"Espicaçar as consciências adormecidas"

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Terça-feira, 4 de Março de 2014

Tratamento de Psicologia

Já ouvi mais que um caso de determinada pessoa que mudou bastante a sua atitude para com os outros depois de seguir um tratamento de psicologia. Nada a opor a não ser que em todos estes casos a mudança foi para bem pior, ao ponto de começarem a se marimbar para a própia familia. Só faltava ser o velho cliché de culparem a familia por todos o seus traumas de infancia e resolverem que o melhor era afastarem-se da fonte dessas memórias nefastas.Imagino que as balelas de um tratamento de psicologia sirvam para reforçar o ego do paciente coitadinho.

Eu tenho uns defeitozinhos perfeitamente justificáveis pelos traumas de infancia que tive, fora isso, sou o maior e dou graças a deus a esta psicologa me ter aberto os olhos para a maravilha que eu sou, eu sofri muito e agora tenho o direito a ter a minha fatia de boa vida.

Um tratamento de psicologia em vez de ir pela via mais fácil e infantil: reforçar o ego, deveria ir pela via de reforçar o auto-conhecimento e tentar fazer do paciente uma pessoa melhor - a tal evoulção que agora está tanto na moda.

A psicologia em vez de convencer o paciente de que ele tem bué de valor, devia tentar convencê-lo de que ele pode ter muito mais valor.

publicado por antiego às 23:48
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Segunda-feira, 8 de Abril de 2013

Tenho um grande bacamarte

        A Psicologia vive de estudos faliciosos e de interpretações completamente idiotas. Esta até está longe de ser das mais anedóticas: Afinal, o tamanho conta mesmo.

      Segundo esta noticia, um estudo provou, cientificamente, que o mulherio gosta é de um bom bargalho. Quando eu vi o titulo da noticia pensei logo: queres ver que recrutaram 105 mulheres para fornicarem com 5 tamanhos diferentes de pénis? Talvez todas ligadas com fios, eletrodos, sensores, para registar tudo quanto o corpo humano possa produzir...

       Afinal era só um teste visual.

       Já agora, gostava que comparassem a reacção entre um homem bonito, alto e formoso com uma piiinha pequenina e um homem baixinho, feiinho com um grande bacamarte.

Sábado, 29 de Setembro de 2012

Psicologa salva vida

Contavam-me uma história de uma mulher tetraplégica que se tentou suicidar e após falar com uma psicologa sentiu vontade de viver.

Pensei para mim que esta psicologa deve ser uma daquelas 2 em 100, que têm a tal sensibilidade natural.

Afinal, a mulher ganhou ânimo porque levou com um vendaval de idiotices.

 

O discurso da psicologa de tão ridiculo acabou por mexer com a coitada, que desse modo despertou para a vida.

 

Como pode uma pessoa despertar para a vida numa situação destas:

 

1 – Por comédia: achamos aquilo tão ridiculo, que ganhamos capacidade de nor rirmos outra vez.

2 – Por comparação com a desgraça alheia. O nosso ego incha por comparação. Se há idiotas como estas à solta, a vender saúde, a ganhar dinheiro por dizerem balelas, eu devo valer alguma coisa. Pior que estar numa cadeira de rodas é ter este calibre de idiotice. Afinal porque queria eu suicidar-me?

3 – A exposição prolongada de um cerebro em depressão a um bombardeamento de idiotices, segrega endorfina que produz uma sensação de bem-estar.

 

          Mas, mais uma vez, a psicologia de clinica tem a ultima palavra e arruma com as minhas teorias:

- Pois, nós sabemos disto tudo, precisamente por isso aquele discurso foi intencional. Aliás, está provado estatisticamente que este tipo de discurso resulta, em estudos efectuados com pacientes.

publicado por antiego às 00:23
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Quarta-feira, 2 de Março de 2011

Homens Frágeis

             Homens belos são os que têm mais problemas de infância, carências afectivas, timidez, fazendo deles as pessoas com mais tendência para a solidão, no mundo.

