"Espicaçar as consciências adormecidas"

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Domingo, 24 de Fevereiro de 2013

Não depende

Pedi à EDP que me aumentassem a potência contractada de 3,45 kVA para 4,6.

Apareceu-me um man carrancudo e de poucas palavras, tipo cowboy do farwest de mais acção e menos palavras. E eis que resolvo quebrar o gelo:

- Então, 4,6 KW deve dar para mais um aquecedor, não?

- 4,6 KW quer dizer que dá para 4600 W.

 Graças a deus o gajo não me respondeu:

- Depende do aquecedor.

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publicado por antiego às 15:18
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Terça-feira, 12 de Outubro de 2010

Pormenores Pessoais

Uma vez um amigo meu disse a outro, em jeito de tacada “Os grandes homens vêem-se pelas pequenas coisas”.

 

Este aforismo pertence ao rol daqueles que soam bem mas eu nunca concordei com eles. São os meus preciosismos. É certo que em tudo o que fazemos mostramos a nossa personalidade, mas acho que os grandes homens topam-se mais é pelas grandes coisas. O resto é pormenores de classe.

 

Certa vez um colega meu contava uma rábula matemática, daquelas que no fim o resultado não bate certo, mas em que somos levados por um raciocínio falacioso. Estas rábulas são realmente engraçadas e curiosas. Pese embora a sua graça, eu expliquei em que ponto do conto o raciocínio falhava. O contador não aceitou a explicação e continuou-se a rir das palavras bem-falantes e simples que derrotavam e zombavam dos dogmáticos números.

Eu não me lembraria deste episódio se o contador não fosse um licenciado em engenharia.

 

Anos mais atrás, um conhecido meu comentava entusiasmadíssimo a final da taça dos campeões entre o Bayern de Munique e o Manchester United. O homem estava em êxtase, nunca houvera visto um jogo tão fabuloso de futebol espetáculo. O futebol tinha atingido a sua expressão máxima naquele jogo sublime de emoção em que o Manchester a perder 1-0 a poucos minutos do fim, virava o resultado e sagrava-se campeão europeu. Ao que um dos seus interlocutores lhe respondeu com um ar mais comedido e menos histérico:

- Tem uma piada do caraças: Uma equipa andar a massacrar a outra durante 90 minutos e perder a taça em 2 minutos.

 

Este último andava a estudar para Juiz.

publicado por antiego às 14:45
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Quinta-feira, 17 de Dezembro de 2009

o Gesto é tudo

            Um homem conhece outro e simpatiza com ele. Passam a conviver frequentemente. O homem, indaptado socialmente, vê uma óptima oportunidade de fazer um amigo. Diverte-se com ele. O seu novo amigo vai repetindo, vezes sem conta, coisas do género:

- Arre, o meu prédio está a perder qualidade, já tem inquilinos negros.

- Deviam criar uma ciganalandia, como criaram Israel, e mandar para lá todos os ciganos!

            O homem não faz caso. São desabafos. Um dia, uma pessoa do circulo social do homem conhece o novo amigo dele. Mais tarde comenta-lhe:

- Este gajo é cá um racista de primeira.

            O homem apercebe-se, põe-se a pensar. É inadmissivel ter um amigo que é racista, isso não, não pode passar. E acaba com a amizade.

 

            Uma mulher queixa-se do marido a uma colega. Episódios desastrosos vão sucedendo. Ele estoira o dinheiro em compras supérfluas, é agressivo, não se importa com os filhos, chega tarde a casa, arma discussões. A  colega já conheceu o marido e ele é uma simpatia. Também convencida que aquilo é um exagero, e que toda a gente exagera nas coisas más, a colega confidente adopta uma atitude apaziguadora e de fé. Tudo vai correr bem, são coisas que acontecem, ele há-de melhorar, é preciso acreditar, ele até é boa pessoa, tem defeitos como todos nós.

            Um dia a mulher abre-se mais um bocado e revela:

- O meu marido é alccólico.

            A colega deixa de pôr àgua na fervura.

 

            Há pessoa para quem as palavras têm um peso enorme. Nada como rótulos. A mente posta obcecada nas palavras, as palavras a cegar a mente.

