de familias numerosas (APFN) já há muito vem chamando à atenção para esta gritante injustiça, e da grande ironia de pais divorciados serem bem mais beneficiados que os pais casados. O que ser pretende? Beneficios iguais para os pais casados.

 

            Há uns meses atrás, quando me apercebi desta realidade e da pretensão da APFN, disse a brincar:

- É fácil: retirem o beneficio aos pais divorciados.

            Esta ideia é filha da ideia de haver uma sociedade sem classes, em que todos os cidadões sejam iguais, o que pode ser obtido tornando-os todos pobres e miseráveis.

 

            Pois bem, hoje no DN, pode-se comprovar que com os politicos que temos, trabalhar no contra-informação é a coisa mais fácil que há:

 

Divorciados vão pagar mais IRS

 

Vamos ao IRS, o imposto sobre salários e rendimentos, dos divorciados. A proposta socialista elimina a actual dedução da pensão de alimentos no imposto, pela totalidade (ao rendimento colectável). Caso a maioria socialista aprove a proposta, em 2009 serão possíveis deduzir à colecta apenas 20% da pensão de alimentos. "À colecta devida pelos sujeitos passivos", refere a proposta do grupo parlamentar do PS, "são deduzidas 20% das importâncias comprovadamente suportadas e não reembolsadas respeitantes a encargos com pensões de alimentos a que o sujeito esteja obrigado por sentença judicial (...)".           

 

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