             Estudo adverte que, quando vir um homem atraente, não se deixe enganar pelas aparências. As probabilidades de ele ser um menino ávido por uma festinha no cabelo são enormes, o que se vai confirmando pela infantilidade que ele vai revelando à medida que o vamos conhecendo. È, invariavelmente, uma pessoa muito tímida e insegura, embora possa não parecer nada. É, portanto, um falso-extrovertido, que quer transmitir aquela imagem de homem seguro e feito, mas no fundo está cheio de inseguranças e anseia pelo colo da mamã. Nunca admitirá as suas carências afectivas até porque não tem consciência delas, tendo passado a vida inteira a recalca-las. Evita doentiamente falar de si próprio, e pode-a ferir por se sentir inseguro e ciumento. Não estranhe a indiferença dele ao seu choro, pois ele foi educado duramente com a velha regra de que os rapazes não choram. Ele não compreende o choro, e o facto de chorar só lhe estará a transmitir que você é a mulher, na relação.

            Se lhe perguntar:

- Querido, tens problemas?

            Ele vai se rir convulsivamente, caindo provavelmente das escadas abaixo e continuando a rir enquanto uiva de dor por ter partido duas costelas. È a sua maneira de lidar com uma pergunta difícil, invasiva da sua intimidade masculina. Respeite a sua dor, respeite o seu passado difícil. Se ele não quiser falar do gelado que o pai não lhe comprou no dia da bola porque só havia dinheiro para o tabaco, não insista, deixe-o repousar, trago-o antes para um tempo de felicidade que irá aveludar as cicatrizes que esconde por baixo da roupa. Todo o cuidado é pouco quando lida com estes seres frágeis, lembre-se que com a força vem também mais vulnerabilidade. E a pior vulnerabilidade é aquela de alguém que se achava forte e sem problemas. E no fim o que fica? Nunca o faça fazê-lo pensar que é apenas um homem belo. Seria o pior insulto ao seu frágil ego.

publicado por antiego às 14:19
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Terça-feira, 8 de Fevereiro de 2011

A Psicologia legitima as pessoas

No final da série “Os Sopranos” a psiquiatra da personagem Anthony Soprano, começa a questionar o seu trabalho com este chefe da Máfia. Ela corre riscos ao tratar os ataques de ansiedade dele, certamente acreditando que estará a fazer bem. Por um lado, é uma profissional que não deve recusar um paciente, por outro lado, quem sabe, ao tratar um poderoso mafioso poderá a estar prestar serviço público - Criminoso equilibrado não dá logo tiro nos cornos, corta só um dedo ou dois e ainda dá a escolher.

 

A Dra. Jennifer Melfi tem um baque ao ler um estudo que concluiu que a psicoterapia só legitima o psicopata, ou seja, o criminoso.

Imaginemos o mafioso a ir ás sessões de psicologia, acabando por se convencer que é mas é uma vítima do sistema, da sua educação, do meio cultural em que cresceu. Aí tem a redenção para toda a miséria que espalhou. Se calhar nunca pensou bem no assunto, mas agora que pensa, consegue se perdoar de todas as pessoas a quem limpou o sebo, de todos os dedos que cortou, todos os dentes que partiu, etc. É um coitado que nunca foi convenientemente amado.

 

Eu vou mais longe: pela minha experiência, do que eu conheci profissionalmente e pessoalmente, das pessoas que eu conheci que frequentaram psicologia clínica, a psicologia serve para legitimar TODA A GENTE. (e não costumo escrever em letras grandes).

 

O Besta egoísta, irresponsável e agressivo sai de lá reforçado, a pensar em como nunca recebeu a atenção que devia dos papás. A Pateta egocêntrica, insegura, sem os mínimos valores, sai de lá convencida que tem valor e deveria era fazer uns bons cursos de desenvolvimento pessoal.

A psicologia vai ajudá-lo a sublimar-se. Não vai ajudá-lo a ver a realidade como ela é, mas vai tentar fazer o que faz a IURD e a psicologia popular brasileira: levantar-lhe o astral, ensina-lo a pensar positivo. Fixe, também é preciso, o que o que acontece é que esse efeito vai durar só dias e depois tudo vai voltar ao mesmo. Você vai continuar a ser a mesma pessoa, com os mesmos problemas, com as mesmas limitações, com os mesmos defeitos.