             Há até gente que se eu disser:

- Olha, vou-te dar 50 euros.

            E eu lhes estender uma nota de 100 euros, se lhes perguntarem quanto eu lhes dei, vão responder 50.

 

            Se perguntarem uma indicação e alguém ao apontar, com o braço, para o lado direito disser “vire à esquerda”, para que lado é que vocês vão?

Quarta-feira, 4 de Março de 2009

É como na Tropa

            A conversa que vou relatar neste artigo é mesmo veridica e prova como Ninguém Ouve Ninguém, sobretudo se já se tem uma ideia forte na nossa cabeça e essa ideia é aquela que é mais gira, para nós. Ou seja, nós só ouvimos o que queremos ouvir.

            Vem um gajo da cidade do Porto para Lisboa e tiram-nos logo a fotografia:

- É um desterrado, coitado. Emigrou para lutar pela vida e está mortinho por voltar para a sua terra.

            Já andava há uns bons meses na empresa, sem nunca manifestar algo que contribuisse para a imagem de desterrado que muitos conceberam nas suas cabeças, do tipo do Porto.

            Eis que, me dão a oportunidade de falar sobre Lisboa e a minha vida por cá. Um colega de trabalho senta-se comigo a tomar café:

- Então, vais os fins de semana ao Porto, não é?

- Hmmm, vou alguns.

- Pois, é como na tropa.

- No máximo, vou de quinze em quinze dias.

- Sim, é como na tropa.

- Às vezes estou um mês sem ir. Tenho cá grandes amigos, por isso nem estranhei estar em Lisboa.

- Pois, é como na tropa.

- Eu gosto da cidade de Lisboa. É diferente da do Porto.

- È como na tropa.

 

            Enfim, por mais que eu dissesse ao homenzinho, na cabeça dele eu era um pobre desterrado que passava sacrificios em estar no estrangeiro. O pessoal curte largo as desgraças dos outros e por isso não está receptivo a ouvir relatos de boa vida. O gajo nem me ouvia a falar, ficou compenetrado com a minha má sorte de emigrante. Isto foi por altura do primeiro Big Brother. Não deixei de achar engraçado ele repetir vezes sem conta “é como na tropa” como o concurrente Telmo o fazia.

 

            Isto foi tão gritante, que não pude deixar de extrapolar esta conversa. Imaginei a continuação dela:

- Lisboa é uma cidade maravilhosa, o que andei eu estes anos todos a fazer no Porto !!

- È lixado não é?

- Bolas, nestes 8 meses em Lisboa, já comi mais gajas do que em 20 anos no Porto. Tenho 3 namoradas e não sei qual delas é a mais boa.

- Lá está, é como na tropa.

- Abri uma casa de comércio com um gajo e esta cena deu tanto que já estamos a pensar em abrir mais duas.

- Roer roer, é como na tropa.

- Os ares de Lisboa fazem maravilhas!

- Olha, deixa lá, um dia hás-de voltar para a tua terra. É a vida.

 

 

 

Terça-feira, 3 de Março de 2009

Ninguém Ouve Ninguém

            Cada um de nós vive no seu mundinho, com os seus preconceitos, ideias feitas e convicções. As nossas certezas em forma de sabedoria fazem parte da nossa personalidade e através delas nos afirmamos.

            Analisar e estar aberto a novas ideias dá um trabalho do camandro. As nossas catalogações, preconceitos,  e esquemas de raciocinio facilitam-nos bastante a vida. Não temos tempo nem paciência para andar a reformular a informação do nosso disco duro. Quem lê o contracto de um seguro de vida? Apresentam-nos uma apólice com 6 páginas e nós pedimos para resumir e acreditamos no vendedor. Vivemos a 200 á hora.

            Da mesma maneira nós actuamos quando conversamos com alguém. Graças à nossa capacidade de prever o futuro, mal a pessoa abre a boca e diz duas palavras, nós já sabemos o que a pessoa vai dizer nas próximas duas horas. Poupa-nos trabalho e paciência. Isto de ouvir é extremamente cansativo e enfadonho. Quem já não foi interrompido quando proferiu duas palavras? Isto porque a pessoa que ouve presumiu logo o que iriamos dizer e antecipou-se inteligentemente, adiantando a conversa, dizendo aquilo que ela pensa que seria o mais válido.