 

A melhor maneira de ganhar um cliente é fazê-lo sentir-se bem. Já ouvi de psicólogas que disseram coisas como “você é melhor que a sua ex-mulher”. Xau! Com este elogio como é que eu não iria gostar desta psicóloga? Pese embora, ela esteja a falar de uma pessoa que desconhece absolutamente.

 

Para mim, o principal objectivo da psicologia não é aumentar a auto-estima a qualquer custo. O principal objectivo da psicologia deve ser aumentar o auto-conhecimento. E acredito que isso leve, consequentemente, a uma maior auto-estima. Mas esta é uma maneira mais difícil e dolorosa.

Porque eu acredito que não há nada que nos torne mais especiais do que a verdade, a autenticidade - nós sermos nós próprios. E para aprendermos a sermos nós próprios, temos que nos conhecer. Como alguém artificial pode ser especial se é uma imitação de algo, de ideias, modas e clichés?

Terça-feira, 2 de Novembro de 2010

Síndrome da Mudança Horária

Este sábado, ouvi na rádio uma nota surreal sobre a mudança de hora que iria ocorrer na madrugada de 1 de Novembro de 2010.

Gostava de ter o texto e ainda o googlei na internet. Será que esta pérola da psicologia não ficou registada?

 

A Jornalista começou por afirmar que a mudança de hora é uma coisa complicada. O sistema humano vai-se abalar, temos que nos precaver para nos adaptarmos com menos sofrimento possível a esta terrível violência que é a mudança horária.

A seguir surge a douta psicóloga a esmiuçar a cena. Compara a mudança de hora com as alterações de humor sazonal, alerta para os perigos e até aconselha a prática de exercício físico para melhor suportar essa inevitável hora de diferença. “Se ainda não pratica exercício físico, esta é uma boa altura para começar”.

Meu deus, quais são os limites para a idiotice das psicólogas?

A gaja parecia que estava a falar do Jet-Lag de alguém que viaja de Portugal para o Japão.

 

Mais a mais, atrasar uma hora, não dá azar nenhum. É mesmo como ganhar uma hora na vida. Quando se muda para a hora de verão é que pode ser um bocado penoso.

Duas coisas que os psicólogos deviam de saber antes de falarem sobre a alteração do ciclo diário:

  1. O Ciclo diário biológico do homem é de 25 horas.
  2. É mais difícil o corpo do homem adaptar-se quando viaja para nascente do que para poente (penso que é consequência da primeira).

Se houve gente que levou a sério esta psicóloga, eles não foram os notivagos.

publicado por antiego às 15:51
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Terça-feira, 19 de Outubro de 2010

A Psicologia que se Pratica

Caramba, eu tenho que desmascarar esta palhaçada. Andamos aqui a brincar aos psicólogos. Vou aqui passar um exemplo da psicologia imbecil que se faz em Portugal.

Neste Blog aparece a carta de N escrita a uma psicóloga que tem ar de ter um alto consultório no centro de Lisboa. Segue-se a resposta inócua, inútil e cliché dela (será copy/paste de texto?), e segue-se depois a minha, feita à pressa, eu que nunca tive alguma formação de psicologia e na área da saúde, só tive uma espécie de disciplina cultural no 9º ano:

 

Razão para viver


<<Boa tarde,

Não sei se geralmente responde a este tipo de questões mas de qualquer forma resolvi tentar.