 

            Nós sabemos tanto e tanto e estamos tão batidos nesta vida, que já sabemos o que o nosso interlocutor vai dizer. Ainda era um poupanço maior de tempo dizermos:

- Eu já sei o que vais dizer…

- Ok, tu vais dizer que blá blá, e eu vou responder…

            Nunca a humanidade foi tão sábia. Todos nós conhecemos quase perfeitamente a alma humana e ainda mais as pessoas com quem lidamos diariamente. E não é gira esta ideia romanticamente? Ela nem precisa de falar que eu já sei o que lhe vai na alma.

            O homem tem a capacidade de sistematizar as suas acções. Um vendedor de apartamentos atende 8 clientes por dia. Cria o seu cliente tipico. A certa altura o cliente nem precisa de falar, que ele já sabe o que cliente pensa.

 

            Com este poder extra-sensorial de telepatia que adquirimos, para quê ouvir?

 

            Nós sabemos que estamos é interessados naquilo que temos para dizer. E pronto, lá temos que aturar o tempo de antena do nosso interlocutor. Ok, eu agora deixo-te falar, palra lá para aí, que já estou aqui a engendrar as minhas rajadas.

            Toleramos a conversa do outro para termos a oportundidade de escarrapachar a nossa sabedoria, os nossos pensamentos, as nossas coisas.

 

            Há a expressão “diálogo de surdos”. Pois bem, isso é mais uma regra que outra coisa qualquer.

            Em próximos artigos, projecto relatar alguns diálogos completamente surreais que já tive a ocasião em participar, ou ser vitima de. São daqueles diálogos que atentaram seriamente à minha sanidade mental.

            O que eu quero deixar vincado é que nós temos a nossa cabeça já feita. E ainda que nos provem que determinada crença nossa é falsa, não há maneira de a tirar. Na altura, até podemos concordar, mas no dia seguinte acordamos outra vez com o velho vicio da nossa anterior sabedoria. As coisa estão bem gravadas na nossa moina.

 

            Isto é assunto para um livro inteiro, de maneira que tive de o encurtar bastante. Não queria deixar de gravar aqui 2 convicções minhas:

 

- Quem muito fala bacurada há-de dizer.

- Quem muito fala, seja a pessoa mais interessante do mundo e possua o dom da palavra, acaba por cansar.

 

            Amigo, se é uma pessoa sábia, se não tem muito para aprender, se não está muito virado para ouvir pessoas a falar e se por sua vez, fala muito e quer transmitir a sua sabedoria, faça como eu: crie um blog.

Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

A Estrela e o Morcão

            Muita gente poderá achar estranho que uma pessoa super-interessante se “case” com uma pessoa choca (expressão que designa uma pessoa sem sal, desinteressante, dull, aborrecida).

            Não, não há engano. Conheço inúmeros casos destes. E acontecem de igual forma para ambos os sexos.

            Conheço homens extraordinários, com uma capacidade enorme de dar, extremamente sociáveis, os mais populares, com um excepcional sentido de humor, que casaram com uma mulher apagada e desinteressante.

            Do mesmo modo, conheço mulheres extraordinárias, com uma energia sobre-humana, que casaram com autênticos morcões.

            Um super-heroi emparelha com um mero humano.

 

            Porque isto acontece com tanta frequência? Não vou muito pela tanga que os opostos se atraiem. De qualquer modo, sendo os super-herois bastante expansivos e faladores, dá mais jeito que tenham alguém inclinado para os ouvir.

            Isto acontece sobretudo porque essas pessoas extraordinárias vivem de bem com a vida, já nasceram felizes. Esses foras-de-série amam todos os destinos. Estar com esta ou aquela pessoa não faz muita diferença, eles fazem a festa sózinhos.

            Parece pobre e cru, mas é assim: gostam das pessoas, se o destino lhes entrega uma pessoa luminosa ou uma mais apagada, seguem felizes. São pessoas muito independentes.