Tenho 28 anos, sinto que não tenho qualquer razão para viver, já ando assim há algum tempo, sem sentir satisfação com nada, sem vontade de sair de casa de estar com os amigos, muitas das vezes sem vontade sequer de falar, estive medicado há pouco tempo e sinceramente não senti grande diferença. Sinto que só faço as coisas fáceis que não me dão trabalho ou que exigem um pouco de esforço da minha parte, a maior parte das vezes faço tudo e dou milhares de voltas só para não fazer o que necessito mesmo de fazer. 
Fico fechado em casa a pular de uma actividade sem interesse para a outra, pareço perpetuar os meus vícios e pareço não conseguir sair deste ciclo. Não tenho vontade de estar com os meus amigos, sinto que não tenho nada de interesse para dizer e tenho receio de falar sobre aquilo pelo que estou a passar, sinto que ando assim há alguns anos,  aos altos e baixos, mas neste momento sinto-me mesmo no fundo de um poço e não sei o que posso fazer para me ajudar.
Não consigo ter um interesse constante pelas coisas, interesso-me tão facilmente como me desinteresso, pareço não conseguir levar nada a cabo, sinto que pioro de dia para dia e já não sei mais o que posso fazer. Não tenho motivação nem qualquer objectivo na minha vida neste momento, nem sei ao certo se quero sair desta situação, pareço não ter força para viver a vida, parece que me falta algo e não consigo perceber o quê.

Agradecia se me pudesse ajudar, seja de que forma for, de qualquer forma compreendo senão obtiver resposta.

Atenciosamente,

N.>>

 

Resposta da Douta psicóloga:

 

<<Caro N.,

 

a sua falta de interesse  e falta de vontade de viver pode ser uma fase passageira mas precisa reagir com força e energia construtiva. O seu problema está relacionado com a falta de um sentido para a vida.

 

A principal força motivadora de todo o ser humano é a busca do significado de sua vida. O homem sempre procurou dar um sentido à sua existência. A frustração dessa necessidade gera o vazio existencial e uma crise de identidade. Procure ouvir a sua voz interior e seguir a sua indicação. O sentido da vida consiste em realizar valores e para tanto é necessário conhecê-los. Cada indivíduo possui sua própria escala de valores. Para uns, o que importa é possuir poder, “status”, bens materiais ou seja: ter. Para outros, o que importa é “ser” e não ter. Para estes a realização pessoal consiste em descobrir o verdadeiro sentido em suas vidas, em adotar uma série de valores coerentes com sua realidade pessoal e com a realidade do mundo em que vivem eassim têm possibilidade de serem felizes.

 

O sentido da vida pode ser encontrado naquilo que fazemos, naquilo que vivemos e nas atitudes que tomamos perante as circunstâncias da vida. Cada um, não apenas, mas pode exercer poderosa influência sobre sua existência. Descubra o verdadeiro propósito da sua vida e poderá ser feliz e viver em harmonia.>>

 

Case, tenha filhos, e vote com consciência (ou outro horóscopo qualquer)

 

A minha reposta:

 

Caro N, o que relata aqui é deveras preocupante. Isto é um quadro de depressão. É claríssimo como a água. Não de depressão major, mas tem características leves de depressão major que até poderão evoluir para ela.

Algo tem que ser feito para sair desta inércia. Há quanto tempo, mais exactamente, se sente assim? Há quantos meses se sente assim? Quantas horas tem passado na cama?

Necessita de consulta psiquiátrica urgente. Se os medicamentos não resultaram, outro tratamento se adequará melhor. Outra medicação e/ou uma psicoterapia. O psiquiatra será o especialista creditado para lhe fazer um diagnóstico e prescrever-lhe o tratamento adequado. No caso de lhe receitar uma psicoterapia, quer lhe calhe uma psicóloga idiota (92% de odds) ou uma psicóloga inteligente, certamente ficará a conhecer-se melhor.

Para vencer o inimigo precisa de o conhecer. Precisa de conhecer o que está mal consigo, precisa de se conhecer. Não basta pensar: ai, sinto-me mal, tenho que fazer algo pela minha vida. Passe por uma fase de despiste, dê uma oportunidade á medicina. Veja se há mais casos parecidos com os seus e como eles lidaram com essa situação. Veja se o seu caso foi estudado e sistematizado pela ciência para que possa ser ajudado por ela.

Lembre-se que há milhares de pessoas na mesma situação que você, e, sobretudo, que estes estados de alma são passageiras. Mas não actuar pode ser a diferença entre durar 1 ano ou 2 meses. Procure ajuda. Caso lhe seja diagnosticada uma depressão, a terapia de grupos de auto-ajuda é das terapias mais eficazes e menos dispendiosas. Cada vez mais existem associações, em forma de IPSS’s, com grupos de auto-ajuda, até para doenças raras.

E agora com a internet, a vida está facilitada com a informação sobre os nossos inimigos. Procure em motores de busca, pessoas que estejam a passar ou já tenham passado pelo que você passou. Aliás, pensando melhor agora, porque raio no ano 2010, com a internet, você escreve a uma psicóloga quando podia procurar por grupos de auto-ajuda na net de pessoas que não lhes apetecem fazer nada ou pessoas que não têm razão para viver?

publicado por antiego às 10:58
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Terça-feira, 4 de Maio de 2010

A Nuna e o gato descolhoado

No passado Domingo, no zapping, descobri o programa “Lado B”. E nunca vi tanta freakalhada junta: aparece uma gaja que tem os testiculos do seu gato guardados num frasco, é homossexual, tem uma filha chamada Nuna e ainda por cima, a cereja… anda virada para a sua formação em psicologia.

 

Bate tudo certo nesta divertida rapariga.

 

Para quem leu o inicio de uma maneira leviana, repare bem, eu repito: é uma lésbica que não só cortou os tomates ao seu gato, como os guarda no quarto religiosamente, não tendo explicado bem porquê, põe o nome de Nuna à sua filha… como poderia não dar em psicologa ???

 

Já há algumas tentivas de ajudar esta pobre profissional que tendo um dos problemas da existência mais graves do mundo, assim resolvido, conseguirá resolver qualquer um que atormente a alma humana.

 

Vai uma interpretação de psicologia de bolso (para estar na moda). Como é que alguém vai perder 4 anos de estudo universitário para poder compreender coisa tão simples? Senão foi abusada sexualmente, vingando-se na castração do gato e negando o ser masculino com o nome Nuna na filha, o que raio se passou com este cromo?

 

Aliás, o curso de psicologia é perfeito para quem não sabe o que fazer da vida.

Aquelas pessoas que não encontram a sua real vocação mas têm uma sensibilidade especial, só têm um caminho a seguir: tirar um curso de psicologia.

 

Chega-se ao 10º ano e tem que se escolher uma area. Não gosto de matemática e até tenho jeito para as artes (sou sensivel), mas neste país não se ganha dinheiro a pintar quadros. Só me resta ir para humanisticas. Entretanto vou fazendo o 10º e/ou 11º e/ou 12º e/ou entro na universidade num curso qualquer só porque tem que ser, porque temos de casar e ter filhos.

Gosto muito de inglês e de ver os filmes na televisão e no cinema, gosto do canal História, do Odisseia e do Discovery. Gosto do Trivial Pursuit e Buzz. Gosto de saber coisas e já tenho experiência de vida. E embora saiba como educar crianças, não quero ser professora e aturar fedelhos, ainda para mais numa altura em que bater nelas na escola vai deixar de ser noticia.

Mas há uma coisa na qual posso ser útil à sociedade. Há algo que me dá prazer fazer e até me pode ajudar pessoalmente já que sou uma pessoa extremamente sensivel e complexa. Enquanto sei ou não sei o que fazer da minha vida, vou estudar sobre ela mesma – a vida. Pode ser que se faça luz.

Enquanto estudo e me dedico a uma das coisas que mais me interessou na vida – eu própria e os meus meandros - posso ir ajudando outras pessoas nas suas dores, porque eu também sofro e posso compreender os seus sofrimentos.

Excelente, isto é medicina autêntica! É como uma médica da alma, uma enfermeira do espirito.

 

publicado por antiego às 14:20
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Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2010

Blogosfera Desperdiçada

            Estou com uma imensa pena do desperdicio que é a blogosfera.

 

            Temos aqui um espaço único de sermos mais autênticos, mais nós próprios, mais humanos. Um espaço único para fazermos uma terapia à séria e assim evoluirmos.

 

            Tudo isto é deitado ao lixo. Ao contrário, isto torna-se um espaço de vaidade asquerosa, de alter-ego, de ainda mais falsidade do que aquela que usamos no dia-a-dia.