 

            Claro que nem todos os extraordinários casam com chocas, mas se virem uma pessoa extraordinária é beira de um morcão, não estranhem. É quase como que podia ser aquele ou outro qualquer :-)

            De qualquer modo não julguem muito severamente o morcão, porque sabemos lá das qualidades dele que não se vêem à vista desarmada e que a extraordinária conhece e a encanta ( mas mais uma vez, se calhar encanta-se com tudo, com a vida, com a mais pequena coisa :P – o mérito está no super-herói)

              Hmmm, mas também é verdade que à beira de uma estrela, todos nós parecemos mais apagados e mortais.

 

 

Sexta-feira, 14 de Novembro de 2008

Gostar Muito

            Estive a avaliar as exteriorizações dos sentimentos, de que fui testemunha ou tive conhecimento, das pessoas em relação à sua cara metade, conjuge ou great companion.

            Não é de esperar que as pessoas falem frequentemente dos seus sentimentos mais intimos, mas bolas, acho que a amigos intimos os devem confessar uma ou outra vez, e até àqueles amigos menos confidentes, numa hora de entusiasmo, devem ter sentido a vontade de os expressar. Em menor ou maior grau, as pessoas têm a necessidade de falar sobre si próprias e de partilhar as suas paixões.

            Neste campo, o meu balanço revelou um resultado um pouco pobre ou até mesmo fútil, ou será a minha memória fútil e pouco sensivel a paixões alheias?

            Os grandes elogios que ouvi as pessoas tecerem à sua cara metade, vão pouco além de:

- Eu gosto muito do (da) …

            Eu, que sou um bocado mais exigente com as explicações, acho isto de uma banalidade tremenda. Mas se calhar eu gosto mais um bocado de palavras (e quiça de justificações) que a maioria.

            Falar da pessoa que eu escolhi para namorada ou companheira e apenas dizer:

- Eu gosto muito dela.

            Soa a paixão adolescente e não valoriza em muito a pessoa amada. Quem ama, provavelmente desejará valorizar a pessoa que ama. E dizer apenas que gosta muito dela ou que ela é “espetacular”, não será uma descrição muito personalizada dessa pessoa.

            Ao dizer:

- Eu amo-a tanto.

            Acho que o valor vai mais para quem a ama e pela sua capacidade em amar, do que propriamente para a pessoa que é amada. E realmente, acho que não há muito mérito em sermos amados, o mérito vai quase tudo para quem nos ama. Para nos amarem, basta que sejamos belos ou charmosos.

            Hmmm, agora esta bateu-me a sério: Será que quanto uma pessoa diz que ama muito outra, não será, em muitos casos, uma forma de vaidade? Como quem diz: “bolas, eu sou mesmo bom, capaz de um grande amor, eu é que vivo bem, numa paixão do caneco, e tu?”

 

            Viva o amor personalizado. Ai, eu gosto tanto dela, é mesmo de quem parece gostar de gostar. Temos que gostar de alguém porque essa pessoa é especial, mais que isso, única. Não me basta dizer que gosto muito da minha namorada. Tenho que o justificar. Não quero cair no risco de ter que gostar de alguém.

 

            Das pessoas que me lembro, só a minha irmã e o meu amigo gay, realmente valorizaram a pessoa com quem escolheram viver toda a vida. Falam das suas caras metades com encanto, inumerando as suas principais qualidades e dizendo o quão sortudas foram.

            Está certo que umas pessoas são melhores com as palavras do que outras, mas isso não é desculpa. Só faltava dizer que não há palavaras. Há sim senhor, não é preciso ter tirado um curso superior de linguas para ter palavras para descrever um pouco a pessoa amada.

            Podemos gostar muito de qualquer idiota. São infinitos os casos de pessoas que amam pessoas que não merecem. Aliás, há muitas mais pessoa a amarem quem não merece do que quem merece.

 

            Raro é amar uma pessoa que merece isso e bem mais.

           

            A minha namorada é muito mais do que a pessoa que amo, é uma mulher admirável. Da qual eu me orgulho bastante, com a qual eu aprendo e evoluo, que tem uma alma elevada que eu gostaria de ter. Ela é uma lição de vida, uma lição de alegria, positivismo e optimismo. Ela é Eros. Ela é um modelo. “I wish I was special” – Radiohead.

Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2008

Pessoas Coerentes

            Tenho como certo que quando Oscar Wilde falava de pessoas incoerentes, referia-se a pessoas que não evoluem. Pessoas que, ao longo do tempo, se mantêm com as mesmas ideias, atacanhadas. Ou “só não muda de ideias quem não as tem”.
            Acho que a palavra incoerente é infeliz para definir esta caracteristica. Não sei qual será a palavra original em inglês.
            Para mim a incoerência não é uma pessoa não evoluir. Incorência aplicasse mais à situação em que uma pessoa não é coerente num dado momento (e não ao longo do tempo). Isto costuma se revelar, por exemplo, na distância que vai das palavras de uma pessoa aos seus actos, ou ao que realmente sente.         

            Uma pessoa incoerente para mim, é alguém deprezivel.

        Enquanto pessoas coerentes, são pessoas integras, consequentes, de confiança, com valor.

Quinta-feira, 6 de Dezembro de 2007

Alienação na Carris (ou Carris Alienada)

            Então ía eu no 50, em Lisboa, na parte diante do autocarro. Ele faz a paragem em frente ao Colombo e o motorista ira-se. Tinha entrado um gajo pela porta de saída. Indignado lá barafustou, chamou à atenção. Tinha que sair e voltar a entrar pela porta devida. Não me lembro se ameaçou ficar apeado enquanto tal não acontecesse.

            E qual foi a reacção do povo? Uma parte do povo, morcão como eu, ficou calada, amorfa, não te rales. Outra parte… barafustou, mas com o motorista:

- Vamos lá!

- Vamos lá, homem!

            Sem ajuda nenhuma, sem o minimo de apoio moral até, lá o motorista desistiu de fazer justiça e arrancou.

            Ora Foda-se! Mas que é feito destas gentes? Já não há dignidade, brio, justiça! Anda tudo alienado a querer chegar a casa antes de partir e tudo o que possa significar um atraso de um segundo, irrita e é deitado abaixo.

            Eu assumo a minha cobardia e preguiça. Sim senhor, é uma questão de valores, o autocarro não deveria ter arrancado até que o prevaricador saísse, a não ser que houvesse uma grávida a bordo.

            Já num há valores. Digo e volto a repetir: anda tudo alienado. Esta merda é uma alienação. Lisboa é uma selva. O Sextrip diria que andam todos a tentar se comer uns aos outros (sextrip blog: http://sextrip.blogs.sapo.pt/)

 

Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2007

Mentes Complexas

            O que se passa nos meandros de uma mente complexa? Isto poderia ser um documentário do National Geographic. Não vamos tentar desvendar os mecanismos de uma mente complexa porque isso é impossivel para o comum dos mortais. Restanos apenas divagar sobre esta raça superior e misteriosa:

            Frases antológicas de uma mente complexa

- A minha mente é muito complexa. A minha vida também é dificel. Uma pessoa para optar por umas coisas tem que abdicar de outras.

- Eu sou um pessoa simples, não tenho nada de especial.

             Reparem na subtileza. Ela não disse ser uma rapariga vulgar, mas simples. É a faceta modesta das mentes complexas.

            Ora, para estas bestas, mente complexa é sinónimo de riqueza de espirito. É o oposto de mente simples. Mente simples, é óbvio, é uma mente própria de uma pessoa pobre de espirito. Estas mentes complexas, pela sua riqueza, são grandes candidatas a terem dilemas existenciais, sofrerem de depressões e terem outros distúrbios mentais. Esfreguem as mãos seus psicologos e psicanilistas marotos. Uma mente complexa é extremamente dificel de compreender (é complexa), até pela própria pessoa. Por isso só um profissional pode ajudar a essa compreensão cósmica.

            São muito sensiveis. São uns sofredores desta vida, o que lhes confere uma aura de sabedoria.

            Mas desenganem-se numa coisa, ó mentes superiores… como dizem os psiquiatras, “não entra em depressão quem quer, mas quem pode”.

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