 

            A grande vantagem que eu via nos chats era aquele romantismo de primeiro conhecermos o interior da pessoa e só depois o exterior. Os chats têm aquele dom de nós podermo-nos mostrar mais como nós somos. Ao não sermos intimidados pela presença e pelo rosto da outra pesssoa, podiamos falar mais abertamente de nós próprios.

            Esse era o encanto dos chats. Começarmos a teclar com uma pessoa, e passados 3 minutos já estavamos a falar de um coisa tão intima que só contariamos a pessoa conhecida na vida real,  depois de conviver com ela meses, estar apaixonado ou com uma grande bebedeira.

 

            Ao escrevermos num blog sobre nós, podiamos ir mais fundo e escrevermos sobre o que realmente somos. Sobre as nossas coisa mais únicas, as mais inquietantes, aquilo que nos mói o juízo, os nossos pensamentos menos politicamente correctos.

 

            Mas não, encontramos aqui um espaço para nos engrandecermos ainda mais, para sermos ainda mais perfeitos como senão bastasse a perfeição que já demonstramos ao nosso circulo social.

            E alguém pode ser feliz a fingir? Claro, toda a gente pode ser feliz na ilusão.

 

            Como já disse aqui, eu próprio caí no pecado da vaidade e divulguei aos meus amigos que tinha um blog. Já não tenho tanta liberdade como teria.

            Ainda assim vou fazendo um esforço para descer debaixo do perfeito que eu sou.

Sexta-feira, 7 de Novembro de 2008

Conseguiria ser Psicologa(o) ?

            <<Meu marido me traiu com a minha melhor amiga, a minha irmã, a minha cunhada (mulher do meu irmão), e diz-me que eu não sei da missa nem a metade. Está desempregado há 3 anos, acabou-se-lhe o subsidio de desemprego, está a acabar com as minhas poupanças, levantando dinheiro da nossa conta conjunta todos os dias, para os seus vicios, inclusive do jogo. Ando uma pilha de nervos, até já me senti tentada a vingar-me pelas traições dele. O vizinho voltou a dar em cima de mim e qualquer dia temo ceder. Eu sei que é errado, mas não consigo parar de pensar no vizinho, e em como o meu marido se divertiu e não me liga afectiva e sexualmente. Que hei-de fazer?>>

 

            Cara A., A sua é uma situação muito dificel. Sente-se muito zangada com o seu marido e é natural que a revolta se revista em tornos de ódio vingativo. Mas relaxe, tenha paciência. Não procure a troca de afectos negativa. Vingar-se não vai resolver a situação.

 

            O melhor é dar tempo ao tempo. Perdeu uma batalha mas não perdeu a guerra. Deve estar aberta ao diálogo e conjuntamente com o seu marido, empenharem-se em resolver os vossos problemas conjugais. As infedilidades acontecem, hoje é você, amanhã sou eu, mas o mais importante é ser tolerante e saber perdoar. Tem que recuperar a confiança em si mesma para poder recuperar a confiança no seu marido.Todos nós temos as nossas fraquezas e não serei eu, ou você, a julgar o seu marido, Talvez ele ao envolver-se com pessoas do seu circulo afectivo estivesse a transmitir-lhe um afecto transitivo que dificilmente consegue-lhe transmitir directamente. Provavelmente o seu marido foi uma criança muito carente com pais muito ausentes e tenha imensos receios em tirar a máscara perante si, dando-lhe um insustentável sentimento de vulnerabilidade. Tem que dar tempo ao seu marido e trabalharem os afectos.

 

            Cabe-nos reinventarmo-nos a nós próprios, investir na relação com o nosso parceiro, dar-lhe espaço e criarmos espaço para nós próprios, não negligenciando o terceiro elemento: nós, a relação.

            Veja esta provação como uma experiência, uma oportunidade que a vida lhe deu para aprender. E que seriamos nós sem os tempos de sofrimento? Não dariamos valor aos tempos de bonança.

 

Acredite em si, acredite em vós

 

(este artigo foi altamente e proficuamente inspirado em Traição no casamento)

 

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